terça-feira, 12 de abril de 2011

Caminhos para vencer a miséria

20 300x200 Caminhos para vencer a miséria

Continua a provocar discussões sob vários ângulos a declaração da presidente Dilma Rousseff há poucos dias, em Belo Horizonte, de que será difícil erradicar totalmente a pobreza do país em quatro anos de seu mandato – um dos objetivos que apresentara enquanto candidata. Segundo o noticiário, dizia o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) naquele momento que o número de pobres (renda per capita mensal de até R$ 140) caíra, entre 2003 e 2009, de 30,4 milhões de pessoas para 17 milhões. O economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, comentava, a propósito (Estado, 29/3), que "a erradicação é inatingível" e seria "mais realista" pensar em reduzir à metade o contingente atual de pobres. Desde o início do Plano Real, a queda já fora de 67%; em oito anos do governo Lula, de 50,6%; e mesmo se até 2014 se reduzir o índice de pobres de 15,3% para 8,6%, ainda teremos 16,1 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza (R$ 142 mensais).

O custo para erradicar totalmente a miséria, estimou Marcelo Neri, ficaria em R$ 22 bilhões anuais – o que trouxe de volta críticas já ouvidas em outros momentos, de que para ter esses recursos bastaria reduzir a "bolsa-banco", os mais de R$ 150 bilhões que o governo federal paga anualmente de juros da dívida, a investidores de outros países ou mesmo daqui, que tomam empréstimos fora para aplicar internamente, beneficiando-se da taxa anual de juros próxima de 12% (quando nos países industrializados está pouco acima de zero). Hoje o custo do Bolsa-Família está em R$ 1,22 bilhão por mês, ou menos de R$ 15 bilhões/ano, cerca de dez vezes menos que a despesa com aqueles juros.

Discussão difícil. Para conceder agora 19,6% de aumento aos 12,9 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa-Família (que reúnem cerca de 40 milhões de pessoas) e "tirar da miséria mais 500 mil famílias cadastradas" – conforme relatou neste jornal Marta Salomon (3/3) – o governo federal fará cortes de R$ 340 milhões em vários outros programas sociais, segundo crítica da senadora Lúcia Vânia (O Popular, 19/3). O ProJovem, por exemplo, que só atende 3,5 milhões dos 55 milhões de jovens possíveis beneficiários, perderá R$ 34,3 milhões; ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil só restarão R$ 250 milhões; R$ 6,21 milhões foram cortados do programa de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças; o sistema que protege o adolescente em conflito com a lei perde R$ 2,5 milhões; o Fundo Nacional de Assistência Social terá um corte de 10% nos gastos opcionais; além da redução de R$ 1,5 bilhão no orçamento do Ministério da Justiça para o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania e para combate a drogas. Sem falar em menos verbas para o Minha Casa, Minha Vida.

E tudo isso sem entrar num terreno ainda mais complicado, que é o da discussão sobre o que seria "nível abaixo da pobreza". Ainda na semana passada (29/3), o caderno Estadão.edu publicou entrevista da reitora da Universidade Harvard, Drew Faust, dizendo que naquela instituição os alunos de famílias com renda anual abaixo de US$ 60 mil (cerca de R$ 100 mil) não pagam anuidade. Aqui, R$ 100 mil/ano é um nível de renda que já situaria as famílias nos estratos mais altos da sociedade, pois a renda média dos que trabalham não chega a R$ 2 mil mensais.

A discussão pode, porém, observar outros parâmetros. Para os relatórios do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o nível da miséria está nas famílias com renda abaixo de US$ 2 por dia, ou cerca de R$ 3,40, em torno de R$ 100 mensais. Nesse nível inferior, diz o Programa de Metas para o Milênio, ainda vivem cerca de 850 milhões de pessoas no mundo; 2,5 bilhões não dispõem de saneamento básico e 23% das pessoas "defecam ao ar livre". E vai piorar, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO): até 2025, cerca de 1,8 bilhão de pessoas enfrentarão problemas muito graves de abastecimento de água (teremos mais 80 milhões de consumidores por ano).

Nosso panorama, nessa área, não consola. Segundo o IBGE, 56% dos domicílios brasileiros, com mais de 100 milhões de pessoas, não são ligados a redes de coleta de esgotos (e só 29% dos esgotos coletados recebem algum tratamento); e quase 10% dos domicílios não recebem água tratada. Já o Atlas Brasil, editado pela Agência Nacional de Águas (ANA), informa (Estado, 21/3) que perto de 55% dos municípios brasileiros enfrentarão problemas de escassez de água até 2025. E o país precisa investir R$ 22,2 bilhões para evitar o risco de colapsos. Já o investimento total em água e esgotos é calculado em R$ 70 bilhões, para suprir as atuais deficiências e atender a mais 45 milhões de pessoas até aquela data. Os ministérios do Planejamento e das Cidades contestaram as informações do Atlas. Mas a discussão não prosseguiu. Poderia ter entrado também pelo terreno do desperdício de água nas redes de abastecimento das cidades brasileiras, calculado na média em 40% do que sai das estações de tratamento – o que implica perdas de R$ 7,4 bilhões anuais para as empresas distribuidoras, segundo este jornal (8/3).

Sem negar nenhum avanço da última década, ainda assim, sejam quais forem os critérios da discussão do tema da pobreza interna, temos enormes avanços por fazer, para reduzir as taxas de desemprego, o emprego informal, o baixo nível de rendimento da maioria da população, os baixos níveis educacionais, o altíssimo desemprego entre jovens e a alta participação deles nos índices de violência.

É salutar que a presidente da República não se embale em fantasias e admita que ainda são e serão muitas as pedras no caminho da erradicação da pobreza. Mas também é vital que, na concepção das macropolíticas, os avanços na área social não se façam à custa de outros programas sociais decisivos. É possível cortar em áreas mais privilegiadas.

Governo quer retomar Campanha do Desarmamento

223 300x183 Governo quer retomar Campanha do DesarmamentoDivulgação

O instituto Sou da Paz também realiza campanhas de recolhimento de armas.

Na quinta-feira passada, 7 de abril, um rapaz de 23 anos entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, e atirou em 22 crianças, das quais 11 sobreviveram. A tragédia chocou milhares de brasileiros e foi destaque em diversos jornais internacionais.

Após o ataque, o governo quer retomar a Campanha do Desarmamento, que prevê a indenização de cidadãos que entregarem armas de fogo, registradas ou não, à Polícia Federal. A campanha já é permanente mas, para estimular a entrega das armas, o governo quer encurtar o período de pagamento das indenizações, que pode durar até três meses.

Algumas organizações não governamentais também encaminharam sugestões para fortalecer a campanha, como a Viva Rio que sugere a indenização para quem também entregar munições. Outra medida adotada à restrição do porte de armas seria a implantação de chips durante a fabricação das armas, para que, dessa forma, seja possível saber o histórico do produto – o Ministério da Justiça já pediu os estudos técnicos para viabilizar a proposta.

Ações de organizações

1173 300x107 Governo quer retomar Campanha do DesarmamentoSegundo o Instituto Sou da Paz, cerca de 34 mil brasileiros por ano são vítimas de armas de fogo, e a maior parte são assassinadas por motivos considerados "banais", como brigas de bar, de torcida, desavenças e ciúmes. A organização vem realizando ações junto à sociedade para divulgar a campanha permanente da entrega voluntária e cobrar a implementação do Estatuto do Desarmamento em sua integralidade.

Nesta semana, o Plano de Controle de Armas da cidade de São Paulo, uma iniciativa do Sou da Paz, estará realizando a Campanha de Desarmamento Infantil em escolas públicas e privadas de São Paulo. De 11 a 15 de abril, a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana trocarão armas de brinquedo por gibis e outros brinquedos.

O objetivo da ação é mostrar às crianças que o uso de armas não é brincadeira e informar aos adultos que a campanha de entrega das armas de fogo é permanente.

Entrega de armas

Em São Paulo, os cidadãos que quiserem entregar armas de fogo devem ligar para o número 153 ou acessar o link http://www.soudapaz.org/desarmasp/. Em outras regiões do país, os interessados devem recorrer ao site De olho do Estatudo do Desarmamento e conhecer a Rede Desarma, com a lista de organizações e postos de coleta participantes. No ato da entrega, não haverá qualquer tipo de investigação quanto a origem da arma ou de seu portador.

Crianças de até 9 meses foram mortas em conflito na Líbia, diz Unicef

1174 Crianças de até 9 meses foram mortas em conflito na Líbia, diz UnicefUnicef
Fundo pediu fim imediato do cerco à cidade de Misrata, dizendo que dezenas de milhares de menores estão sob risco do fogo cruzado entre simpatizantes e opositores de Muammar Kadafi.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, pediu o fim imediato do cerco à cidade de Misrata, no noroeste da Líbia.

Segundo o Unicef, os combates intensificados e bombardeios indiscriminados estão pondo em risco dezenas de milhares de menores. Pelo menos 20 crianças morreram nos últimos dias, incluindo bebês de nove meses.

Trauma

Desde o início dos confrontos entre simpatizantes e opositores do líder líbio, Muammar Kadafi, muitas crianças estão sem acesso a água e alimentos, além de viver sob trauma após presenciarem várias atrocidades.

A maioria das crianças têm ferimentos como marcas de bala, e estilhaços de morteiros e tanques. A maioria das mortes ocorreu nos últimos 20 dias, e grande parte das crianças têm menos de 10 anos de idade.

Na semana passada, o Unicef e outras agências da ONU entregaram ajuda humanitária aos hospital de Misrata, incluindo kits de emergência e material cirúrgico que devem atender cerca de 30 mil pessoas por um mês.

O Fundo também entregou brinquedos e jogos para estimular as crianças a permanecerem dentro de casa. Há relatos de que muitos menores estão sendo alvos de atiradores.

Ministério Público flagra trabalho degradante em obras do PAC no interior de São Paulo

1169 300x296 Ministério Público flagra trabalho degradante em obras do PAC no interior de São Paulo

São Paulo – A Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) em Campinas flagrou 44 trabalhadores em situação degradante de trabalho em uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, na cidade de Americana, na região de Campinas.

A obra, incluída no programa Minha Casa, Minha Vida, está sob responsabilidade da MRV Engenharia e Participações. A empresa está construindo 640 apartamentos na cidade.

A PRT iniciou as investigações no dia 10 de março. Agora, auditores fiscais do trabalho finalizam relatórios sobre as condições encontradas. Os documentos serão encaminhados, em duas semanas, para o Ministério Público do Trabalho e para o Ministério do Trabalho e Emprego.

As irregularidades foram constatadas em dois alojamentos de empreiteiras que prestavam serviços no empreendimento Beach Park, cujas obras eram conduzidas pela MRV, responsabilizada no caso.

De acordo com a PRT, 44 trabalhadores, naturais do Maranhão e de Alagoas, viviam em alojamentos superlotados, sem ventilação, com fiação exposta e em condição precária de higiene. Em um dos alojamentos, havia um só banheiro para 22 pessoas. A locação das casas e o fornecimento de camas, colchões e armários estavam a encargo da MRV.

A PRT encontrou também indícios de aliciamento de mão de obra, situação caracterizada pelo deslocamento de trabalhadores de um estado a outro mediante falsas promessas. Os auditores fiscais constataram ainda retenção de documentos e um trabalhador sem registro em carteira. Parte dos trabalhadores estava sem receber salário. A fiscalização foi encerrada na última semana.

Foram entregues pelos fiscais do trabalho 44 autos de infração à MRV. A empresa teve de pagar os salários atrasados, a rescisão contratual dos trabalhadores, fundo de garantia, multa, e arcar com as despesas de transporte dos funcionários até suas cidades de origem. O custo total para a MRV, em salários e rescisão, foi R$ 210 mil, os gastos com transporte, atingiram R$ 40 mil, além das 44 multas e despesas com o fundo de garantia.

"Tomamos a primeira medida, que foi a emissão de seguro desemprego e, agora, a segunda medida, que é concluir o relatório e encaminhar ao setor responsável em Brasília para que eles apreciem esse relatório", disse o auditor fiscal do trabalho que participou da operação João Batista Amâncio.

A MRV Engenharia informou, por meio de nota, que assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho e assumiu todos os pagamentos e as regularizações necessários. A empresa afirma que assumiu todas as despesas com alimentação e fez o transporte dos empregados para suas cidades de origem.

"A MRV não admite atitudes trabalhistas irregulares por parte de seus fornecedores. Por isso, a empresa terceirizada foi desligada e não presta mais serviços para a construtora, que também vai acioná-la judicialmente".

domingo, 10 de abril de 2011

Inter oficializa: Paulo Roberto Falcão é o novo técnico colorado

Ídolo da torcida será apresentado oficialmente nesta segunda-feira. Ele é o substituto de Celso Roth 

Falcão, comentarista e ex-jogador (Foto: Edu Rickes / GLOBOESPORTE.COM)
 
Falcão é o novo técnico do time colorado
A figura apontada, quase com unanimidade, como melhor jogador da história do Inter agora é o técnico do time colorado. O clube confirmou neste domingo, em seu site oficial, que Paulo Roberto Falcão é o substituto de Celso Roth, demitido na sexta-feira. O Rei de Roma será apresentado oficialmente nesta segunda-feira, às 17h30m. Com o peso da idolatria dele, o atual campeão da Libertadores espera atingir 200 mil sócios, dobrando sua marca atual.

O craque dos anos 70 e 80 fará sua segunda passagem como treinador pelo Beira-Rio. Ele já havia comandado o time vermelho em 1993, pouco antes de passar a se dedicar à carreira de comentarista. Falcão, que também comandou as seleções de Brasil e Japão e o América, do México, volta à casamata após quase duas décadas de ausência. Com isso, Falcão deixa automaticamente a função de comentarista na TV Globo, como estava previsto no contrato com a emissora, caso aceitasse a proposta de algum clube do Brasil ou do exterior.

O Inter, com a decisão, concretiza um namoro antigo. Sempre que um treinador era demitido, Falcão surgia como alternativa. Roberto Siegmann, o vice-presidente de futebol do Colorado, tenta fugir da tradicional ciranda de técnicos ao apostar em Falcão. E, paralelamente, deixa a torcida satisfeita.

Falcão foi tricampeão brasileiro pelo Inter, em 1975, 1976 e 1979. Ele foi revelado justamente no Beira-Rio, em 1973, e em 1980 rumou para o Roma, onde é idolatrado como um dos maiores craques da história do clube italiano. Ele disputou as Copas do Mundo de 1982 e 1986.

Sua contratação pelo Inter começou a ser arquitetada na noite de quinta-feira, quando parte da diretoria decidiu que não valia mais a pena seguir com Roth. Na sexta, o técnico foi demitido, e aí o nome do ídolo colorado já era quase certo. Conversas nas manhãs de sábado e domingo levaram as negociações a um desfecho positivo.

Ainda não está confirmado o tempo de contrato. O Inter também acertou com o técnico Julinho Camargo, do Novo Hamburgo, que será o assistente de Falcão.

No dia do acerto com Falcão, Inter goleia o Canoas e avança em primeiro

O Internacional venceu no dia em que o clube cofirmou a contratação de Paulo Roberto Falcão para o comando técnico. O Colorado goleou o Canoas pelo placar de 6 a 2

 

No dia do acerto com Falcão, Inter goleia o Canoas e avança em primeiro

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O Internacional venceu no dia em que o clube cofirmou a contratação de Paulo Roberto Falcão para o comando técnico. O Colorado goleou o Canoas pelo placar de 6 a 2 e se classificou para as quartas de final do segundo turno em primeiro lugar do grupo. O Inter vai enfrentar o Santa Cruz na próxima fase.

A primeira lição que Falcão aprendeu é que a defesa precisa melhor. O time comandado, interinamente, pelo ex-goleiro André Doring precisou passar por susto através de falhas repetidas do setor defensivo. Pelo alto, Fábio Alemão e Cirilo abriram a elástica contagem da tarde.

Uma dos motivos para a queda de Celso Roth era a ausência de um segundo atacante de origem, fator que irritava o torcedor. Para terminar a Taça Farroupilha na ponta do Grupo 1 foi necessário a presença dos homens de frente.

Rafael Sobis explicou as razões para a bronca com o ex-treinador. O atacante foi responsável pelos dois gols de empate. D'Alessandro se encarregou da virada, marcando, também, duas vezes. Tudo isso no primeiro tempo.

O segundo não podia repetir o mesmo embalo, mas centroavante tem fome de gol. Cavenaghi saciou a sua, marcando o seu primeiro pelo Inter. Leandro Damião fez o seu 15º em 2011.

O jogo
Durante quatro minutos, o Inter pareceu ter tirado a cabeça do jogo, colocando os pensamentos de como será a vida com Falcão. Tempo suficiente para o retrancado Canoas surpreender. Aproveitando-se dos buracos no lado esquerdo defensivo e na bola aérea, os visitantes marcaram duas vezes entre os 12 e os 16 minutos.

No primeiro, Lauro saiu em branco e Fábio Alemão marcou. Depois, Cirilo, impedido, subiu no centro da área, testando para a rede. Antes de ver os gols sofridos pelo alto na temporada saltarem de quatro para seis em 160 segundos, o goleiro colorado havia salvado lance cara a cara com Anderson Ijuí.

Serviu para o Inter abrir os olhos. Falcão ainda não é realidade. A realidade era uma derrota em casa para o Canoas. Era preciso mudar os fatos, enquanto as vaias não se intensificavam. Se precisava, também, modificar os números ofensivos. Nos últimos seis jogos, o time tinha furada a defesa do oponente somente cinco vezes. O Inter consegiu.

O empate foi responsabilidade de Rafael Sobis. Aos 29, o atacante recebeu de Leandro Damião e cabeceou para dentro. Os colorados cresceram. O mesmo Sobis empatou, aos 39 minutos. Ele recebeu na área, girou e tocou no canto.

D'Alessandro havia tentado de fora da área aos 25 segundos, passou perto da trave. Logo em seguida ao segundo gol canoense, ele repetiu o lance sem sucesso. Na terceira vez, com desvio da zaga, o argentino colocou a bola na rede. Depois, em um piscar de olhos, D'Ale participou de triangulação com Kleber e Sobis para marcar o quarto.

O ritmo frenético de gols era impossível de ser mantido. O jogo havia entrado em sua normalidade. O Inter atacava e o Canoas defendia, esperando vacilos do adversário. Lógico que eles apareceram. Jé acertou a trave no começo do segundo tempo, mas foi só.

Dominando a partida como queria, o Colorado passou a administrar. Mesmo assim, Damião e Sobis conseguiram ter oportunidades para ampliar. A chuva que caiu durante o intervalo foi um prenúncio do fim da seca. Cavenaghi, contratado para ser titular, finalmente conseguiu marcar seu primeiro gol com a camisa do Inter. Em chute cruzado, ele pode extravasar toda a ansiedade que o residia em seu corpo. Leandro Damião ainda teve tempo para deixar a sua marca.

Usinas Nucleares




















A questão das usinas nucleares, em minha opinião (Ricardo Hodara) -


Programa de curto prazo, tático e emergencial de 9 (NOVE) itens:

1) Implementar medidas imediatas de embargo legal dos canteiros de obras que porventura já tiverem saído do papel, e que estejam fora da região de Angra

2) Estabelecer perímetro legal, por decreto, de área de máxima segurança, inclusive militarizado, ao redor de Angra, com área de total exclusão de tráfego, terrestre, marítimo e aéreo, incluindo imediata relocação de pessoal, e habitações civis da região.

3) Criação de reserva ecológica nacional equivalente ao perímetro de isolamento ou maior.

4) Criação de equipe especializada em bacias anti-melting, solidificação e resfriamento de lixo atômico acidentado, e também especializada em construção relâmpago de sarcófago nuclear - equipe permanente de contenção de acidentes graves. Deve habitar no local.

5) Liberação de apenas aquela área para as 17 ou outras usinas programadas pelo governo via restrição de concessão à eletrobras (Se não conseguirmos isso no congresso nacional, rapidamente, convocar plebiscito nacional sobre a proibição ou moratória de 20 anos para toda as usinas nucleareas brasileiras).

6) Implementar na mídia através do Partido, o slogan criado por mim - e aberto a sugestões modificadoras ou supressoras de todos os membros filiados: "Energias limpas, difunda. Energias sujas ou perigosas, concentre"

7) Obter salvaguardas constitucionais, por emenda, para garantir transmissão de energia eletrica de matriz nuclear, exclusivamente em longa distância, e a partir de um único centro gerador, à semelhança de Itaipu.

8) Garantir, ato contínuo, a consequente proibição institucional e constitucional da proliferação de usinas nucleares de qualquer tipo ao longo da malha de transmissão civil.

9) Determinar que o uso de reatores e geradores nucleares móveis (autônomos, incluindo subaquáticos), ou outros utensílios nucleares de qualquer natureza, inclusive lixo atômico, serão confiados exclusivamente ás forças armadas, sob supervisão de técnicos civis e militares e empresas terceirizadas de gabarito internacional, ligados diretamente ao gabinete da presidência e ao conselho de justiça, e atuando sob juramento profissional e sob as penas da lei.

Integrantes do PV do RS querem abertura democrática na sigla






                    











Os integrantes do Partido Verde reunidos neste domingo 10/04 em Canoas produziram um documento afim de propor abertura democrática para escolha de suas lideranças. O evento contou com as presenças de diversas lideranças do PV RS que propuseram o fortalecimento do PV através de dispositivos que fortaleçam o Partido Verde. A instituição partidária tem que ser fortalecida e não ficar refém de nomes, para servir a função de agente transformador da sociedade.

Frente de transição democratica do PV lança site

O evento será amanhã ( 09/04 ) com as Presenças de Marina, Feldmann e Ricardo Young, lançado o  Site http://www.transicaodemocratica.com/ a idéia central é construir um espaço de interação entre os Verdes para debater sobre o Futuro Comum, a participação de todos será fundamental pois o site será um instrumento de construção continua da causa,

Lançamento Oficial do Site WWW.transicaodemocratica.com, às 14 horas na Assembléia Legislativa de São Paulo.

Um minuto de silêncio

1142 300x193 Um minuto de silêncio

Homenagem às vítimas do massacre estão no muro da escola em Realengo.

Escrevo sob o impacto do que aconteceu na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Rio de Janeiro, quinta-feira. A presidenta Dilma, no final do ato que comemorava 1 milhão de empreendedores inscritos no programa micro-empreendedor individual, resolveu não fazer discurso. Apenas pediu "um minuto de silêncio em homenagem a esses brasileirinhos que foram tirados tão cedo da vida." E chorou.

Muitos brasileiros e brasileiros choraram. Choraram de dor, choraram por não entender. Como pode um jovem brasileiro de pouco mais de 20 anos entrar numa escola onde tinha estudado, disparar dezenas de tiros a sangue frio, cirurgicamente no coração e na cabeça, matar, crianças, adolescentes, jovens? Que razão é essa, que sentimento é esse, o que pode explicar gesto tão tresloucado?

Talvez nada e ninguém expliquem. Tínhamos notícias mais ou menos freqüentes de fatos semelhantes nos Estados Unidos, um ou outro fato do tipo na Europa ou algum outro país. Pensávamos: mas lá a violência indiscriminada é comum e vem de longe, há posse livre de armas, fazem parte da vida das pessoas, eles fazem guerras o tempo todo, onde matam e morre muita gente inocente. O racismo e a intolerância, como se vê em tantos exemplos de um mundo globalizado, em tempos de notícia instantânea, estão presentes no seu cotidiano, quase fazem parte da sua cultura e história.

Mas o Brasil não! Aqui jamais! Aqui judeus e árabes convivem e se respeitam, há diversidade cultural, a intolerância eventualmente existente, quando acontece, não é no mesmo grau e intensidade da deles. Nós, brasileiras e brasileiros, somos diferentes. Acabamos de eleger uma mulher presidenta da República, sinal de que mulheres, negros, mulatos, brancos, amarelos, jovens, indígenas, pessoas vindas de todas as latitudes e origens têm espaço e oportunidade, não são discriminados, não sofrem da mesma segregação de outros países e povos.

Esta chacina no Rio obriga a pensar e repensar práticas, valores. Obriga a colocar a mão na consciência e perguntar: onde errei? Onde erramos?

Será herança histórica, num país onde o povo, em especial os mais pobres e os trabalhadores, teve pouco espaço ao longo dos séculos, a democracia foi sempre muito restrita, as elites e oligarquias sempre enxergaram o povo como servente braçal, muitas vezes mais como bucha de canhão, sem capacidade intelectual? E por isso estamos tão atrasados na educação e culturalmente, se nos compararmos com os países e irmãos latino-americanos, como acaba de ser demonstrado e divulgado esta semana?

Ou será que os anos recentes, quando o povo e os mais pobres começaram a ter acesso ao alimento, a fome e a miséria diminuíram, a renda, as condições e a qualidade de vida de milhões de brasileiras e brasileiros vêm melhorando substancialmente e há, finalmente, acesso a bens básicos como casa própria, utilidades domésticas, poder vestir-se melhor, poder viajar, estão trazendo consigo algum germe venenoso, ou valores como o egoísmo, a falta de solidariedade, o isolamento e a solidão da internet e do celular?

É preciso perguntar-se e saber se este é apenas um fato isolado, embora profundamente triste. Ou quem sabe exista algum razão produzida coletivamente pela sociedade do consumo e do individualismo, do ter sempre mais (e alguns ou muitos continuam não tendo ou não podendo ter), em vez de uma sociedade do ser, da partilha comum, do acesso solidário aos bens produzidos por todos, da convivência fraterna, da harmonia e da paz.

Dói. Dói muito. Crianças e jovens são feitos e estão prontos para viver. São a felicidade do olhar, são o sentido de futuro, são a esperança, são o amanhã. Eu que já estou chegando nos meus sessenta talvez já tenho cumprido (ou não) boa parte do que me cabia fazer. Eles e elas não. Apenas desabrochavam na alegria juvenil e na possibilidade de ajudar a construir um outro tempo. Ou de continuar construindo outro tempo, 'outro mundo possível'.

Como disse um pai, chorando: "Chegou a hora de todo mundo se unir e fazer um Brasil melhor". Que fique esta frase no minuto de silêncio solicitado pela presidenta Dilma. E que não seja apenas um minuto, mas uma hora, um dia, semanas, meses, anos, décadas. Este país tem um espaço no mundo que nenhum tem ou poderá ter. Brasileiros e brasileiras encarnam valores vividos, celebrados, que não podem ser quebrados por um gesto estúpido ou um acontecimento trágico.

Um minuto para os jovens que perderam a vida! Um minuto de silêncio para a esperança e o futuro!

Divergências travam negociações do clima em Bangcoc

Agenda proposta pelo G77 mais a China cria desentendimento e países debatem qual seria o papel dessa primeira rodada climática das Nações Unidas de 2011, que até agora não conseguiu avançar com relação aos Acordos de Cancún.  
1132 Divergências travam negociações do clima em Bangcoc
 
 Os conflitos entre os representantes dos mais de 200 países reunidos na Tailândia podem ser grandes demais para que em apenas uma semana seja possível alcançar algum avanço, por menor que seja, com relação às propostas da Conferência do Clima (COP 16), realizada no final do ano passado em Cancún.

"Até agora não conseguimos nada aqui", resumiu Sven Harmeling, da ONG Germanwatch.

Já era esperada muita dificuldade para debater temas como o futuro do Protocolo de Quioto e a consolidação das medidas anunciadas na COP 16, porém o clima está tão tenso em Bangcoc que até mesmo o que será o foco da discussão se torna um problema.

O grupo formado pelo G77 mais a China apresentou uma agenda com elementos que foram deixados de fora em Cancún e que precisam ser totalmente analisados e debatidos. Porém, os demais países afirmam que a atual rodada de negociações deveria ser utilizada para confirmar e detalhar os compromissos já formulados na COP 16.

"A esperança era de que aqui teríamos um debate mais focado e objetivo, construído sobre as bases da COP 16 e não termos que abrir de novo todo um leque de opções", explicou à Reuters Oleg Shamanov, chefe da delegação russa.

Segundo Shamanov, Bangcoc serviria para traçar os contornos dos Acordos de Cancún e assim facilitar a construção de um tratado global na próxima COP, na África do Sul, no final de novembro.

"Ao invés disso estamos agora paralisados em questões puramente processuais de agenda que poderiam ter sido evitadas. Está sendo uma grande decepção este evento e estamos retrocedendo com relação ao que já havíamos conquistado", afirmou o russo.

Estados Unidos

Quem também não está nada feliz é a delegação norte-americana, que engrossou o discurso e agora só aceita um acordo global para emissões se todos os países participarem, sem a distinção entre ricos e em desenvolvimento.

"Muitas nações, inclusive algumas das maiores do planeta, continuam querendo manter uma divisão que não existe na realidade. Isso é injustificável e incompatível com o problema climático atual. Não nos submeteremos a um novo acordo que seja feito baseado nessa distorção", afirmou Todd Stern, chefe da delegação dos Estados Unidos.
A divisão entre países ricos e pobres aparece com bastante força no Protocolo de Quioto, que obriga apenas os países industrializados a cortarem suas emissões. Justamente por essa razão que os Estados Unidos nunca assinaram o Protocolo. Já para o Japão, Rússia e Canadá, Quioto não tem mais utilidade, porque deixa de fora os dois mais emissores do planeta, China e EUA.

Para Stern, a participação da China deveria ser obrigatória em qualquer futuro acordo. "Não podemos tratar a China como se fosse o Chade. Ela é hoje a segunda maior economia do mundo", declarou.

A delegação dos Estados Unidos está pedindo a formalização de metas domésticas de cada país, seja ele rico ou em desenvolvimento. Depois desse passo é que seria formulado algum tipo de acordo global.

"Nós não somos contra compromissos de cortes de emissões, mas acreditamos que eles devem ser para todos os países que contribuem significantemente para as mudanças climáticas", concluiu Stern.

Diante de todo esse imbróglio e levando em conta que já estamos no penúltimo dia da rodada de Bangcoc, parece claro que não haverá o que se comemorar no fim de semana.

No Senado, a estranha multiplicação das perplexidades

















Irregularidades do processo de licenciamento de Belo Monte, apontadas pela OEA e que motivaram nota de senadores nesta quinta, foram denunciadas na casa em 2009 e constam de registro em ata

Nesta quinta-feira (7/04/2011), alguns senadores redigiram votos de repúdio e censura aos questionamentos da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre as violações de direitos humanos no processo de licenciamento ambiental de Belo Monte. Nada mais nada menos que Fernando Collor (PTB-AL) toma a iniciativa  de classificar a manifestação da OEA, a quem freqüentemente o Brasil recorre quando lhe interessa, como "descabida".

Se os senadores consultarem os anais da comissão de direitos humanos da própria casa, na sessão de 02 de dezembro de 2009 verão registrado o inteiro teor das queixas enviadas à OEA, sem possibilidade de afloramento de qualquer "perplexidade" ou surpresa.

Na mencionada sessão, presidida por Cristovam Buarque e lotada de ribeirinhos e indígenas, falaram o Procurador Rodrigo Timóteo, a coordenadora do Movimento Xingu Vivo, Antonia Melo, pesquisadores e especialistas sobre o tema, a líder Kayapó Tuíra, e vários indígenas na platéia, que já naquela oportunidade ofereceram a denúncia à Câmara Alta e mostraram documentalmente que não ocorreram oitivas nem devolutivas sobre o conteúdo do Estudo de Impacto Ambiental nas localidades ameaçadas. O diretor de assistência da FUNAI, único representante da autarquia presente, foi questionado duramente por José Carlos Arara, cacique da Terra Indígena Arara do Maia. Também tomou um carão da incansável índia kayapó Tuíra.

José Sarney, Fernando Collor e os indignados-perplexos signatários da nota de repúdio do Senado estiveram presentes, ou consultaram os anais da própria audiência pública a poucos metros de seus gabinetes? Certo é que, neste dia, o senador Cristovam Buarque, constrangido, admitiu que o próximo passo seria, ao invés de um mero convite, uma convocação de todos os envolvidos na pauta para o comparecimento a uma nova audiência pública. Ao que tudo indica, isto nunca aconteceu.

De toda forma, "descabida" é a "perplexidade" dos representantes do Executivo e do Legislativo, como comprova novamente uma foto de Tuíra, que pegou sua trouxa e, em 2009, foi ao Senado falar o que hoje os senadores dizem que desconhecem.

Governo não abre mão de Belo Monte, avisa Gilberto Carvalho

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Gilberto Carvalho, Secretario-Geral da Presidência da República.

Brasília – O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse ontem (7) que o governo não abre mão da construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Após se encontrar com cerca de 450 mulheres do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), o ministro ponderou que outras reivindicações do grupo poderão ser objeto de diálogo com o governo, mas não Belo Monte. "Belo Monte não vai ter como atender", disse o ministro, após o encontro que contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

Entre as reivindicações do movimento, entregues á presidenta Dilma Rousseff, está a imediata suspensão da construção da usina. "Em relação à Belo Monte não dá para avançar, nós não vamos deixar de fazer [a usina]", disse o ministro. "Dá para fazer Belo Monte de um jeito ou de outro. O papel deles [dos movimento sociais] é cobrar da gente que seja da forma mais humana, mais respeitadora possível, levando em conta todos os direitos dos atingidos, das culturas tradicionais. Essa é a parte do diálogo que dá para a gente fazer", ponderou.

A construção da Usina Belo Monte é alvo de críticas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA). O organismo multilateral pediu a imediata suspensão do processo de licenciamento da usina.

O governo considerou descabida a posição da OEA, tomada em resposta a denúncias apresentadas por várias comunidades da Bacia do Rio Xingu, onde a hidrelétrica será construída. Em nota, o Itamaraty disse que as solicitações são"precipitadas e injustificáveis".

O ministro disse que o governo pretende estar mais presente nas mesas de negociações entre empresários, trabalhadores e comunidade e adotará uma agenda de reunião de dois em dois meses para cada canteiro de obras. "As negociações com eles não podem ser feitas somente pelas empresas. O governo precisa estar mais presente. Naturalmente, quando se trata de indenizações, quando se trata de realocações, o Estado tem que estar mais presente", disse o ministro.

"Antes das privatizações, os movimentos conseguiam negociar melhor. Depois disso, a vida deles ficou mais difícil porque as empresas não conseguem entender a lógica das famílias.", disse.

O ministro também ponderou que as recentes revoltas em canteiros de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como os que ocorreram nas usinas Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, serviram para demonstrar que o governo precisa prestar mais atenção ao que pode se repetir em relação à Belo Monte.

"O evento de Jirau e Santo Antônio está nos levando já a antecipar [o que pode ocorrer] em relação à Belo Monte, ter uma presença mais forte do Estado. É preciso antecipar cuidados com a saúde, com a segurança, com saneamento, para que o impacto da obra no local não seja tão pernicioso para as populações".

Belo Monte será a maior hidrelétrica totalmente brasileira, considerando que a Usina de Itaipu é binacional 9em sociedade com o Paraguai), e a terceira maior do mundo. A usina terá capacidade instalada de 11,2 mil megawatts de potência e reservatório de 516 quilômetros quadrados. Até o momento, o empreendimento tem apenas uma licença parcial do Ibama para instalar o canteiro de obras.

Biodiversidade é de suma importância para limpeza dos rios, alerta estudo
















Estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, aponta que os cursos d´água que contêm mais espécies são aquelas que possuem melhor qualidade e menos impurezas. Publicado pela revista científica "Nature", a pesquisa assinala que alguns microorganismos como as algas absorvem a poluição e que quanto maior o número delas, melhor será o trabalho da filtragem dos poluentes.

Para o autor do estudo, Bradley Cardinale, a biodiversidade auxilia bastante no tratamento das águas: "Uma implicação [do estudo] é que, se nós deixarmos a natureza fazer suas coisas, não temos de correr para criar usinas muito caras de tratamento de água por todo o planeta", afirmou.

Processo de pesquisa

Há muito tempo, ativistas do meio ambiente avisavam as autoridades que a queda na biodiversidade nos rios e mares ocasionava uma perda no controle das pragas e doenças, na produtividade da pesca e principalmente na limpeza desses ecossistemas. Mas eles não tinham um método que provasse as argumentações.

Agora, Cardinale comprovou através da criação de rios de miniaturas que a biodiversidade realmente é um "esfregão natural" na purificação dos rios. Ele montou 150 miniaturas dos rios dos EUA e a partir daí, começou a inserir nestes minirrios oito variedades de algas para descobrir se as águas ficavam limpas.

Após esse processo, o pesquisador de Michigan concluiu que a completa mistura das oito algas removia o nitrato dos rios 4,5 vezes mais rapidamente do que faria, em média, uma espécie sozinha.

Financiado pelo Fundo Nacional de Ciência, a pesquisa procura evidenciar que a biodiversidade é um bem que favorece o país em vários aspectos, inclusive no que se refere ao tratamento natural das águas.

Governo anuncia mais um aumento de imposto para segurar o consumo

1130 Governo anuncia mais um aumento de imposto para segurar o consumo

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, há pouco, mais um aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para conter o consumo e, consequentemente, aliviar pressões sobre a inflação. O aumento da alíquota, que passa a valer a partir de amanhã (8), é de 1,5 ponto percentual para operações de crédito de pessoa física. Com isso, o IOF para esse tipo de operação sobe para 3%.

Segundo o ministro, o aumento atingirá para todas as compras a prazo. Operações de crédito destinadas a empresas ou investimentos não serão atingidas pela medida. Mantega disse que, quando a demanda cair, o governo poderá revogar esse aumento da alíquota. O ministro admitiu que a inflação deste ano deverá sair do centro da meta, mas não será maior do que o índice do ano passado.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Aumenta o número de crianças nascidas com deformação
 
CRIANÇAS NO AFEGANISTÃO 213x300 Aumenta o número de crianças nascidas com deformação

Médicos apontam como uma das causas das deformidades os produtos químicos contidos em armas

O número de crianças nascidas no Afeganistão com membros deformados e outras deformações está aumentando, dizem médicos, com muitos culpando casamentos mistos, uso de drogas e produtos químicos contidos em armas de explosão.

Não há estatísticas exatas sobre o número de crianças nascidas com deficiências, mas evidências dos hospitais de Cabul e de províncies sugerem um aumento.

Trina Yadgari, uma obstetra do Hospital Istiqlal em Cabul, disse que, em 2008, 16 de 3,7 mil crianças nasceram no hospital com algum defeito de nascença, enquanto que, em 2009, foram 34 deformações em quatro mil nascimentos.

Ela disse que a maioria das deformidades aconteceu em províncias inseguras, culpando ataques suicidas, explosões de minas e bombardeios.

Ataques constantes podem traumatizar uma mulher que poderia dar à luz uma criança com deformidades, mas também, substâncias químicas usadas em armas podem ser venenosas e, se inaladas por mulheres grávidas, podem causar defeitos no útero.

Outros fatos que causam nascimentos com anomalias incluem violência, casamento entre membros da família, anemia, má nutrição, drogas e uso de cigarros.

Ela aconselha mulheres grávidas a se consultar com um especialista em saúde, ingerir uma dieta variada e saudável e evitar medicação não prescrita.

Maroof Sami, um obstetra do Hospital Maternidade Malalai em Cabul, disse que de 20 mil crianças nascidas no hospital em 2008, 216 tiveram alguma deficiência, enquanto em 2009, havia 22 mil nascimentos dos quais 280 bebês apresentaram anomalias.

Ele disse que não houve pesquisa suficiente sobre a influência de produtos químicos usados em armas para saber se eles foram a causa das deformidades.

Entretanto, ele citou violência contra a mulher durante a gravidez, medicação não prescrita, estresse, fumo e drogas como causas para os defeitos de nascimento.

Estatísticas das províncias também mostram que o número de bebês nascidos com defeitos aumentou.

Mohammad Daoud Farhad, médico-chefe no Hospital Mirawais na província de Kandahar, no sul, disse que a maioria das deformidades acontece em áreas remotas. Ele disse que, em 2008, nove bebês nasceram com anomalias, enquanto em 2009 foram 12.

Ele mencionou que casamentos mistos, má nutrição e drogas são fatores de contribuição, mas disse que a principal causa em Kandahar foram os produtos químicos usados em explosivos.

Enayatullah Ghafari, médico-chefe do departamento de saúde pública na província vizinha de Helmand, disse que houve alguns casos de bebês nascidos com deformidades, ou com membros com deficiência, mas que o número era menor do que em outras províncias.

Insegurança, explosões, ataques aéreos, narcóticos e remédios não prescritos são todos fatores de contribuição, disse ele.

O professor Abdul Salaam Jalali, especialista em saúde, pediu uma investigação sobre as munições usadas pela coalizão internacional contaminadas por urânio ou fósforo branco, ambas provadas como causas das deformações de fetos no útero.

Ele apontou que os recentes relatos de que bebês nasceram com defeitos congênitos no Iraque estão relacionados às armas usadas pelos Estados Unidos que continham urânio.

"Isso diz que as forças dos Estados Unidos também usaram munição contendo urânio em Tora Bora [complexo de cavernas localizado nas Montanhas Brancas, no leste do Afeganistão]", disse.

Na província de Nahgarhar, no leste, Ajmal Pardis, chefe do departamento de saúde pública local, também pediu investigações sobre a causa das deformidades, para que os pais possam ser alertados.

Sheila, 45 anos, residente em Cabul, tem uma filha cujas pernas são deformadas de nascença. "Eu tenho uma filha que é deficiente. Eu tenho que levá-la a médicos para tratamentos e gasto muito dinheiro, mas tem sido em vão".

Sheila diz não saber porque deu à luz uma criança deficiente, tampouco nenhum dos médicos com quem se consultou. Ela acredita que o Ministério de Saúde Pública deveria fazer alguma pesquisa e deixar que todos saibam como prevenir as deformidades.

Mohammad Aslam, 42 anos, tem um filho de cinco anos que sofre de fenda palatina e uma filha de três anos que tem problemas cardíacos. "Eu fui a muitos hospitais do governo e não governamentais, mas nenhum deu resultado, nós ainda nos perguntamos porque nossos filhos nasceram assim."

Ele disse que gastou cerca de três mil dólares no tratamento de seus filhos. "Minha esposa e eu decidimos não ter mais filhos porque não podemos vê-los sofrer assim. Nós também não podemos pagar pelos tratamentos."

Sadia Ayoubi, chefe do departamento de maternidade do Ministério de Saúde Pública, disse que é impossível dizer se o número de crianças nascidas com anormalidades aumentou ou não, já que não há estatísticas oficiais. "Quando tivermos estatísticas dos hospitais, poderemos realizar uma pesquisa para saber porque isso acontece", disse ela.

Cai desmate na Amazônia e no Cerrado, aponta levantamento

Levantamentos divulgados ontem pelo Ministério do Meio Ambiente mostram a redução do desmatamento na região Amazônica e no Cerrado. No ano passado, na Amazônia, houve uma diminuição de 23% do desmatamento nos 43 municípios da região que mais devastam florestas. Já no Cerrado a destruição caiu quase pela metade: a taxa anual de desmatamento, que entre 2002 e 2008 era de 14,2 mil quilômetros, caiu para 7,6 mil km de 2008 a 2009.

De acordo com os dados apresentados pelo ministério e colhidos pelo Ibama, que monitorou os 12 estados que compõem o Cerrado, o ritmo do desmatamento caiu de 0,69% para 0,37% ao ano. Apesar da diminuição da devastação, o Cerrado ainda é um dos biomas mais ameaçados do Brasil. O desmatamento está concentrado nos Estados do Maranhão, Tocantins e no Oeste da Bahia. 'Essa são as principais frente de desmatamento no Cerrado', disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. A destruição está ligada à agropecuária, em especial ao cultivo da soja, e à indústria de carvão.

Campeão. Entre 2008 e 2009, o Maranhão foi o Estado que mais desmatou o Cerrado: ele foi responsável pela devastação de 2,2 mil km de vegetação nativa. Dos 20 municípios que mais desmataram o bioma no período, nove são maranhenses. No Tocantins, o bioma perdeu 1,3 mil km em um ano e na Bahia, 1 mil km.

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, perdendo só para a Amazônia. Nele nascem as três principais bacias hidrográficas do País: a Amazônica (Araguaia-Tocantins), a do Paraná-Paraguai e a do Rio São Francisco.

Lista negra. Ao anunciar a redução do desmatamento na região Amazônica, Izabella Teixeira informou que o município de Querência, em Mato Grosso, será retirado da relação das 43 cidades que mais desmatam na Amazônia. 'Semana que vem devo assinar portaria tirando Querência dessa lista', disse a ministra.

Essa é a segunda cidade que sai da 'lista negra' do Ministério do Meio Ambiente. Em 2010, Paragominas, no Pará, também deixou de integrar o rol dos municípios da região amazônica que mais destroem florestas.

Entre agosto de 2010 e fevereiro deste ano, os Estados de Rondônia, do Amazonas, do Maranhão, do Tocantins e o Acre foram os que mais promoveram desmatamento, segundo o levantamento apresentado ontem.

'O próximo passo do ministério será chamar os governos estaduais para discutir esse desmatamento. O desmatamento na região também está ocorrendo na época de chuvas. Antes, se dava a partir de abril', observou a ministra.

PARA ENTENDER

No País, o desmatamento ainda é a principal fonte de emissão de gás carbônico e demais gases de efeito estufa - responsáveis pelo aquecimento global.

Em 2005, último ano contemplado no segundo inventário nacional das emissões, a participação do desmatamento - não só na Amazônia - foi de 61%. A agricultura vem logo em seguida no ranking, com 19% das emissões. O setor de energia, que inclui os poluentes lançados por carros, ônibus e caminhões, foi responsável por 15% das emissões. Processos industriais, liderados pela produção de cimento, respondem, por 3% do total.

Rossi: governo voltará a debater Código Florestal dia 14

O governo promoverá uma nova reunião interministerial para discutir o novo Código Florestal na quinta-feira, dia 14. A informação é do ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Ontem, houve uma primeira reunião para discutir o tema, no Palácio do Planalto, com a participação de Rossi e dos ministros da Casa Civil, Antonio Palocci; do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.

Segundo Rossi,a reunião de ontem foi bastante positiva. 'Houve um avanço muito grande. Acho que estamos muito próximos de um consenso possível. Claro que algumas questões pontuais terão de ir a voto. Cabe ao Congresso Nacional decidi-las', afirmou, sem detalhar os pontos divergentes.

Questionado se o ministro Palocci concorda com a votação do texto do novo Código Florestal já na próxima semana, Rossi disse que essa questão não foi discutida na reunião de ontem. 'Foi marcada uma nova reunião sobre questões que foram levantadas e para as quais cada um de nós vai buscar novos argumentos e informações. Isso para que possamos fechar os últimos pontos sobre os quais ainda há alguma divergência de opinião', disse o ministro da Agricultura.

Rossi integrará a comitiva presidencial que embarcará amanhã para a China. O retorno da presidente ao Brasil está previsto para o dia 17 ou 18. Mas o ministro retornará antes, justamente para participar da reunião interministerial sobre o Código Florestal. 'Inclusive voltarei antes para participar da reunião e avançarmos nesse entendimento', declarou Rossi.

Questionado se aproveitará a viagem para discutir o assunto com a presidente, Rossi sinalizou que não pretende levar esse debate a Dilma. 'Acho que a presidente terá uma agenda tão intensa que não será o local adequado', afirmou.

Deslizamentos de terra são a maior causa de mortes por desastres naturais

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Deslizamentos de terra são a maior causa de mortes por desastres naturais. A afirmação foi feita pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCT, Carlos Nobre, no seminário Clima para Você, no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília. Embora as inundações ocorram com mais frequência, os deslizamentos são a principal causa das mortes, correspondendo a 60%. "De 2008 a 2011, cerca de 2.500 pessoas morreram devido a deslizamentos de terra. As inundações estão em segundo lugar como responsáveis pelas mortes e as descargas elétricas em terceiro", disse Nobre.

O seminário foi em comemoração ao Dia Meteorológico Mundial e reuniu representantes de atividades relacionadas à meteorologia, aquecimento global e mudanças climáticas. O evento provocou uma reflexão da relação homem, natureza e clima. Nobre, que também é presidente da Comissão de Coordenação das Atividades de Meteorologia, Climatologia e Hidrologia (CMCH), mostrou os riscos do efeito estufa e das mudanças climáticas. Ele explicou que alguns "limites climáticos perigosos", se ultrapassados, causam colapso de subsistemas, como morte de corais, perda de gelo, extinção de espécies e esgotamento da floresta amazônica.

De acordo com o especialista, o aumento das ondas de calor é um problema para as próximas gerações, que ainda podem sofrer com inundações, ventos, epidemias relacionadas à água, deslizamento de terra, seca, ressaca costeira e transtornos na agricultura. Nobre explicou como funcionará o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, previsto para funcionar até o final deste ano em Cachoeira Paulista (SP). O desafio, segundo ele, é converter alertas meteorológicos em alerta de desastres. "Nosso objetivo é ser um País que tenha a maioria das vidas salvas dos eventos e desastres naturais".

A ideia é reunir, no centro, meteorologistas, hidrólogos, geólogos e especialistas em defesa civil. "O Centro será multi-institucional e abrigará o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)], Inmet, Ministério das Cidades, IBGE, a Defesa Civil, Agência Nacional de Águas (ANA), Embrapa e Aeronáutica", explicou. Hoje, as ações do governo federal estão focadas no levantamento das áreas de risco, integração das informações meteorológicas e cruzamento de informações para estabelecer parâmetros de chuva intensa, água do solo e riscos de deslizamentos geológicos.

Inflação oficial chega a 0,79% em março, mostra IBGE

1110 Inflação oficial chega a 0,79% em março, mostra IBGE
 
Rio de Janeiro – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 0,79% em março. A taxa é ligeiramente inferior à registrada em fevereiro, 0,80%, mas superior à de março de 2010, que foi 0,52%. O dado foi divulgado hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos primeiros três meses do ano, a inflação chega a 2,44% e, nos últimos 12 meses, a taxa acumulada é de 6,30%.

O grupo de despesas que registrou a maior taxa no mês passado foi transportes (1,56%). Os demais grupos registraram as seguintes taxas: educação (1,04%), despesas pessoais (0,78%), alimentos (0,75%), vestuário (0,56%), habitação (0,46%), saúde e cuidados pessoais (0,45%), artigos de residência (0,21%) e comunicação (0,17%).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até seis salários mínimos, registrou taxa de 0,66%, acima do resultado de fevereiro (0,54%). No ano, o INPC acumula inflação de 2,16%. Nos últimos 12 meses, o índice acumulado é de 6,31%.

Carta deixada por atirador mostra premeditação do crime no Rio

Carta deixada por atirador mostra premeditação do crime no Rio

"Wellington estudou no colégio que atacou"

SÃO PAULO - A Polícia Militar informou na manhã desta quinta-feira, 7, que o atirador que invadiu uma escola em Realengo, zona oeste do Rio, e matou mais de dez alunos, deixou uma carta que dá a ideia de premeditação do crime. De acordo com o porta-voz da corporação, tenente-coronel Ibis Pereira, o documento está confuso e foi recolhido para ser usado como prova nas investigações do crime.

'Ele deixou uma carta assinada como Wellington Menezes de Oliveira, sem nenhum sentido, que mostra que entrou determinado a fazer um massacre, uma chacina', falou Pereira em entrevista à rádio Estadão ESPN. Em um dos trechos do documento, com alto teor de fanatismo religioso, o atirador diz ser portador do vírus HIV e que via 'impureza nas crianças', segundo o porta-voz da PM.

Oliveira invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira durante o horário de aula fingindo ser um palestrante. Quando questionado, começou a atirar contra os alunos que estavam no colégio, mirando contra a cabeça das vítimas. De acordo com Pereira, o atirador estava com dois revólveres - um calibre 321 e um 38 - com acelerador de disparos e muita munição. Mais de 100 projeteis não deflagrados foram apreendidos.

Baseado no conteúdo da carta, o porta-voz da PM disse que Oliveira tinha um desvio de personalidade. 'Ele era um fanático religioso, um quadro de demência religiosa. Ele via nas crianças algo impuro. Só um desvio de personalidade explica um comportamento sociopata dessa natureza. Um ato de estupidez', afirmou Pereira.

Um psicanalista ouvido pela rádio Estadão ESPN afirmou, com base nos dados divulgados pela imprensa sobre o conteúdo da carta, que o atirador tem um perfil de psicose. Segundo ele, a doença faz com que a pessoa viva num mundo próprio e não saiba diferenciar o que é real e fantasia, preferindo sempre optar pela visão de loucura.

Ameaça. Informações ainda não confirmadas dão conta de que Oliveira teria ido à escola há dois dias e ameaçado os diretores do colégio.

Inpe detecta desmatamento em apenas três estados nos primeiros meses de 2011

1115 Inpe detecta desmatamento em apenas três estados nos primeiros meses de 2011

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou ontem (6) os dados do desmatamento da Amazônia nos meses de janeiro e fevereiro de 2011, monitorados pelo sistema Deter.

Em janeiro de 2011, o instituto conseguiu monitorar apenas 15% da Amazônia, e em fevereiro, apenas 7%.  Isso porque a grande quantidade de nuvens – é estação de chuvas na Amazônia – impede a visualização por satélites.

O Inpe conseguiu detectar 19,2 km2 de desmatamento no bimestre, espalhados por três Estados: Mato Grosso (14,4 km2), Maranhão (4,3 km2) e Pará (0,5 km2).

Todos os focos de desmatamento encontrados foram de corte raso, isto é, a total supressão da cobertura florestal.

A ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira anunciou os dados oficialmente ontem, às 15hs, em Brasília.  Além do desmatamento da Amazônia, a ministra também apresentou os dados de desmatamento do Cerrado.

Veja o relatório do Deter na íntegra.*Publicado originalmnete no site Amazônia.org.br.

IML divulga lista de vítimas do atirador do Rio; Cabral decreta luto de 7 dias

SÃO PAULO - O Instituto Médico-Legal identificou nove corpos e informou que ao todo são 13 as crianças mortas por um atirador dentro de uma escola em Realengo, zona oeste do Rio, na manhã desta quinta-feira, 7. Por causa do ataque na capital fluminense, o governador Sérgio Cabral decretou luto de sete dias no Estado. A medida foi anunciada após Cabral comparecer à Escola Municipal Tasso Silveira. O governador afirmou em coletiva que professores, funcionários e os 400 alunos da instituição estão recebendo assistência psicológica.

Segundo o diretor de Polícia Técnica e Científica do Estado, Sérgio da Costa Henrique, há 12 corpos de adolescentes - sendo que apenas um é de menino. O cadáver de mais uma criança ainda será trazido do Hospital de Saracuruna. No total, incluindo o atirador, são 14 os mortos na escola.

O clima no IML é de consternação. Waldir Nascimento, pai de Milena dos Santos Nascimento, aluna do 6º ano, deixou o prédio chorando, depois de reconhecer o corpo da filha. 'Ela adorava a escola, não tinha faltado nenhum dia este ano', contou Waldir, que tem mais duas filhas na escola. Ambas não sofreram nada. Ele disse que pretende retirá-las do colégio. Sobre a segurança da escola, ele afirmou que não culpa o Estado. 'O que ele (o atirador) lá podia ter feito na Central do Brasil ou na praia. Não vou culpar o governo'.

Suely Guedes, mãe de Jéssica Guedes Pereira, de 15 anos, já havia reconhecido a filha por foto no Hospital Albert Schweitzer, mas a família só confirmou a morte no IML. 'O sonho dela era entrar na Marinha. Ela estava estudando para isso', contou a mãe, acrescentando que será difícil conviver com a perda. 'Olhar para as coisas dela e o quarto vai ser muito difícil.'

Nádia Ribeiro, madrinha de Mariana Rocha de Sousa, de 13 anos, ficou sabendo da tragédia pela imprensa. Ela contou que o irmão de 9 anos da vítima, que estuda no 3º andar da escola, ouviu os tiros no 2º andar, onde ficava a sala da irmã. A professora mandou que a turma inteira se abaixasse. Segunda ela, uma vizinha, colega de Mariana, a viu no chão, já sendo transferida para a maca. 'Ela era muito vaidosa, queria ser modelo e adorava fotografar. Era muito estudiosa', descreveu Nádia.

A família da estudante Ana Carolina Pacheco da Silva também esteve no IML em busca da menina, mas não a reconheceu entre os corpos. A irmã, Ana Paula, disse que ela estava desaparecida desde a manhã e que iria continuar procurando por ela pelos hospitais da cidade.

Execução. Em entrevista nesta tarde, o deputado estadual Zaqueu Teixeira, presidente da Comissão de Segurança da Alerj, que esteve no local do crime, afirmou que as crianças foram acuadas pelo assassino, e depois executadas, com tiros disparados de cima para baixo.

Na avaliação dele, o fato de a maior parte das vítimas ser menina não é uma casualidade. 'Não tem como não ser proposital uma quantidade de meninas tão grande', afirmou. Segundo Teixeira, o atirador teria utilizado um dispositivo para facilitar o carregamento do revólver. 'No tempo que ele levaria para colocar uma munição, ele colocou seis.' O deputado disse ainda que apesar de esse ter sido um fato incomum no País, é preciso buscar medidas preventivas.

Veja a lista parcial de vítimas: - Bianca Rocha Tavares, de 13 anos

- Géssica Guedes Pereira, sem identificação de idade

- Karine Chagas de Oliveira, de 14 anos

- Larissa dos Santos Atanázio, sem identificação de idade

- Laryssa Silva Martins, de 13 anos

- Luiza Paula da Silveira, de 14 anos

- Mariana Rocha de Souza, de 12 anos

- Milena dos Santos Nascimento, de 14 anos

- Rafael Pereira da Silva, de 14 anos

Homem atira em pelo menos 15 crianças em escola no Rio

12 Homem atira em pelo menos 15 crianças em escola no Rio

Rio de Janeiro – Pelo menos 15 crianças foram baleadas por um homem que entrou atirando hoje (7) em uma sala de aula na Escola Municipal Tasso da Silveira, na Rua General Bernardino, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. Na fuga, o atirador deparou com policiais militares que participavam de uma blitz na rua e houve troca de tiros. Ele foi baleado. O homem e as crianças feridas estão sendo levados para o Hospital Estadual Albert Scweitzer, em Realengo.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, três pessoas morreram e um dos feridos está em estado muito grave. Neste momento é muito grande a movimentação de ambulâncias, pais e curiosos na frente da escola e também na porta do hospital.

A direção da unidade de ensino informou que o homem se passou por um palestrante para entrar na escola. Com o barulho dos tiros, houve muita gritaria e os professores trancaram as portas das salas para proteger os alunos.

A Polícia Militar isolou toda a frente da escola e somente os pais dos alunos terão acesso ao local.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Primeiro Encontro dos Verdes de Gravataí

Ontem, a Executiva Municipal do Partido Verde de Gravataí realizou sua primeira reunião aberta aos filiados, aos pré-candidatos a Vereador e a Prefeito Municipal. Na pauta estava a apresentação do Pré-Candidato a Prefeito de Gravataí, o Médico Marcelo Leone, bem como a integração dos novos membros da executiva municipal e a discussão de um calendário de trabalho para as eleições 2012.

O Presidente Marcos Monteiro explanou a conjuntura política das eleições de 2010 e as diretrizes do Partido Verde para o pleito de 2012, ou seja, lançamento de candidato majoritário e nominata completa de candidatos a vereador. Na ocasião foram apresentados os novos membros da executiva municipal: o Advogado Claúdio Avila, Secretário Municipal de Assuntos Jurídicos; Prof. Fernanda Kauer, Secretária do PV Jovem e Marinez Monteiro, Secretária PV Mulher.

Claúdio Avila realizou uma prévia apresentação do Dr. Marcelo Leone e da conjuntura política da cidade. Marcelo Leone pediu que todos as pessoas se apresentassem e após relatou um pouco de sua trajetória pessoal, profissional e política. Marcelo Leone, 47 anos, natural de Nova Fribrugo, Rio de Janeiro. Marcelo veio para o Rio Grande do Sul há 33 anos e reside em Gravataí há 16 anos. Em 1990, formou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e atua como Médico Ginecologista há 21 anos.

Em 1995, toornou-se servidor público municipal com forte atuação na prevenção ao câncer, há seis anos ajudou a fundar a Liga Feminina de Combate ao Câncer (LFCC) que atende Gravataí e Glorinha. O foco do trabalho com o grupo de voluntárias e voluntários tem sido as campanhas de prevenção ao câncer de mama, câncer de colo do útero câncer de próstata. No período em que atua junto à LFCC foram feitos mais de 5 mil exames gratuitos através de uma parceria com a Prefeitura Municipal.

Verde do RS Vamos discutir o PV que Queremos

Convidamos TODOS os filiados, todas as Executivas Municipais e os membros da Executiva Estadual para discutirmos o PV que queremos, o evento será dia 10/04/2011 às 8:30h até as 16hs no seguinte endereço Rua: Monte Castelo,410 bairro Nossa Senhora das Graças – Canoas - RS.( http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-br&tab=wl )

terça-feira, 5 de abril de 2011

Camada de ozônio no Ártico tem redução recorde, diz ONU

GENEBRA  - Uma redução recorde na camada de ozônio, que protege os seres vivos dos raios solares, foi observada no Ártico nos últimos meses, informou nesta terça-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

'A degradação da camada de ozônio... atingiu um nível sem precedentes acima do Ártico nesta primavera (do hemisfério norte), por conta da presença prolongada de substâncias na atmosfera que provocam a degradação e de um inverno muito frio na estratosfera', disse a OMM em comunicado.

Observações da terra, de balões e de satélites indicam que a região sofreu uma perda de cerca de 40 por cento na coluna de ozônio desde o começo do inverno até o final de março, segundo a agência da Organização das Nações Unidas.

A maior perda de ozônio registrada anteriormente sobre o Ártico, de cerca de 30 por cento, ocorreu diversas vezes nos últimos 15 anos, aproximadamente, disse a porta-voz da OMM.

'Se a área com menor índice de ozônio se afastar do pólo em direção a latitudes mais baixas, pode-se esperar um aumento na radiação ultravioleta (UV) em comparação com os índices normais para a estação', disse a OMM.

Mas qualquer aumento na radiação UV em latitudes mais baixas, distantes do Ártico -- o que poderia afetar partes do Canadá, os países nórdicos, a Rússia e Alasca nos Estados Unidos -- não seria da mesma intensidade que aquela sofrida nos trópicos, disse a agência.

Raios UV-B já foram relacionados ao câncer de pele, catarata e danos ao sistema imunológico humano. 'Algumas plantações e formas de vida marinha também sofrem de efeitos adversos', informou.

Aneel declara utilidade pública de terras para Belo Monte

SÃO PAULO  - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira a Declaração de Utilidade Pública (DUP) para 3,5 mil hectares de terras particulares localizadas em Vitória do Xingu (PA), onde serão instalados os locais de Belo Monte e Pimental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Segundo a agência reguladora, as terras foram requeridas pelo consórcio Norte Energia, que será responsável pela construção e operação da usina, que terá 12,3 mil megawatts (MW) de capacidade instalada total.

'A área desapropriada será destinada para implantação de dois canteiros provisórios de obras, de vias de acessos, de alojamentos, de estações de tratamento de água e esgoto e de outras ações necessárias à construção do empreendimento', disse a Aneel em comunicado.

A agência informou ainda que o valor das indenizações deve ser negociado entre os empreendedores e os proprietários de terras.

'Quando não há acordo, a DUP confere às empresas detentoras da outorga o direito de desapropriar as correspondentes áreas de terra com base em critérios adotados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).'

Nesta terça-feira, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), recomendou que o projeto da hidrelétrica seja suspenso.

A comissão alega que essas medidas visam a 'garantir a vida e a integridade pessoal dos membros dos povos indígenas', que poderiam ser afetados pela obra. Além da suspensão do projeto, a OEA pede que se realize um processo de consulta e estudos de impacto ambiental a comunidades indígenas.

O governo brasileiro classificou as solicitações como 'precipitadas e injustificáveis'.

Polêmica sobre Belo Monte se arrasta há três décadas; entenda o caso

 

Polêmica sobre Belo Monte se arrasta há três décadas; entenda o caso

"Protesto contra a usina de Belo Monte em Brasília"

Chamada de 'joia da coroa' por ministro, usina é criticada por índios

Um dos maiores focos de embate entre ambientalistas e o governo nos últimos anos, a polêmica sobre a construção da usina Belo Monte, no Pará, se arrasta há mais de três décadas e se acirrou após disputas políticas no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

'O caso é emblemático por muitas razões. Foi planejado durante o governo militar e impactaria um rio muito importante, o Xingu, que é rico em diversidade humana e ambiental', diz à BBC Brasil o advogado Raul Silva Telles do Valle, integrante do Instituto Socioambiental (ISA), organização contrária à obra.

Considerada a 'joia da coroa' pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a construção da usina é planejada desde os anos 1980.

À época, ambientalistas e índios da Bacia do Xingu fizeram uma grande manifestação contra a obra, o que levou à apresentação de um novo projeto em 1994, com a previsão de redução da área represada e, consequentemente, do impacto causado pela usina.

Mesmo assim, ativistas continuam contrários à construção, dizendo que as mudanças não livrariam a região de graves prejuízos.

'Antes, a usina alagaria uma área muito grande. Agora, será uma área menor, mas em troca disso cerca de 100 km do rio ficarão secos. Nessa região, há populações que terão suas vidas inviabilizadas', afirma Telles.

O governo afirma que o rio pode ter a vazão reduzida em alguns trechos, mas que não secará nem deixará de ser navegável. Aliás, um estudo que embasa a obra diz que a construção de Belo Monte permitirá a expansão de uma hidrovia no Xingu, já que o lago da usina possibilitaria o desvio de um trecho de cerca de 100 km de rio com leito rochoso, atualmente um obstáculo à navegação.

Desmatamento

Telles, do ISA, também critica o que considera 'o processo atabalhoado pelo qual a obra vem sendo liberada'. Segundo o advogado, a Nesa (Norte Energia S.A.), empresa que reúne os 18 investidores da hidrelétrica, desenvolveu um estudo de impacto ambiental insatisfatório, que teria sido aprovado pelo Ibama após pressão do governo.

'O impacto real tem que ser medido, e deve haver propostas para compensá-lo. Quando o governo atropela a opinião técnica do Ibama, isso não ocorre', diz.

Ao conceder a licença para a instalação do canteiro de obras, no entanto, o Ibama afirmou que a decisão ocorreu 'com base nas recomendações técnicas registradas nos pareceres e notas técnicas' do órgão.

O Ibama diz ainda ter realizado, antes de tomar a decisão, mais de 20 reuniões com representantes de variados órgãos do governo, Ministério Público, ONGs, associações de moradores e prefeituras locais.

Produção energética

Para o governo, uma das grandes vantagens de Belo Monte será o baixo preço da energia produzida pela usina. O consórcio Norte Energia venceu o pregão ao oferecer o preço de R$ 78 pelo megawatt-hora (MWh), um deságio de 6,02% em relação ao teto que havia sido estabelecido pelo governo.

Segundo o presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, o teto já representava pouco mais que a metade do preço da energia produzida numa usina termelétrica, com a vantagem de ser uma fonte de energia renovável.

Mas grupos contrários à obra dizem que, com as mudanças no último projeto, que reduziu a área alagada, a energia gerada em Belo Monte raramente atingirá a capacidade total anunciada.

A ex-senadora Marina Silva (PV), que deixou o cargo de ministra do Meio Ambiente em 2008 alegando dificuldades para impor sua agenda ambiental, afirmou em artigo que Belo Monte terá como produção energética média 4.428 MW, e não os 11.223 MW anunciados e que a tornariam a terceira maior hidrelétrica do mundo.

Segundo Marina, a energia produzida será inferior à necessária para que o empreendimento se torne economicamente vantajoso.

Defensores de Belo Monte dizem, porém, que a usina será capaz de suprir 26 milhões de pessoas com perfil de consumo elevado e que sua implantação permitirá uma distribuição mais eficiente da energia já disponível no país, pois o sistema de distribuição será ampliado.

Unidade de conservação

Enquanto ministra, Marina propôs a criação de uma unidade de conservação na região do Médio Xingu. Ambientalistas afirmam que a criação da unidade foi vetada pelo governo porque poderia atrapalhar a construção de barragens adicionais à usina de Belo Monte.

O governo, no entanto, nega a intenção de construir mais usinas no Xingu e diz que, por mais que a construção da hidrelétrica possa ter alguns efeitos indesejáveis, esses necessariamente serão inferiores às alternativas viáveis - erguer usinas termelétricas ou nucleares.

Além disso, diz que a construção de Belo Monte deve gerar 18 mil empregos diretos e 23 mil indiretos.

O custo total de Belo Monte é estimado pela Nesa em R$ 26 bilhões, o que torna o empreendimento o segundo mais caro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), atrás apenas do trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro, orçado em R$ 34 bilhões.

A previsão é de que a usina comece a operar em fevereiro de 2015, mas as obras só devem ser finalizadas em 2019.