quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
PRÊMIOS
A lista de prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais mostra a expressão internacional conquistada pela senadora. Além de ser incluída na lista do jornal “The Guardian”, conquistou o “2007 Champions of the Earth”, o principal prêmio da ONU na área ambiental. Em outubro de 2008, recebeu das mãos do príncipe Philip da Inglaterra, no palácio de Saint James, em Londres, a medalha Duque de Edimburgo, em reconhecimento à sua trajetória e luta em defesa da Amazônia brasileira – o prêmio mais importante concedido pela Rede WWF. Em 2009, recebeu o prêmio Sophie da Sophie Foundation, concedido a pessoas e organizações que se destacam nas áreas ambientais e do desenvolvimento sustentável, em Oslo, Noruega. Também em 2009, recebeu da Fundação Príncipe Albert 2º de Mônaco o Prêmio sobre Mudança Climática (Climate Change Award), em reconhecimento à sua contribuição para projetos na área do meio ambiente, ações e iniciativas conduzidas sob a ótica do desenvolvimento sustentável.
Marina é indicada ao Prêmio Personalidade do Ano do GreenBest
Marina Silva está entre os dez finalistas na categoria “Personalidade do Ano” do Prêmio de Consumo e Iniciativas Sustentáveis GreenBest. O prêmio é realizado pelo Greenvana, empresa que comercializa e orienta o consumo sustentável, e idealizado pelo empresário Marcos Wettreich, criador do prêmio iBest no Brasil, México e Espanha.
O Personalidade do Ano do GreenBest vai oferecer dois prêmios em cada categoria, um por voto popular e outro por votação oficial da Academia GreenBest, formada por especialistas no tema. A votação popular teve início na segunda quinzena de janeiro e os vencedores receberão o troféu GreenBest em cerimônia de premiação no próximo dia 17 de maio.
Voto popular – Na primeira fase do prêmio, os internautas vão votar em três candidatos de cada categoria. Cada pessoa poderá votar uma única vez em até três nomes por grupo. Posteriormente, no período de 29 de março e 4 de maio, o voto popular escolherá um nome dentre os três vencedores de cada categoria para receber o prêmio principal.
Sobre o prêmio GreenBest – O GreenBest é o primeiro prêmio de consumo e iniciativas sustentáveis com abrangência nacional e que elege os vencedores de diversas áreas e setores que investem na sustentabilidade por meio de votação popular e de um júri especializado. O objetivo é dar visibilidade para as melhores iniciativas e produtos. Esta é a primeira vez que um prêmio de sustentabilidade é desenvolvido no Brasil permitindo votação popular integrando a web e as redes sociais na votação. Os votos serão auditados pela Ernst & Young Terco.
O Personalidade do Ano do GreenBest vai oferecer dois prêmios em cada categoria, um por voto popular e outro por votação oficial da Academia GreenBest, formada por especialistas no tema. A votação popular teve início na segunda quinzena de janeiro e os vencedores receberão o troféu GreenBest em cerimônia de premiação no próximo dia 17 de maio.
Voto popular – Na primeira fase do prêmio, os internautas vão votar em três candidatos de cada categoria. Cada pessoa poderá votar uma única vez em até três nomes por grupo. Posteriormente, no período de 29 de março e 4 de maio, o voto popular escolherá um nome dentre os três vencedores de cada categoria para receber o prêmio principal.
Sobre o prêmio GreenBest – O GreenBest é o primeiro prêmio de consumo e iniciativas sustentáveis com abrangência nacional e que elege os vencedores de diversas áreas e setores que investem na sustentabilidade por meio de votação popular e de um júri especializado. O objetivo é dar visibilidade para as melhores iniciativas e produtos. Esta é a primeira vez que um prêmio de sustentabilidade é desenvolvido no Brasil permitindo votação popular integrando a web e as redes sociais na votação. Os votos serão auditados pela Ernst & Young Terco.
Twitter de Marina Silva é finalista do Shorty Awards
Marina Silva é uma das finalistas do 3º Annual Shorty Awards, que vai premiar, no dia 28 de março, em Nova York, os melhores microblogs divididos em 30 categorias, dentre as quais atores, celebridades, pessoas ligadas às artes, empresas e governos. O Twitter de Marina (@silva_marina) concorre na categoria de política.
O vencedor de cada categoria será escolhido pela Real-Time Academy of Short Form Arts & Sciences, que definiu os finalistas a partir de indicações de internautas do mundo inteiro. Os seguidores de Marina, porém, ainda podem apoiá-la enviando mensagens para o júri por meio do link http://shortyawards.com/silva_marina, completando a frase “I endorse @silva_marina in the Shorty category #politics because… (Eu apoio/endosso @silva_marina no Short Awards na categoria política porque…).
O vencedor de cada categoria será escolhido pela Real-Time Academy of Short Form Arts & Sciences, que definiu os finalistas a partir de indicações de internautas do mundo inteiro. Os seguidores de Marina, porém, ainda podem apoiá-la enviando mensagens para o júri por meio do link http://shortyawards.com/silva_marina, completando a frase “I endorse @silva_marina in the Shorty category #politics because… (Eu apoio/endosso @silva_marina no Short Awards na categoria política porque…).
NOSSO SALÁRIO MINIMO DEVERIA SER DE R$ 2.047,58
O salário mínimo do trabalhador do País deveria ter sido de R$ 2.047,58 em setembro, para que ele suprisse suas necessidades básicas e da família, conforme estudo divulgado hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor corresponde a pouco mais de quatro vezes o mínimo em vigor, de R$ 510,00. A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição em 17 capitais do Brasil.
'Em decorrência da alta ocorrida nos alimentos básicos, este valor é ligeiramente superior ao apurado em agosto, de R$ 2.023,89', afirmou o Dieese em comunicado. Em setembro de 2009, o mínimo foi estimado em R$ 2.065,47. A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em setembro de 2010, o conjunto de bens essenciais foi de 91 horas e quatro minutos, na média das 17 capitais. Esse montante é superior às 89 horas e 38 minutos de agosto, mas inferior ao total de 96 horas e 23 minutos de setembro de 2009.
'Em decorrência da alta ocorrida nos alimentos básicos, este valor é ligeiramente superior ao apurado em agosto, de R$ 2.023,89', afirmou o Dieese em comunicado. Em setembro de 2009, o mínimo foi estimado em R$ 2.065,47. A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em setembro de 2010, o conjunto de bens essenciais foi de 91 horas e quatro minutos, na média das 17 capitais. Esse montante é superior às 89 horas e 38 minutos de agosto, mas inferior ao total de 96 horas e 23 minutos de setembro de 2009.
Eliseu Padilha é indiciado por crime em licitações e formação de quadrilha
O ex-deputado Eliseu Padilha (PMDB) foi indiciado por crime em licitações e formação de quadrilha depois de prestar depoimento na tarde desta terça-feira na sede da Polícia Federal, em Porto Alegre. Ele é investigado no inquérito referente a supostas irregularidades em licitações das barragens dos arroios Jaguari e Taquarembó.
A ação da PF faz parte das investigações da Operação Solidária, iniciada em 2007 e que apura fraude em licitações de obras de infraestrutura no Estado. Conversas captadas com autorização da Justiça Federal indicam que Padilha, a partir da atuação em Brasília, teria sido um dos principais articuladores para o direcionamento de licitações das barragens em prol de empresários também investigados pela PF.
Padilha era alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, porque tinha foro privilegiado. Como não se reelegeu deputado federal, passa a responder às apurações da Solidária perante à Justiça Federal do Estado. O expediente que tramitava no STF deverá ser encaminhado ao Rio Grande do Sul.
FONTE
ZERO HORA
A ação da PF faz parte das investigações da Operação Solidária, iniciada em 2007 e que apura fraude em licitações de obras de infraestrutura no Estado. Conversas captadas com autorização da Justiça Federal indicam que Padilha, a partir da atuação em Brasília, teria sido um dos principais articuladores para o direcionamento de licitações das barragens em prol de empresários também investigados pela PF.
Padilha era alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, porque tinha foro privilegiado. Como não se reelegeu deputado federal, passa a responder às apurações da Solidária perante à Justiça Federal do Estado. O expediente que tramitava no STF deverá ser encaminhado ao Rio Grande do Sul.
FONTE
ZERO HORA
Novo salário mínimo será votado HOJE na Câmara dos Deputados
Novo salário mínimo será votado hoje na Câmara dos Deputados
Governo diz que limite é 545 reais e mais que isso pode comprometer a inflação. Sindicalistas querem 560 reais e oposição propõe até 600 reais.
Sindicalistas passaram toda a manhã de ontem pressionando os deputados. E à tarde, o ministro da Fazenda Guido Mantega participou de um grande debate no Plenário com as centrais sindicais e os deputados.
Ele reafirmou a defesa pelo mínimo de 545 reais.E o secretário executivo dele, Nelson Barbosa, disse que um aumento maior sacrifica as contas públicas, o combate à inflação e os programas sociais.
Os sindicalistas querem 560 reais, assim como o partido Democratas. O PSDB, que também é de oposição, defende 600 reais. A votação de hoje vai ser o primeiro teste de força do governo, que tem mais votos, mas pode enfrentar os dissidentes.
Governo diz que limite é 545 reais e mais que isso pode comprometer a inflação. Sindicalistas querem 560 reais e oposição propõe até 600 reais.
Sindicalistas passaram toda a manhã de ontem pressionando os deputados. E à tarde, o ministro da Fazenda Guido Mantega participou de um grande debate no Plenário com as centrais sindicais e os deputados.
Ele reafirmou a defesa pelo mínimo de 545 reais.E o secretário executivo dele, Nelson Barbosa, disse que um aumento maior sacrifica as contas públicas, o combate à inflação e os programas sociais.
Os sindicalistas querem 560 reais, assim como o partido Democratas. O PSDB, que também é de oposição, defende 600 reais. A votação de hoje vai ser o primeiro teste de força do governo, que tem mais votos, mas pode enfrentar os dissidentes.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Mais um empresário preso em Ivoti por crime ambiental
Ivoti – Mais um empresário foi preso no município e outro curtume interditado na tarde desta terça-feira por crime ambiental. A operação desencadeada pela manhã já havia resultado na interdição de outro curtume do Buraco do Diabo e na prisão de seu proprietário. Dois inquéritos civis tramitam na Promotoria de Estância Velha para apurar as irregularidades nos curtumes.
MP encontra irregularidades em curtume de Ivoti
Ivoti - Ministério Público e Promotoria Regional de Defesa do Meio Ambiente, juntamente com Patrulha Ambiental da BM e policiais do Deic seguem as diligências num curtume do Buraco do Diabo. A operação de fiscalização iniciou por volta das 10h20min.
Uma das irregularidades encontradas é o possível desvio do curso da água. Um caminho pelo meio do mato foi encontrado pelas autoridades por onde percorre uma água com coloração escura. O promotor de Estância Velha, Michael Schneider Flach, que participa da operação, disse que muitas irregularidades já foram encontradas e que os trabalhos devem demorar a terminar.
Questionado sobre possíveis prisões, o promotor respondeu que pelo menos uma pessoa deve ser presa por crime ambiental.
Uma das irregularidades encontradas é o possível desvio do curso da água. Um caminho pelo meio do mato foi encontrado pelas autoridades por onde percorre uma água com coloração escura. O promotor de Estância Velha, Michael Schneider Flach, que participa da operação, disse que muitas irregularidades já foram encontradas e que os trabalhos devem demorar a terminar.
Questionado sobre possíveis prisões, o promotor respondeu que pelo menos uma pessoa deve ser presa por crime ambiental.
Um mundo com energia limpa é possível, em 2050
Após dois anos de elaboração, o Relatório de Energia, lançado globalmente hoje (3/2) revela novas perspectivas no que tange às necessidades globais de energia, incluindo transporte, e disponibilizando energia adequada e segura para todos. E isto permitiria a redução de emissões de carbono em cerca de 80% até 2050, mantendo o aquecimento do planeta abaixo dos 2ºC-que representam um limite dramático para o futuro ambiental do mundo.
“Se continuarmos a depender de combustíveis fósseis, vamos enfrentar um futuro de incertezas crescentes sobre custos, segurança e mudanças climáticas”, declarou Jim Leape, diretor geral do WWF. “Estamos oferecendo um cenário alternativo – muito mais promissor e inteiramente viável”.
“O relatório demonstra que o planeta pode, sim, ter economias vivas e energia limpa, barata e renovável, nos próximos quarenta anos”, disse Denise Hamú, secretária geral do WWF-Brasil.
Brasil na frente – O fato de o Brasil produzir eletricidade a partir de hidrelétricas dá ao país certa vantagem competitiva rumo à concretização da visão da respeitada consultoria Ecofys.
“Entretanto, não podemos nos acomodar, porque estamos sujando nossa matriz energética e claramente temos oportunidades de diversificação de nossas fontes, com mais investimentos eficiência energética e em energias renováveis modernas, como a eólica, solar e solar-térmica”, avaliou Carlos Rittl, coordenador do programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.
Rittl destaca, ainda, que a demanda mundial por bioenergia irá crescer muito. Como os biocombustíveis serão uma parte cada vez mais importante na matriz energética mundial, cabe ao Brasil fazer sua expansão neste setor, seguindo critérios rigorosos de sustentabilidade, sem pressão sobre os ecossistemas naturais.
“Além disso, o Brasil precisa ser muito responsável sobre o uso e investimentos para extração do petróleo da camada pré-sal. Os custos das energias renováveis modernas estão em queda, enquanto que os do petróleo estão em ascensão. O mundo está cada vez atento a cada tonelada de gases de efeito estufa jogada na atmosfera e seus impactos no aquecimento global”, disse Carlos Rittl.
Futuro otimista - Dividido em duas partes, o relatório contém análise e cenário detalhados, apresentados pela Ecofys, e uma avaliação do WWF. O documento demonstra que, até 2050, as necessidades de eletricidade, transporte, energia industrial e doméstica, poderiam ser supridas com uso apenas residual e localizado de combustíveis fósseis e nucleares, reduzindo drasticamente as incertezas quando à segurança energética, poluição e às catastróficas mudanças climáticas.
Eficiência energética em edificações, veículos e indústria seria um ingrediente chave, ao lado de uma geração de energia elétrica de forma renovável e fornecida por meio de smart grids (redes inteligentes), para fazer face ao aumento da demanda mundial por eletricidade.
De acordo com a visão desenhada pela Ecofys, em 2050, a demanda total de energia será 15% menor do que em 2005, a despeito do crescimento da população, da indústria, das necessidades de transporte, e a energia estará sendo fornecida àqueles que hoje não se beneficiam dela. O mundo não mais dependerá de carvão ou fontes nucleares, enquanto regras e cooperação internacionais limitarão o dano ambiental potencial representado pela produção de biocombustíveis e hidrelétricas.
“Neste relatório, não estamos deliberadamente assumindo metas extravagantes sobre os benefícios das tecnologias que ainda virão, disse o diretor da Ecofys, Kees van der Leun.
“Trata-se de uma estimativa moderada sobre a energia renovável da qual poderemos desfrutar em 2050. A Ecofys entende que as soluções para o desafio energético global estão ao alcance das nossas mãos. Existem inúmeros sistemas que usam energia de forma mais eficiente, o que nos permite administrar as atuais fontes de energia mais cuidadosamente. Além do mais, entendemos as oportunidades de uso de uma enorme quantidade de energia sustentável que nos cerca”, disse.
O fornecimento de energia confiável, barata e limpa na escala necessária demandará um esforço mundial, similar à resposta do mundo à crise financeira global. Mas os benefícios seriam muito maiores no longo prazo, e a economia realizada com custos mais baixos em energia irá equilibrar o total de novos investimentos em energia renovável e eficiência energética até 2040. E mais: a economia de recursos financeiros em relação à maneira tradicional de produzir energia será de cerca de quatro trilhões de euros até 2050.
Outros benefícios virão da prevenção de conflitos relacionados à segurança energética, desastres ambientais e à escassez de recursos decorrentes da redução da disponibilidade de combustíveis fósseis e dos desafios ambientais e políticos.
Igualmente importante é o fato de que o cenário do Relatório da Energia permitiria assistirmos a uma redução de mais de 80% nas emissões de carbono até 2050, o que elevaria o grau de confiança de que o aquecimento global seria mantido abaixo dos 2ºC reduzindo os riscos inaceitáveis de uma catástrofe ambiental global. “Viveremos de forma diferente, mas viveremos bem”, disse Jim Leape. “Temos que fornecer energia a todos sem colocar em risco nosso planeta e, isto, nosso relatório mostra que é possível”.
“Se continuarmos a depender de combustíveis fósseis, vamos enfrentar um futuro de incertezas crescentes sobre custos, segurança e mudanças climáticas”, declarou Jim Leape, diretor geral do WWF. “Estamos oferecendo um cenário alternativo – muito mais promissor e inteiramente viável”.
“O relatório demonstra que o planeta pode, sim, ter economias vivas e energia limpa, barata e renovável, nos próximos quarenta anos”, disse Denise Hamú, secretária geral do WWF-Brasil.
Brasil na frente – O fato de o Brasil produzir eletricidade a partir de hidrelétricas dá ao país certa vantagem competitiva rumo à concretização da visão da respeitada consultoria Ecofys.
“Entretanto, não podemos nos acomodar, porque estamos sujando nossa matriz energética e claramente temos oportunidades de diversificação de nossas fontes, com mais investimentos eficiência energética e em energias renováveis modernas, como a eólica, solar e solar-térmica”, avaliou Carlos Rittl, coordenador do programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.
Rittl destaca, ainda, que a demanda mundial por bioenergia irá crescer muito. Como os biocombustíveis serão uma parte cada vez mais importante na matriz energética mundial, cabe ao Brasil fazer sua expansão neste setor, seguindo critérios rigorosos de sustentabilidade, sem pressão sobre os ecossistemas naturais.
“Além disso, o Brasil precisa ser muito responsável sobre o uso e investimentos para extração do petróleo da camada pré-sal. Os custos das energias renováveis modernas estão em queda, enquanto que os do petróleo estão em ascensão. O mundo está cada vez atento a cada tonelada de gases de efeito estufa jogada na atmosfera e seus impactos no aquecimento global”, disse Carlos Rittl.
Futuro otimista - Dividido em duas partes, o relatório contém análise e cenário detalhados, apresentados pela Ecofys, e uma avaliação do WWF. O documento demonstra que, até 2050, as necessidades de eletricidade, transporte, energia industrial e doméstica, poderiam ser supridas com uso apenas residual e localizado de combustíveis fósseis e nucleares, reduzindo drasticamente as incertezas quando à segurança energética, poluição e às catastróficas mudanças climáticas.
Eficiência energética em edificações, veículos e indústria seria um ingrediente chave, ao lado de uma geração de energia elétrica de forma renovável e fornecida por meio de smart grids (redes inteligentes), para fazer face ao aumento da demanda mundial por eletricidade.
De acordo com a visão desenhada pela Ecofys, em 2050, a demanda total de energia será 15% menor do que em 2005, a despeito do crescimento da população, da indústria, das necessidades de transporte, e a energia estará sendo fornecida àqueles que hoje não se beneficiam dela. O mundo não mais dependerá de carvão ou fontes nucleares, enquanto regras e cooperação internacionais limitarão o dano ambiental potencial representado pela produção de biocombustíveis e hidrelétricas.
“Neste relatório, não estamos deliberadamente assumindo metas extravagantes sobre os benefícios das tecnologias que ainda virão, disse o diretor da Ecofys, Kees van der Leun.
“Trata-se de uma estimativa moderada sobre a energia renovável da qual poderemos desfrutar em 2050. A Ecofys entende que as soluções para o desafio energético global estão ao alcance das nossas mãos. Existem inúmeros sistemas que usam energia de forma mais eficiente, o que nos permite administrar as atuais fontes de energia mais cuidadosamente. Além do mais, entendemos as oportunidades de uso de uma enorme quantidade de energia sustentável que nos cerca”, disse.
O fornecimento de energia confiável, barata e limpa na escala necessária demandará um esforço mundial, similar à resposta do mundo à crise financeira global. Mas os benefícios seriam muito maiores no longo prazo, e a economia realizada com custos mais baixos em energia irá equilibrar o total de novos investimentos em energia renovável e eficiência energética até 2040. E mais: a economia de recursos financeiros em relação à maneira tradicional de produzir energia será de cerca de quatro trilhões de euros até 2050.
Outros benefícios virão da prevenção de conflitos relacionados à segurança energética, desastres ambientais e à escassez de recursos decorrentes da redução da disponibilidade de combustíveis fósseis e dos desafios ambientais e políticos.
Igualmente importante é o fato de que o cenário do Relatório da Energia permitiria assistirmos a uma redução de mais de 80% nas emissões de carbono até 2050, o que elevaria o grau de confiança de que o aquecimento global seria mantido abaixo dos 2ºC reduzindo os riscos inaceitáveis de uma catástrofe ambiental global. “Viveremos de forma diferente, mas viveremos bem”, disse Jim Leape. “Temos que fornecer energia a todos sem colocar em risco nosso planeta e, isto, nosso relatório mostra que é possível”.
O FIM DAS COLIGAÇÕES PROPORCIONAIS
A data de 1º de fevereiro de 2011 poderá funcionar, na prática, como o marco inicial para que sejam extintas nas eleições parlamentares brasileiras o exdrúxulo instituto das coligações proporcionais.No caso das Mesas Diretoras agirem em consonância com as posições adotadas pelo TSE e ratificadas pelo STF, e darem posse aos suplentes dos partidos e não das coligações nas vagas produzidas por renuncia ou afastamento de titulares, as tais coligações, mesmo sem a realização de uma reforma política, na prática estarão extintas já para as eleições municipais de 2012.Acabando as coligações em eleições proporcionais, junto com elas também serão expurgados os partidos nanicos de aluguel.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Entenda o caso da Usina Hidrelétrica de Belo Monte
Usina pode ser construída no Rio Xingu.Belo Monte é um projeto de construção de uma usina hidrelétrica previsto para ser implementado em um trecho de 100 quilômetros no Rio Xingu, no estado brasileiro do Pará.[1] Sua potência instalada será de 11.233 MW, o que fará dela a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira,[2] visto que a Usina Hidrelétrica de Itaipu está localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai.
De acordo com o site governamental Agência Brasil, Belo Monte será a única usina hidrelétrica do Rio Xingu.[3] O lago da usina terá uma área de 516 km², mostrada no mapa de localização para o Google Earth. A usina também terá três casas de força.
A previsão é que, quando concluída, a usina será a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas da chinesa Três Gargantas e da binacional Itaipu,[4] com 11,2 mil MW de potência instalada.[5] Seu custo é estimado hoje em R$ 19 bilhões.[6] A energia assegurada pela usina terá a capacidade de abastecimento de uma região de 26 milhões de habitantes, com perfil de consumo elevado como a Região Metropolitana de São Paulo.[7]
De acordo com o site governamental Agência Brasil, Belo Monte será a única usina hidrelétrica do Rio Xingu.[3] O lago da usina terá uma área de 516 km², mostrada no mapa de localização para o Google Earth. A usina também terá três casas de força.
A previsão é que, quando concluída, a usina será a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas da chinesa Três Gargantas e da binacional Itaipu,[4] com 11,2 mil MW de potência instalada.[5] Seu custo é estimado hoje em R$ 19 bilhões.[6] A energia assegurada pela usina terá a capacidade de abastecimento de uma região de 26 milhões de habitantes, com perfil de consumo elevado como a Região Metropolitana de São Paulo.[7]
O PROJETO
O projeto prevê a construção de uma barragem principal no Rio Xingu, localizada a 40 km abaixo da cidade de Altamira, no Sítio Pimental, sendo que o Reservatório do Xingu, localiza-se no Sítio Bela Vista. A partir deste reservatório, a água será desviada por canais de derivação que formarão o reservatório dos canais, localizado a 50 km de Altamira.
O trecho do Rio Xingu entre o Reservatório do Xingu e a casa de força principal, correspondente a um comprimento de 100 km, terá a vazão reduzida em decorrência do desvio dos canais. Este trecho foi denominado pelo Relatório de Impacto Ambiental como Trecho de Vazão Reduzida. Prevê-se que este trecho deverá ser mantido com um nível mínimo de água, variável ao longo do ano. Este nível mínimo será controlado pelo Hidrograma Ecológico do Trecho de Vazão Reduzida, e tem como finalidade assegurar a navegabilidade do rio e condições satisfatórias para a vida aquática.
Serão construídas duas casas de força, a principal e a complementar. A primeira será construída no Sítio Belo Monte e terá uma potência instalada de 11 mil MW. A complementar será construída junto ao Reservatório do Xingu com potência instalada de 233,1 MW.
A área inundada pertence a terras dos municípios de Vitória do Xingu (248 km2), Brasil Novo (0,5 km2) e Altamira (267 km2).
O trecho do Rio Xingu entre o Reservatório do Xingu e a casa de força principal, correspondente a um comprimento de 100 km, terá a vazão reduzida em decorrência do desvio dos canais. Este trecho foi denominado pelo Relatório de Impacto Ambiental como Trecho de Vazão Reduzida. Prevê-se que este trecho deverá ser mantido com um nível mínimo de água, variável ao longo do ano. Este nível mínimo será controlado pelo Hidrograma Ecológico do Trecho de Vazão Reduzida, e tem como finalidade assegurar a navegabilidade do rio e condições satisfatórias para a vida aquática.
Serão construídas duas casas de força, a principal e a complementar. A primeira será construída no Sítio Belo Monte e terá uma potência instalada de 11 mil MW. A complementar será construída junto ao Reservatório do Xingu com potência instalada de 233,1 MW.
A área inundada pertence a terras dos municípios de Vitória do Xingu (248 km2), Brasil Novo (0,5 km2) e Altamira (267 km2).
IMPACTO DA OBRA
Greenpeace fez protesto no dia da realização do leilãoA construção da usina tem opiniões conflitantes. As organizações sociais têm convicção de que o projeto tem graves problemas e lacunas na sua formação.
O movimento contrário à obra, encabeçado por ambientalistas e acadêmicos, defende que a construção da hidrelétrica irá provocar a alteração do regime de escoamento do rio, com redução do fluxo de água, afetando a flora e fauna locais e introduzindo diversos impactos socioeconômicos. Um estudo formado por 40 especialistas e 230 páginas defende que a usina não é viável dos pontos de vista social e ambiental.
Outro argumento é o fato de que a obra irá inundar permanentemente os igarapés Altamira e Ambé, que cortam a cidade de Altamira, e parte da área rural de Vitória do Xingu. A vazão da água a jusante do barramento do rio em Volta Grande do Xingu será reduzida e o transporte fluvial até o Rio Bacajá (um dos afluentes da margem direita do Xingu) será interrompido. Atualmente, este é o único meio de transporte para comunidades ribeirinhas e indígenas chegarem até Altamira, onde encontram médicos, dentistas e fazem seus negócios, como a venda de peixes e castanhas.
A alteração da vazão do rio, segundo os especialistas, altera todo o ciclo ecológico da região afetada que está condicionado ao regime de secas e cheias. A obra irá gerar regimes hidrológicos distintos para o rio. A região permanentemente alagada deverá impactar na vida de árvores, cujas raízes irão apodrecer. Estas árvores são a base da dieta de muitos peixes. Além disto, muitos peixes fazem a desova no regime de cheias, portanto, estima-se que na região seca haverá a redução nas espécies de peixes, impactando na pesca como atividade econômica e de subsistência de povos indígenas e ribeirinhos da região.
Segundo documento do Centro de Estudos da Consultoria do Senado, que atende políticos da Casa, o potencial hidrelétrico do país é subutilizado e tem o duplo efeito perverso de levar ao uso substituto da energia termoelétrica - considerada "energia suja" e de gerar tarifas mais caras para os usuários, embora o uso da energia eólica não tenha sido citada no relatório. Por outro lado, o Ministério de Minas e Energia defende o uso das termoelétricas para garantir o fornecimento, especialmente em períodos de escassez de outras fontes.
O caso de Belo Monte envolve a construção de uma usina sem reservatório e que dependerá da sazonalidade das chuvas. Por isso, para alguns críticos, em época de cheia a usina deverá operar com metade da capacidade, mas, em tempo de seca, a geração pode ir abaixo de mil MW, o que somado aos vários passivos sociais e ambientais coloca em xeque a viabilidade econômica do projeto.
O movimento contrário à obra, encabeçado por ambientalistas e acadêmicos, defende que a construção da hidrelétrica irá provocar a alteração do regime de escoamento do rio, com redução do fluxo de água, afetando a flora e fauna locais e introduzindo diversos impactos socioeconômicos. Um estudo formado por 40 especialistas e 230 páginas defende que a usina não é viável dos pontos de vista social e ambiental.
Outro argumento é o fato de que a obra irá inundar permanentemente os igarapés Altamira e Ambé, que cortam a cidade de Altamira, e parte da área rural de Vitória do Xingu. A vazão da água a jusante do barramento do rio em Volta Grande do Xingu será reduzida e o transporte fluvial até o Rio Bacajá (um dos afluentes da margem direita do Xingu) será interrompido. Atualmente, este é o único meio de transporte para comunidades ribeirinhas e indígenas chegarem até Altamira, onde encontram médicos, dentistas e fazem seus negócios, como a venda de peixes e castanhas.
A alteração da vazão do rio, segundo os especialistas, altera todo o ciclo ecológico da região afetada que está condicionado ao regime de secas e cheias. A obra irá gerar regimes hidrológicos distintos para o rio. A região permanentemente alagada deverá impactar na vida de árvores, cujas raízes irão apodrecer. Estas árvores são a base da dieta de muitos peixes. Além disto, muitos peixes fazem a desova no regime de cheias, portanto, estima-se que na região seca haverá a redução nas espécies de peixes, impactando na pesca como atividade econômica e de subsistência de povos indígenas e ribeirinhos da região.
Segundo documento do Centro de Estudos da Consultoria do Senado, que atende políticos da Casa, o potencial hidrelétrico do país é subutilizado e tem o duplo efeito perverso de levar ao uso substituto da energia termoelétrica - considerada "energia suja" e de gerar tarifas mais caras para os usuários, embora o uso da energia eólica não tenha sido citada no relatório. Por outro lado, o Ministério de Minas e Energia defende o uso das termoelétricas para garantir o fornecimento, especialmente em períodos de escassez de outras fontes.
O caso de Belo Monte envolve a construção de uma usina sem reservatório e que dependerá da sazonalidade das chuvas. Por isso, para alguns críticos, em época de cheia a usina deverá operar com metade da capacidade, mas, em tempo de seca, a geração pode ir abaixo de mil MW, o que somado aos vários passivos sociais e ambientais coloca em xeque a viabilidade econômica do projeto.
RELATÓRIO DO IBAMA
O Relatório de Impacto Ambiental, encomendado pela Eletrobras e efetuado pela Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Odebrecht e Leme Engenharia, listou os impactos da hidrelétrica:
1.Geração de expectativas quanto ao futuro da população local e da região;
2.Geração de expectativas na população indígena;
3.Aumento da população e da ocupação desordenada do solo;
4.Aumento da pressão sobre as terras e áreas indígenas;
5.Aumento das necessidades por mercadorias e serviços, da oferta de trabalho e maior movimentação da economia;
6.Perda de imóveis e benfeitorias com transferência da população na área rural e perda de atividades produtivas;
7.Perda de imóveis e benfeitorias com transferência da População na área urbana e perda de atividades produtivas;
8.Melhorias dos acessos;
9.Mudanças na paisagem, causadas pela instalação da infra-estrutura de apoio e das obras principais;
10.Perda de vegetação e de ambientes naturais com mudanças na fauna, causada pela instalação da infra-estrutura de apoio e obras principais;
11.Aumento do barulho e da poeira com incômodo da população e da fauna, causado pela instalação da infraestrutura de apoio e das obras principais;
12.Mudanças no escoamento e na qualidade da água nos igarapés do trecho do reservatório dos canais, com mudanças nos peixes;
13.Alterações nas condições de acesso pelo Rio Xingu das comunidades Indígenas à Altamira, causadas pelas obras no Sítio Pimental;
14.Alteração da qualidade da água do Rio Xingu próximo ao Sítio Pimental e perda de fonte de renda e sustento para as populações indígenas;
15.Danos ao patrimônio arqueológico;
16.Interrupção temporária do escoamento da água no canal da margem esquerda do Xingu, no trecho entre a barragem principal e o núcleo de referência rural São Pedro durante 7 meses;
17.Perda de postos de trabalho e renda, causada pela desmobilização de mão de obra;
18.Retirada de vegetação, com perda de ambientes naturais e recursos extrativistas, causada pela formação dos reservatórios;
19.Mudanças na paisagem e perda de praias e áreas de lazer, causada pela formação dos reservatórios;
20.Inundação permanente dos abrigos da Gravura e Assurini e danos ao patrimônio arqueológico, causada pela formação dos reservatórios;
21.Perda de jazidas de argila devido à formação do reservatório do Xingu;
22.Mudanças nas espécies de peixes e no tipo de pesca, causada pela formação dos reservatórios;
23.Alteração na qualidade das águas dos igarapés de Altamira e no reservatório dos canais, causada pela formação dos reservatórios;
24.Interrupção de acessos viários pela formação do reservatório dos canais;
25.Interrupção de acessos na cidade de Altamira, causada pela formação do Reservatório do Xingu;
26.Mudanças nas condições de navegação, causada pela formação dos reservatórios;
27.Aumento da quantidade de energia a ser disponibilizada para o Sistema Interligado Nacional – SIN;
28.Dinamização da economia regional;
29.Interrupção da navegação no trecho de vazão reduzida nos períodos de seca;
30.Perda de ambientes para reprodução, alimentação e abrigo de peixes e outros animais no trecho de vazão reduzida;
31.Formação de poças, mudanças na qualidade das águas e criação de ambientes para mosquitos que transmitem doenças no trecho de vazão reduzida;
32.Prejuízos para a pesca e para outras fontes de renda e sustento no trecho de vazão reduzida.
1.Geração de expectativas quanto ao futuro da população local e da região;
2.Geração de expectativas na população indígena;
3.Aumento da população e da ocupação desordenada do solo;
4.Aumento da pressão sobre as terras e áreas indígenas;
5.Aumento das necessidades por mercadorias e serviços, da oferta de trabalho e maior movimentação da economia;
6.Perda de imóveis e benfeitorias com transferência da população na área rural e perda de atividades produtivas;
7.Perda de imóveis e benfeitorias com transferência da População na área urbana e perda de atividades produtivas;
8.Melhorias dos acessos;
9.Mudanças na paisagem, causadas pela instalação da infra-estrutura de apoio e das obras principais;
10.Perda de vegetação e de ambientes naturais com mudanças na fauna, causada pela instalação da infra-estrutura de apoio e obras principais;
11.Aumento do barulho e da poeira com incômodo da população e da fauna, causado pela instalação da infraestrutura de apoio e das obras principais;
12.Mudanças no escoamento e na qualidade da água nos igarapés do trecho do reservatório dos canais, com mudanças nos peixes;
13.Alterações nas condições de acesso pelo Rio Xingu das comunidades Indígenas à Altamira, causadas pelas obras no Sítio Pimental;
14.Alteração da qualidade da água do Rio Xingu próximo ao Sítio Pimental e perda de fonte de renda e sustento para as populações indígenas;
15.Danos ao patrimônio arqueológico;
16.Interrupção temporária do escoamento da água no canal da margem esquerda do Xingu, no trecho entre a barragem principal e o núcleo de referência rural São Pedro durante 7 meses;
17.Perda de postos de trabalho e renda, causada pela desmobilização de mão de obra;
18.Retirada de vegetação, com perda de ambientes naturais e recursos extrativistas, causada pela formação dos reservatórios;
19.Mudanças na paisagem e perda de praias e áreas de lazer, causada pela formação dos reservatórios;
20.Inundação permanente dos abrigos da Gravura e Assurini e danos ao patrimônio arqueológico, causada pela formação dos reservatórios;
21.Perda de jazidas de argila devido à formação do reservatório do Xingu;
22.Mudanças nas espécies de peixes e no tipo de pesca, causada pela formação dos reservatórios;
23.Alteração na qualidade das águas dos igarapés de Altamira e no reservatório dos canais, causada pela formação dos reservatórios;
24.Interrupção de acessos viários pela formação do reservatório dos canais;
25.Interrupção de acessos na cidade de Altamira, causada pela formação do Reservatório do Xingu;
26.Mudanças nas condições de navegação, causada pela formação dos reservatórios;
27.Aumento da quantidade de energia a ser disponibilizada para o Sistema Interligado Nacional – SIN;
28.Dinamização da economia regional;
29.Interrupção da navegação no trecho de vazão reduzida nos períodos de seca;
30.Perda de ambientes para reprodução, alimentação e abrigo de peixes e outros animais no trecho de vazão reduzida;
31.Formação de poças, mudanças na qualidade das águas e criação de ambientes para mosquitos que transmitem doenças no trecho de vazão reduzida;
32.Prejuízos para a pesca e para outras fontes de renda e sustento no trecho de vazão reduzida.
Autorização
Em 26 de janeiro de 2011, o Ibama deu a "autorização de supressão de vegetação" ao Consórcio Norte Energia. O início dessas obras infraestruturais antecedem a construção de Belo Monte.O procedimento envolve a autorização para o desmatamento de 238,1 hectares, sendo 64,5 hectares localizados em Área de Preservação Permanente (APP).O órgão, porém, define que o consórcio terá de recompor a quantidade desmatada da APP, bem como condicionou que o processo de desmate não seja feito com uso do fogo e não sejam feitos descartes em aterros e mananciais hídricos.A emissão da licença aconteceu após reuniões com órgãos públicos, índios citadinos, índios jurunas, associações de moradores e representantes de pescadores, além de uma vistoria técnica realizada em novembro de 2010.
A autorização permite que o consórcio inicie o procedimento de acampamento, canteiro industrial e área de estoque de solo e madeira.
O Ministério Público Federal no Pará, no entanto, não teve acesso ao documento integral emitido pelo Ibama, contrariando recomendação de que as licenças não devem ser fragmentadas a fim de acelerar o licenciamento. Ainda de acordo com o ministério, as condicionantes da Licença Prévia 342/2010 não foram resolvidas de acordo com o previsto, o que não assegura a legalidade do procedimento.
A autorização permite que o consórcio inicie o procedimento de acampamento, canteiro industrial e área de estoque de solo e madeira.
O Ministério Público Federal no Pará, no entanto, não teve acesso ao documento integral emitido pelo Ibama, contrariando recomendação de que as licenças não devem ser fragmentadas a fim de acelerar o licenciamento. Ainda de acordo com o ministério, as condicionantes da Licença Prévia 342/2010 não foram resolvidas de acordo com o previsto, o que não assegura a legalidade do procedimento.
Pela imparcialidade em Belo Monte
Olicenciamento ambiental de Belo Monte torna-se cada vez mais controverso. Tanto pela dimensão da obra e dos impactos que ela provoca, quanto pelo comportamento dos dirigentes que estão conduzindo o processo. Basta lembrar que a licença prévia foi concedida há cerca de um ano, logo após a demissão do diretor de licenciamento, que alegou, à época, não suportar as pressões que recebia. Agora, essa licença parcial de instalação é liberada poucos dias depois da demissão do presidente do órgão.
O que vem ocorrendo é que a concessão de uma licença parcial de instalação, antes uma exceção utilizada para obras emergenciais e para trechos de rodovias e ferrovias, tornou-se, nos últimos anos, usual e freqüente. Obras importantes e com grande impacto ambiental, como Angra 3 e as hidrelétricas do Madeira, também receberam, assim como Belo Monte, licenças parciais antes que fossem cumpridas todas as exigências estabelecidas na licença prévia, as chamadas condicionantes.
A licença prévia para Belo Monte foi concedida sob o argumento de que foram estabelecidas 40 condicionantes capazes de reduzir ou compensar os impactos da obra. E estes não são poucos. Na bacia do Xingú vivem 28 etnias indígenas que ocupam cerca de 20 milhões de hectares (40% da área da bacia). Na região há 440 espécies diferentes de aves, 259 de mamíferos e 387 de peixes. A obra provocará o deslocamento de pelo menos 20 mil pessoas de suas casas (população maior que a de 73% dos municípios brasileiros – Censo 2.000) e outras 100 mil pessoas podem migrar para a região, equivalente a toda população de Altamira, a maior cidade da região. Só a terra retirada para escavação dos canais representa 210 milhões de metros cúbicos, pouco menos que o volume retirado para a construção do Canal do Panamá.
O projeto de Belo Monte vem sendo questionado nos últimos 20 anos por seus impactos sociais e ambientais (e no último ano também por sua viabilidade econômica, que depende de isenções tributárias, créditos subsidiados e forte participação de empresas estatais e de fundos de pensão). O projeto foi alterado, mas sua viabilidade ambiental continua sob suspeita, porque os legítimos questionamentos da sociedade não são esclarecidos. E agora, com essa licença parcial, além dos graves problemas já mencionados, aumenta a percepção de estar ocorrendo um açodamento político injustificável e pouco transparente que só serve para por em cheque a credibilidade do órgão que deve zelar pela proteção dos recursos ambientais do país.
O que vem ocorrendo é que a concessão de uma licença parcial de instalação, antes uma exceção utilizada para obras emergenciais e para trechos de rodovias e ferrovias, tornou-se, nos últimos anos, usual e freqüente. Obras importantes e com grande impacto ambiental, como Angra 3 e as hidrelétricas do Madeira, também receberam, assim como Belo Monte, licenças parciais antes que fossem cumpridas todas as exigências estabelecidas na licença prévia, as chamadas condicionantes.
A licença prévia para Belo Monte foi concedida sob o argumento de que foram estabelecidas 40 condicionantes capazes de reduzir ou compensar os impactos da obra. E estes não são poucos. Na bacia do Xingú vivem 28 etnias indígenas que ocupam cerca de 20 milhões de hectares (40% da área da bacia). Na região há 440 espécies diferentes de aves, 259 de mamíferos e 387 de peixes. A obra provocará o deslocamento de pelo menos 20 mil pessoas de suas casas (população maior que a de 73% dos municípios brasileiros – Censo 2.000) e outras 100 mil pessoas podem migrar para a região, equivalente a toda população de Altamira, a maior cidade da região. Só a terra retirada para escavação dos canais representa 210 milhões de metros cúbicos, pouco menos que o volume retirado para a construção do Canal do Panamá.
O projeto de Belo Monte vem sendo questionado nos últimos 20 anos por seus impactos sociais e ambientais (e no último ano também por sua viabilidade econômica, que depende de isenções tributárias, créditos subsidiados e forte participação de empresas estatais e de fundos de pensão). O projeto foi alterado, mas sua viabilidade ambiental continua sob suspeita, porque os legítimos questionamentos da sociedade não são esclarecidos. E agora, com essa licença parcial, além dos graves problemas já mencionados, aumenta a percepção de estar ocorrendo um açodamento político injustificável e pouco transparente que só serve para por em cheque a credibilidade do órgão que deve zelar pela proteção dos recursos ambientais do país.
EX-TUCANOS?
O engraçado é que Mauri Martinelli, Marcos Tünnermann e Rodrigo Kirschner seguem como membros do PSDB estanciense. E mais: aparecem como integrantes da diretoria. Pelo menos é isso que mostra a ficha do partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Onde foi parar a organização dos tucanos, depois que viraram governo?
Matéria postada na coluna do Isaias(Jornal o Diario)
http://blog.odiario.net/isaiasrheinheimer/
Matéria postada na coluna do Isaias(Jornal o Diario)
http://blog.odiario.net/isaiasrheinheimer/
APRIMORAR
O Chefe de Departamento da Assistência Social, Luciano Kroeff, participou de audiência com o secretário estadual de Esporte e Lazer, Kalil Sehbe. Neste encontro, Kroeff pediu auxílio do Governo para aprimorar e qualificar o Projeto Girassol, que é desenvolvido com crianças carentes do município. Luciano pediu, entre outras coisas, materiais para práticas esportivas, como fardamentos.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
ESTÁ NASCENDO UM FRENTÃO PARA 2012
Segundo o vice Presidente do PSB Miguel Angêlo Lima da Silva(Miguelzinho)A fortes indicios de uma futura coligação com o PV Estânciense para as eleições 2012.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Justiça mantém intervenção na Utresa
Estância Velha - Acatando recurso das Promotorias Regional de Defesa do Meio Ambiente e de Estância Velha, a desembargadora Maria Isabel de Azevedo Souza, da 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RS, concedeu efeito suspensivo à decisão em primeiro grau proferida no dia 31 de janeiro que determinou o fim do processo de intervenção na Utresa, a maior central de resíduos do Estado. Na prática, explica o Promotor de Justiça titular da Promotoria Regional de Defesa do Meio Ambiente, Daniel Martini, “a intervenção na central de resíduos está mantida até o final do julgamento do recurso”. Conforme Martini, “o importante da manutenção da intervenção é que permanecerá a vigilância do Ministério Público e do Judiciário na central de resíduos da Utresa, que tantos danos ambientais tem causado ao longo do tempo. Danos estes que são minimizados e corrigidos com a presença dos interventores no local”.
A intervenção judicial teve início após a morte de 80 toneladas de peixes ocorrida em outubro de 2006. A empresa foi apontada como a principal culpada do desastre. A medida, solicitada pelo promotor de Justiça Paulo Eduardo de Almeida Vieira, que atuou no caso, foi considerada inovadora, pois permitiu a remoção de muitos ilícitos identificados nas operações da Utresa e coibiu práticas danosas ao Meio Ambiente, sem inviabilizar as atividades da empresa, que recebe resíduos de empresas de todo Estado.
A intervenção judicial teve início após a morte de 80 toneladas de peixes ocorrida em outubro de 2006. A empresa foi apontada como a principal culpada do desastre. A medida, solicitada pelo promotor de Justiça Paulo Eduardo de Almeida Vieira, que atuou no caso, foi considerada inovadora, pois permitiu a remoção de muitos ilícitos identificados nas operações da Utresa e coibiu práticas danosas ao Meio Ambiente, sem inviabilizar as atividades da empresa, que recebe resíduos de empresas de todo Estado.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Sem mandato, Marina Silva é tema de novo Twittaço
Derrotada nas eleições presidenciais 2010 e fora do Congresso Nacional – encerrou o mandato como senadora em 2010 -, Marina Silva (PV-AC) ainda consegue mobilizar internautas a seu favor. Nesta terça-feira, dia em que completa 53 anos, militantes que a ajudaram a conquistar quase 20 milhões de votos no ano passado levaram a campanha em comemoração a seu aniversário à lista de termos mais citados no Twitter brasileiro.
Há alguns dias os internautas têm espalhado as regras do movimento – usar as hashtags #parabénsmarina ou #2014marinasilva nas mensagens pelo microblog entre 7h e 20h desta terça. O Twittaço, espécie de panelaço virtual, foi uma das principais armas da campanha de Marina Silva à Presidência.
Notícia – A mobilização ajuda Marina Silva, que anda sumida, a voltar a ser notícia. Os grupos que a apoiam torcem para que a verde lance candidatura ao comando do país novamente em 2014. O desafio da ex-ministra do Meio Ambiente será manter-se em evidência até lá.
Em entrevista ao site de VEJA em outubro de 2010, Marina disse que, nos próximos anos, pretende se dedicar aos estudos e ao Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), que ajudou a criar, e evitou fazer planos para as próximas eleições. Se depender da empolgação de seus seguidores nas mensagens postadas no Twitter em seu aniversário, ela já é candidata certa em 2014. O tempo dirá.
Há alguns dias os internautas têm espalhado as regras do movimento – usar as hashtags #parabénsmarina ou #2014marinasilva nas mensagens pelo microblog entre 7h e 20h desta terça. O Twittaço, espécie de panelaço virtual, foi uma das principais armas da campanha de Marina Silva à Presidência.
Notícia – A mobilização ajuda Marina Silva, que anda sumida, a voltar a ser notícia. Os grupos que a apoiam torcem para que a verde lance candidatura ao comando do país novamente em 2014. O desafio da ex-ministra do Meio Ambiente será manter-se em evidência até lá.
Em entrevista ao site de VEJA em outubro de 2010, Marina disse que, nos próximos anos, pretende se dedicar aos estudos e ao Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), que ajudou a criar, e evitou fazer planos para as próximas eleições. Se depender da empolgação de seus seguidores nas mensagens postadas no Twitter em seu aniversário, ela já é candidata certa em 2014. O tempo dirá.
Secretário de Novo Hamburgo expõe seu ponto de vista sobre moção de repúdio
Estância Velha - O secretário de Educação de Novo Hamburgo, Beto Carabajal, alvo de uma moção de repúdio proposta pela vereadora Sônia Brites e aprovada pela maioria dos vereadores, enviou nota dando seu ponto de vista sobre o episódio. (IR)
“Sobre o episódio da moção de repúdio contra minha pessoa tenho a declarar o seguinte:
1) Falo enquanto cidadão e não como Secretário de Educação de Novo Hamburgo, pois na data dos fatos alegados (dezembro de 2010, portanto assunto requentado), participei da sessão como cidadão e contribuinte.
2) Parece que esses nobres vereadores não tem pautas, projetos de lei ou atividades legislativas a fazer, priorizando coisas irrelevantes para comunidade.
3) Lamento que estes nobres vereadores confundam a Casa Política com Caça Política a outros vereadores que discordam dos rumos da atual legislatura, pois a moção contra a minha pessoa tem o objetivo de atingir outra vereadora.
4) Não me surpreende a moção, pois foi votada exatamente pelos mesmos vereadores que reelegeram o Presidente dos escândalos das diárias e das viagens, que envergonhou a cidade e foi uma ofensa aos cidadãos. São os mesmos beneficiados com as diárias e viagens que retribuíram as bondades feitas à custa dos recursos públicos.
5) Considero esta moção de repudio, vinda de onde vem, como um elogio a minha pessoa e reforça as minhas convicções por justiça, transparência, democracia e ética na política.
6) Ainda, como professor de filosofia e educador, tenho obrigação de mostrar o caminho da justiça e do bem comum para as novas gerações, mesmo que para isso tenha que erguer a voz e tomar atitudes fortes, quando faz necessário.”
“Sobre o episódio da moção de repúdio contra minha pessoa tenho a declarar o seguinte:
1) Falo enquanto cidadão e não como Secretário de Educação de Novo Hamburgo, pois na data dos fatos alegados (dezembro de 2010, portanto assunto requentado), participei da sessão como cidadão e contribuinte.
2) Parece que esses nobres vereadores não tem pautas, projetos de lei ou atividades legislativas a fazer, priorizando coisas irrelevantes para comunidade.
3) Lamento que estes nobres vereadores confundam a Casa Política com Caça Política a outros vereadores que discordam dos rumos da atual legislatura, pois a moção contra a minha pessoa tem o objetivo de atingir outra vereadora.
4) Não me surpreende a moção, pois foi votada exatamente pelos mesmos vereadores que reelegeram o Presidente dos escândalos das diárias e das viagens, que envergonhou a cidade e foi uma ofensa aos cidadãos. São os mesmos beneficiados com as diárias e viagens que retribuíram as bondades feitas à custa dos recursos públicos.
5) Considero esta moção de repudio, vinda de onde vem, como um elogio a minha pessoa e reforça as minhas convicções por justiça, transparência, democracia e ética na política.
6) Ainda, como professor de filosofia e educador, tenho obrigação de mostrar o caminho da justiça e do bem comum para as novas gerações, mesmo que para isso tenha que erguer a voz e tomar atitudes fortes, quando faz necessário.”
Estância Velha: vereadores do PT se negam a participar da CCJ
Estância Velha - Após o impasse sobre a escolha do novo líder de bancada do PT na Câmara, as divergências envolvendo os vereadores da sigla continuam. Depois de eleito pelo diretório como o representante do partido, o vereador Carlinhos Vira Mato indicou os colegas Rosani Morsch e Luis Carlos Souza (Toquinho) para integrarem a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas, ambos se negam a participar dos encontros. Com isso, o PT fica sem representação na Comissão.
Toquinho alega que já participou da CCJ no ano passado, quando exerceu a função de presidente, e, por isso, quer dedicar seu tempo este ano para fortalecer seu trabalho na comunidade. O vereador também justificou que a escolha do líder de bancada não foi feita conforme manda o Regimento Interno e o estatuto do partido. “Acredito que o partido não fique prejudicado por não participarmos da CCJ, pois, é nosso dever fiscalizar e isso vou continuar fazendo. Não passará um projeto sem a minha análise pessoal”, acrescentou.
A vereadora Rosani Morsch não foi localizada para comentar o assunto.
Embora sem a presença petista, a CCJ iniciou os trabalhos com apenas três vereadores. A vereadora Sonia Brites irá comandar os trabalhos, tendo como secretário o vereador Carlos Dietrich (Geada) e como relator Cláudio Hansen.
Toquinho alega que já participou da CCJ no ano passado, quando exerceu a função de presidente, e, por isso, quer dedicar seu tempo este ano para fortalecer seu trabalho na comunidade. O vereador também justificou que a escolha do líder de bancada não foi feita conforme manda o Regimento Interno e o estatuto do partido. “Acredito que o partido não fique prejudicado por não participarmos da CCJ, pois, é nosso dever fiscalizar e isso vou continuar fazendo. Não passará um projeto sem a minha análise pessoal”, acrescentou.
A vereadora Rosani Morsch não foi localizada para comentar o assunto.
Embora sem a presença petista, a CCJ iniciou os trabalhos com apenas três vereadores. A vereadora Sonia Brites irá comandar os trabalhos, tendo como secretário o vereador Carlos Dietrich (Geada) e como relator Cláudio Hansen.
Estância Velha – Na noite de terça-feira dia 08 de fevereiro, durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores, os vereadores aprovaram por maioria uma moção de repúdio contra o secretário do Educação de Novo Hamburgo, Beto Carabajal, referente um episodio ocorrido em dezembro passado, durante a sessão de eleição do novo presidente da Câmara estancienses. A moção foi apresentada pela vereadora Sônia Brites.
Na época, o secretário, que é marido da vereadora Rosani Morsch, participou da reunião e se manifestou na platéia, quando “seus interesses não foram aprovados pelo plenário”.
Assim como Sônia, os demais vereadores se sentiram ofendidos com as palavras proferidas por Carabajal. Apenas Toquinho, Cláudio Hansen e a própria Rosani Morsch se manifestaram contrários a aprovação da moção na noite de ontem.
Sônia defendeu a aprovação da moção, que deve se enviada ao Executivo hamburguense, bem como às escolas do município, entre outros órgãos, alegando que o referido secretário agiu de forma descontrolada e com falta de educação. Toquinho, um dos contrários a aprovação da moção, tachou a iniciativa como perseguição política
Na época, o secretário, que é marido da vereadora Rosani Morsch, participou da reunião e se manifestou na platéia, quando “seus interesses não foram aprovados pelo plenário”.
Assim como Sônia, os demais vereadores se sentiram ofendidos com as palavras proferidas por Carabajal. Apenas Toquinho, Cláudio Hansen e a própria Rosani Morsch se manifestaram contrários a aprovação da moção na noite de ontem.
Sônia defendeu a aprovação da moção, que deve se enviada ao Executivo hamburguense, bem como às escolas do município, entre outros órgãos, alegando que o referido secretário agiu de forma descontrolada e com falta de educação. Toquinho, um dos contrários a aprovação da moção, tachou a iniciativa como perseguição política
Mais um empresário de Estância Velha é preso por crime ambiental
Estância Velha – O Ministério Público estanciense em parceria com o Ministério Regional do Meio Ambiente, juntamente com a Patrulha Ambiental e a Polícia Civil, realizaram a prisão de mais um empresário do município por crime ambiental. A operação de fiscalização de uma empresa de beneficiamento de couro localizada na área central aconteceu nesta manhã, por volta das 11 horas.
Conforme o promotor de Estância Velha, Michael Flach, a empresa mantinha de forma irregular o armazenamento do couro, bem como o transporte da carga. Um caminhão que saia do local no momento da abordagem também foi apreendido.
Conforme o promotor de Estância Velha, Michael Flach, a empresa mantinha de forma irregular o armazenamento do couro, bem como o transporte da carga. Um caminhão que saia do local no momento da abordagem também foi apreendido.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Autossustentabilidade
Auto-sustentabilidade é um conceito em ecologia que define a exploração de recursos naturais em base não-predatória. Isto significa a implementação ou a racionalização de projetos de exploração de modo que:
1.Causem mínimo impacto sobre o meio-ambiente circundante, e sobre os recursos que não são diretamente utilizados pelo projeto;
2.Dêem tempo à natureza de recompor os recursos renováveis de interesse do projeto;
3.Tenham retorno monetário suficiente para o sustento das pessoas envolvidas e suas famílias com dignidade (sem carestia), de modo que não precisem super-explorar o meio, ou recorrer a práticas predatórias, para complementarem sua renda.
Tendo estes três componentes, o projeto é considerado autossustentável, porque deste modo a exploração de dados recursos pode se prolongar indefinidamente, ao menos em teoria. A atividade sustenta a si mesma, sem necessidade de recorrer a recursos externos para sua manutenção.
A autossustentabilidade geralmente está associada às atividades extrativista praticada por pequenas comunidades, devido às características destas atividades (dependentes, por definição, da renovação espontânea dos recursos explorados). E também porque seu custo é mais alto e seu lucro, no curto prazo, bem menor do que o exigido por grandes empreendimentos comerciais, tornando-as desinteressantes para a exploração direta por empresas.
Inicia-se atualmente uma tendência de grandes empresas adotarem este conceito, assumindo os custos mais altos e oferecendo produtos mais caros para um público consumidor consciente de sua responsabilidade ecológica. Entretanto, são ainda medidas tímidas, se comparadas com as necessidades evidentes, e limitadas aos mercados consumidores mais ricos, notadamente o europeu. O consumidor pobre sempre acaba optando por produtos mais baratos, e ecologicamente incorretos, mesmo que tenha consciência disto [1]. Contam ainda com o empecilho da necessidade de obtenção de selos e certificados que garantam ao consumidor a procedência dos produtos, emitidos por organizações idôneas, o que aumenta ainda mais o custo.
Apesar de desejável em outros campos, como na agricultura, a auto-sustentabilidade não é um conceito de aplicação geral na sociedade industrial, já que esta depende da exploração de recursos minerais, não-renováveis, cujo esgotamento é inevitável. Apesar disto, os ecólogos são unânimes ao afirmarem que a exploração dos recursos naturais segundo os modelos dominantes atualmente envolve grande dose de irracionalidade e desperdício, e pode em pouco tempo levar ao esgotamento irreversível dos recursos renováveis.
1.Causem mínimo impacto sobre o meio-ambiente circundante, e sobre os recursos que não são diretamente utilizados pelo projeto;
2.Dêem tempo à natureza de recompor os recursos renováveis de interesse do projeto;
3.Tenham retorno monetário suficiente para o sustento das pessoas envolvidas e suas famílias com dignidade (sem carestia), de modo que não precisem super-explorar o meio, ou recorrer a práticas predatórias, para complementarem sua renda.
Tendo estes três componentes, o projeto é considerado autossustentável, porque deste modo a exploração de dados recursos pode se prolongar indefinidamente, ao menos em teoria. A atividade sustenta a si mesma, sem necessidade de recorrer a recursos externos para sua manutenção.
A autossustentabilidade geralmente está associada às atividades extrativista praticada por pequenas comunidades, devido às características destas atividades (dependentes, por definição, da renovação espontânea dos recursos explorados). E também porque seu custo é mais alto e seu lucro, no curto prazo, bem menor do que o exigido por grandes empreendimentos comerciais, tornando-as desinteressantes para a exploração direta por empresas.
Inicia-se atualmente uma tendência de grandes empresas adotarem este conceito, assumindo os custos mais altos e oferecendo produtos mais caros para um público consumidor consciente de sua responsabilidade ecológica. Entretanto, são ainda medidas tímidas, se comparadas com as necessidades evidentes, e limitadas aos mercados consumidores mais ricos, notadamente o europeu. O consumidor pobre sempre acaba optando por produtos mais baratos, e ecologicamente incorretos, mesmo que tenha consciência disto [1]. Contam ainda com o empecilho da necessidade de obtenção de selos e certificados que garantam ao consumidor a procedência dos produtos, emitidos por organizações idôneas, o que aumenta ainda mais o custo.
Apesar de desejável em outros campos, como na agricultura, a auto-sustentabilidade não é um conceito de aplicação geral na sociedade industrial, já que esta depende da exploração de recursos minerais, não-renováveis, cujo esgotamento é inevitável. Apesar disto, os ecólogos são unânimes ao afirmarem que a exploração dos recursos naturais segundo os modelos dominantes atualmente envolve grande dose de irracionalidade e desperdício, e pode em pouco tempo levar ao esgotamento irreversível dos recursos renováveis.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Sustentabilidade económica
Sustentabilidade econômica é a capacidade de produção, distribuição e utilização equitativa das riquezas produzidas pelo homem. Se relaciona com os demais conceitos que definem desenvolvimento sustentável como sustentabilidade ambiental, social e política.
Quando se fala em sustentabilidade, o conceito transporta-nos para ideias relacionadas com o Ambiente, seja em que contexto for, que tal palavra é aplicada. Porém, e se atentarmos à origem da mesma, “sustentável” provém da palavra latina “sustinere”, e significa “manter vivo”, “defender". Este conceito, de interpretação dinâmica, teve várias versões ao longo dos anos, sendo o âmbito económico, o que enquadrou a definição no ano de 1972, “restituir os recursos consumidos pelas organizações”. Na Cimeira da Terra (Earth Summit), que decorreu no Rio de Janeiro, em 1992, contextualizou a sustentabilidade como um efeito sobre o futuro, por acções praticadas no presente, ou seja que “as consequências da economia têm efeito sobre futuras gerações”. Em 2002, em Joanesburgo, durante a Cimeira da Terra, foram-lhe conferidas três dimensões, que se mantém como a abordagem actual. Uma dimensão económica, uma social e outra ecológica, em que a económica representa a abordagem central, seguindo-se concentricamente, a abordagem social e mais externamente, a ecológica, sendo esta a dimensão agregadora. A sustentabilidade adquiriu, assim, uma visão mais ampla do mundo, congregando duas grandes ideias: a sustentabilidade fraca e a sustentabilidade forte. A primeira representa a definição de sustentabilidade, defendida em 1972, em que a única preocupação é a de devolver o que se consumiu, em termos de recursos. A segunda, adapta o consumo às exigências mais amplas, relacionando-o com a manutenção dos recursos naturais, tendo efeitos de externalidades, do ponto de vista económico, sobre o capital humano, financeiro, ambiental… É neste contexto, que sustentabilidade começa a adquirir contornos de vantagem competitiva, em interacção com os temas de gestão, no sentido de serem organizadas cadeias de sentido, e não só de valor, numa orientação que permita garantir a sobrevivência e o crescimento da organização, a longo prazo. Essa ideia, permitiu a segmentação de alguns mercados, nomeadamente o da energia, com o surgimento das energias renováveis. A sustentabilidade, permitiu esta vantagem competitiva, numa clara inovação e segmentação do mercado, em contexto internacional.
Investir de uma forma “ética”, e sustentável, é uma motivação do futuro mercado SRI (Social Responsibility Initiative), e uma clara alteração dos sentidos puramente materialistas, que nos é servido em forma de dogmatismo, por alguns manuais e receituários. “Fazer o que ainda não foi feito”, é o desafio, a sustentabilidade pode ser um dos caminhos.
Este conceito, está intimamente relacionado com o da responsabilidade social das organizações. É por isso, fundamental, de acordo com M. Porter, construir uma só estratégia, pois refere que “normalmente as companhias têm uma estratégia económica e um estratégia de responsabilidade social, e o que elas devem ter é uma estratégia só”.
A ideia da sustentabilidade, como estratégia de aquisição de vantagem competitiva, por parte das empresas, é reflectida, de uma forma expressamente declarada, na elaboração do que as empresas classificam como “Relatório de Sustentabilidade”. É curioso que, mais do que o reconhecimento que essa prática é, em termos concretos, uma ferramenta poderosa na gestão estratégica de uma organização, ela é preferencialmente utilizada, como uma ferramenta de comunicação e imagem, da organização. Se atentarmos ao artigo “Comunicação com os stakeolders motiva elaboração de relatórios de sustentabilidade”, refere que, 83% das organizações declararam, que a comunicação com os stakeolders foi a motivação para elaboração dos relatórios de sustentabilidade, e de acordo com um inquérito desenvolvido pela Young Managers Team Portugal – YMT 2006, e dirigido a várias empresas de diversos sectores de actividade, em Portugal. Contudo, 75%, considera o Relatório de Sustentabilidade como uma ferramenta de Gestão (mas limitada à comunicação com os stakeolders…), permitindo a sistematização da informação relativo ao desempenho social e ambiental. De referir, ainda, que a imagem foi a motivação eleita por 33%, das organizações inquiridas. A nível das organizações, em Portugal, podemos inferir, a partir deste inquérito, que a consciência da sustentabilidade não é encarada como uma oportunidade de negócio, e de vantagem competitiva, no seu contexto ético, mas sim, uma das componentes de comunicação da organização, com o exterior e interior da empresa. Esta visão, em nada se alinha com as potenciais vantagens, que uma estratégia dirigida à sustentabilidade, pode conferir, tal como refere Sofia Santos “Encarar os riscos sociais e ambientais como uma oportunidade de negócio é o grande desafio que este sector (financeiro) apresenta aos players do mercado. Esta prática levará à criação de novas oportunidades de negócio e à contribuição para estratégias empresariais lucrativas”. Tal afirmação, resulta de um estudo desenvolvido pela Sustentare, aplicado ao mercado financeiro português, onde é referido que “Os principais bancos portugueses consideram que existe um mercado promissor para a criação de produtos financeiros sustentáveis (69.2%) e avançam com a possibilidade de criação de produtos financeiros com spreads mais baixos…”. Porém, é importante referir, também, que apenas 39% dos bancos em Portugal, encara a questão da sustentabilidade como um factor de estratégia empresarial.
Uma consciência sustentável, por parte das organizações, pode significar uma vantagem competitiva, se a mesma for encarada, em primeira mão, como uma componente de uma só estratégia da organização, tal como defende Porter, e não como “algo” que concorre, à parte, com “a estratégia” da organização, como fazendo parte da política de imagem ou de comunicação.
Quando se fala em sustentabilidade, o conceito transporta-nos para ideias relacionadas com o Ambiente, seja em que contexto for, que tal palavra é aplicada. Porém, e se atentarmos à origem da mesma, “sustentável” provém da palavra latina “sustinere”, e significa “manter vivo”, “defender". Este conceito, de interpretação dinâmica, teve várias versões ao longo dos anos, sendo o âmbito económico, o que enquadrou a definição no ano de 1972, “restituir os recursos consumidos pelas organizações”. Na Cimeira da Terra (Earth Summit), que decorreu no Rio de Janeiro, em 1992, contextualizou a sustentabilidade como um efeito sobre o futuro, por acções praticadas no presente, ou seja que “as consequências da economia têm efeito sobre futuras gerações”. Em 2002, em Joanesburgo, durante a Cimeira da Terra, foram-lhe conferidas três dimensões, que se mantém como a abordagem actual. Uma dimensão económica, uma social e outra ecológica, em que a económica representa a abordagem central, seguindo-se concentricamente, a abordagem social e mais externamente, a ecológica, sendo esta a dimensão agregadora. A sustentabilidade adquiriu, assim, uma visão mais ampla do mundo, congregando duas grandes ideias: a sustentabilidade fraca e a sustentabilidade forte. A primeira representa a definição de sustentabilidade, defendida em 1972, em que a única preocupação é a de devolver o que se consumiu, em termos de recursos. A segunda, adapta o consumo às exigências mais amplas, relacionando-o com a manutenção dos recursos naturais, tendo efeitos de externalidades, do ponto de vista económico, sobre o capital humano, financeiro, ambiental… É neste contexto, que sustentabilidade começa a adquirir contornos de vantagem competitiva, em interacção com os temas de gestão, no sentido de serem organizadas cadeias de sentido, e não só de valor, numa orientação que permita garantir a sobrevivência e o crescimento da organização, a longo prazo. Essa ideia, permitiu a segmentação de alguns mercados, nomeadamente o da energia, com o surgimento das energias renováveis. A sustentabilidade, permitiu esta vantagem competitiva, numa clara inovação e segmentação do mercado, em contexto internacional.
Investir de uma forma “ética”, e sustentável, é uma motivação do futuro mercado SRI (Social Responsibility Initiative), e uma clara alteração dos sentidos puramente materialistas, que nos é servido em forma de dogmatismo, por alguns manuais e receituários. “Fazer o que ainda não foi feito”, é o desafio, a sustentabilidade pode ser um dos caminhos.
Este conceito, está intimamente relacionado com o da responsabilidade social das organizações. É por isso, fundamental, de acordo com M. Porter, construir uma só estratégia, pois refere que “normalmente as companhias têm uma estratégia económica e um estratégia de responsabilidade social, e o que elas devem ter é uma estratégia só”.
A ideia da sustentabilidade, como estratégia de aquisição de vantagem competitiva, por parte das empresas, é reflectida, de uma forma expressamente declarada, na elaboração do que as empresas classificam como “Relatório de Sustentabilidade”. É curioso que, mais do que o reconhecimento que essa prática é, em termos concretos, uma ferramenta poderosa na gestão estratégica de uma organização, ela é preferencialmente utilizada, como uma ferramenta de comunicação e imagem, da organização. Se atentarmos ao artigo “Comunicação com os stakeolders motiva elaboração de relatórios de sustentabilidade”, refere que, 83% das organizações declararam, que a comunicação com os stakeolders foi a motivação para elaboração dos relatórios de sustentabilidade, e de acordo com um inquérito desenvolvido pela Young Managers Team Portugal – YMT 2006, e dirigido a várias empresas de diversos sectores de actividade, em Portugal. Contudo, 75%, considera o Relatório de Sustentabilidade como uma ferramenta de Gestão (mas limitada à comunicação com os stakeolders…), permitindo a sistematização da informação relativo ao desempenho social e ambiental. De referir, ainda, que a imagem foi a motivação eleita por 33%, das organizações inquiridas. A nível das organizações, em Portugal, podemos inferir, a partir deste inquérito, que a consciência da sustentabilidade não é encarada como uma oportunidade de negócio, e de vantagem competitiva, no seu contexto ético, mas sim, uma das componentes de comunicação da organização, com o exterior e interior da empresa. Esta visão, em nada se alinha com as potenciais vantagens, que uma estratégia dirigida à sustentabilidade, pode conferir, tal como refere Sofia Santos “Encarar os riscos sociais e ambientais como uma oportunidade de negócio é o grande desafio que este sector (financeiro) apresenta aos players do mercado. Esta prática levará à criação de novas oportunidades de negócio e à contribuição para estratégias empresariais lucrativas”. Tal afirmação, resulta de um estudo desenvolvido pela Sustentare, aplicado ao mercado financeiro português, onde é referido que “Os principais bancos portugueses consideram que existe um mercado promissor para a criação de produtos financeiros sustentáveis (69.2%) e avançam com a possibilidade de criação de produtos financeiros com spreads mais baixos…”. Porém, é importante referir, também, que apenas 39% dos bancos em Portugal, encara a questão da sustentabilidade como um factor de estratégia empresarial.
Uma consciência sustentável, por parte das organizações, pode significar uma vantagem competitiva, se a mesma for encarada, em primeira mão, como uma componente de uma só estratégia da organização, tal como defende Porter, e não como “algo” que concorre, à parte, com “a estratégia” da organização, como fazendo parte da política de imagem ou de comunicação.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Sustentabilidade ambiental
A sustentabilidade ambiental consiste na manutenção das funções e componentes do ecossistema, de modo sustentável,[1][2] podendo igualmente designar-se como a capacidade que o ambiente natural tem de manter as condições de vida para as pessoas e para outras espécies e a qualidade de vida para as pessoas, tendo em conta a habitabilidade, a beleza do ambiente e a sua função como fonte de energias renováveis.[3][4]
As Nações Unidas, através do sétimo ponto das Metas de desenvolvimento do milénio procura garantir ou melhorar a sustentabilidade ambiental,[5] através de quatro objectivos principais:[6]
1.Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais.
2.Reduzir de forma significativa a perda da biodiversidade.
3.Reduzir para metade a proporção de população sem acesso a água potável e saneamento básico.
4.Alcançar, até 2020 uma melhoria significativa em pelo menos cem milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza.
As Nações Unidas, através do sétimo ponto das Metas de desenvolvimento do milénio procura garantir ou melhorar a sustentabilidade ambiental,[5] através de quatro objectivos principais:[6]
1.Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais.
2.Reduzir de forma significativa a perda da biodiversidade.
3.Reduzir para metade a proporção de população sem acesso a água potável e saneamento básico.
4.Alcançar, até 2020 uma melhoria significativa em pelo menos cem milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Artigo de Marina é destaque na Veja Sustentabilidade
O artigo “Uma evolução silenciosa” é a contribuição de Marina Silva para o suplemento especial da revista Veja. A publicação, editada em dezembro de 2010, traz uma série de reportagens focadas na resposta positiva para a questão: “O Brasil pode crescer em ritmo chinês sem agredir o ambiente?“
Uma nova consciência ambiental no país é o mote do artigo de Marina. Ela lança mão de dados do Ministério do Meio Ambiente, do Guia Exame de Sustentabilidade 2010 e da força alcançada pela sua candidatura nas últimas eleições presidenciais, com quase 20% dos votos válidos, para demonstrar como a sociedade civil brasileira vem colocando em pauta o desafio político da sustentabilidade.
Leia o artigo na íntegra: http://www.minhamarina.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/Veja-Sustentabilidade-Marina-Silva2.pdf
Uma nova consciência ambiental no país é o mote do artigo de Marina. Ela lança mão de dados do Ministério do Meio Ambiente, do Guia Exame de Sustentabilidade 2010 e da força alcançada pela sua candidatura nas últimas eleições presidenciais, com quase 20% dos votos válidos, para demonstrar como a sociedade civil brasileira vem colocando em pauta o desafio político da sustentabilidade.
Leia o artigo na íntegra: http://www.minhamarina.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/Veja-Sustentabilidade-Marina-Silva2.pdf
Marina se despede do Senado
A senadora Marina Silva (PV-AC) fez seu discurso de despedida do Senado Federal. Ela foi eleita para dois mandatos consecutivos, em 1994 e em 2002. A parlamentar relembrou seu primeiro pronunciamento no Senado, há 16 anos. “Peço a Deus que nos dê sabedoria e humildade para que possamos desenvolver nosso trabalho. Nosso povo deposita esperança neste Senado, esperam vê-lo renovado, ativo, procurando respostas concretas para os problemas que vivenciam. Venho de uma região, posso até dizer, desconhecida e distante, venho de um Estado pequeno, onde conheci a pobreza, a fome, o desemprego, mas cujo povo tem coragem para lutar por seus sonhos”.
Sobre os sonhos atuais Marina disse que, a priori, não vai ficar no lugar de candidata para 2014. “Quero fazer parte de um processo como parte do processo. Quero lutar por um Brasil que seja economicamente próspero e socialmente justo, ambientalmente sustentável e culturalmente diverso. Quero voltar à sociedade como ativista, como professora, não só na questão partidária, mas como mantenedora de utopias”, afirmou.
Marina disse ser uma das responsáveis pelas metas de redução de desmatamento apresentadas pelo Brasil nas cúpulas de Copenhague e de Cancún. Ela afirmou também que “a questão da sustentabilidade ambiental é a utopia desse século e nenhum partido foi capaz de perceber isso, inclusive o PT”.
Em relação a sua candidatura à Presidência da República, a senadora lembrou que assumiu como um desafio, que o Brasil deve ser o País da economia de baixo carbono, da educação que gera oportunidade para todos, da igualdade de oportunidade para todos, livre das desigualdades sociais, que aposta na inclusão produtiva e um exemplo de prosperidade e sustentabilidade ambiental. “Foi com esse compromisso que fomos conversar com os eleitores brasileiros”. Victor Hugo disse uma vez: “Nada é mais potente do que uma ideia cujo tempo chegou”. Mas isso não foi uma pessoa, não fui eu, não foi Guilherme (Leal, seu candidato a vice), não foi o PV, mas é fruto da força da ideia cujo tempo chegou e falou alto para o Brasil”, explicou.
Segundo Marina, as 20 milhões de pessoas que acreditaram nessa ideia decidiram que a economia que se encontra com a ecologia pode produzir riquezas, pode aumentar a produção por ganho de produtividade, pode gerar energia, pode usar o alto carbono para produzir o baixo carbono. “Nós podemos usar os recursos do pré-sal para poder fazer a economia de baixo carbono. Para isso é preciso ter visão estratégica. Para isso é preciso a visão, criar o processo e as novas estruturas para esse mundo em crise, que pode ter na sua crise a grande oportunidade da transformação desse início de século”, acrescentou.
A senadora falou também sobre a opção de independência do seu partido no segundo turno das eleições presidenciais, o que não teve significado de neutralidade. Desejou novamente boa sorte à primeira Presidente eleita mulher, Dilma Rousseff, pedindo que o governo não olhe só para o excesso do que foi feito. “O que foi bem feito mantenha, o que foi errado corrija, mas olhe para o que está faltando e encare.”, finalizou.
Veja o discurso de Marina Silva na íntegra: http://www.minhamarina.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/101216_Discurso-Marina-no-Senado.pdf
Sobre os sonhos atuais Marina disse que, a priori, não vai ficar no lugar de candidata para 2014. “Quero fazer parte de um processo como parte do processo. Quero lutar por um Brasil que seja economicamente próspero e socialmente justo, ambientalmente sustentável e culturalmente diverso. Quero voltar à sociedade como ativista, como professora, não só na questão partidária, mas como mantenedora de utopias”, afirmou.
Marina disse ser uma das responsáveis pelas metas de redução de desmatamento apresentadas pelo Brasil nas cúpulas de Copenhague e de Cancún. Ela afirmou também que “a questão da sustentabilidade ambiental é a utopia desse século e nenhum partido foi capaz de perceber isso, inclusive o PT”.
Em relação a sua candidatura à Presidência da República, a senadora lembrou que assumiu como um desafio, que o Brasil deve ser o País da economia de baixo carbono, da educação que gera oportunidade para todos, da igualdade de oportunidade para todos, livre das desigualdades sociais, que aposta na inclusão produtiva e um exemplo de prosperidade e sustentabilidade ambiental. “Foi com esse compromisso que fomos conversar com os eleitores brasileiros”. Victor Hugo disse uma vez: “Nada é mais potente do que uma ideia cujo tempo chegou”. Mas isso não foi uma pessoa, não fui eu, não foi Guilherme (Leal, seu candidato a vice), não foi o PV, mas é fruto da força da ideia cujo tempo chegou e falou alto para o Brasil”, explicou.
Segundo Marina, as 20 milhões de pessoas que acreditaram nessa ideia decidiram que a economia que se encontra com a ecologia pode produzir riquezas, pode aumentar a produção por ganho de produtividade, pode gerar energia, pode usar o alto carbono para produzir o baixo carbono. “Nós podemos usar os recursos do pré-sal para poder fazer a economia de baixo carbono. Para isso é preciso ter visão estratégica. Para isso é preciso a visão, criar o processo e as novas estruturas para esse mundo em crise, que pode ter na sua crise a grande oportunidade da transformação desse início de século”, acrescentou.
A senadora falou também sobre a opção de independência do seu partido no segundo turno das eleições presidenciais, o que não teve significado de neutralidade. Desejou novamente boa sorte à primeira Presidente eleita mulher, Dilma Rousseff, pedindo que o governo não olhe só para o excesso do que foi feito. “O que foi bem feito mantenha, o que foi errado corrija, mas olhe para o que está faltando e encare.”, finalizou.
Veja o discurso de Marina Silva na íntegra: http://www.minhamarina.org.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/101216_Discurso-Marina-no-Senado.pdf
Dicas de Reciclagem,"Ambiente Resíduos"
Informações úteis sobre reciclagem.
1. Recicle o vidro. Calcula-se que a reciclagem de 1 tonelada de vidro poupa 65% da energia necessária à produção da mesma quantidade. Aproveite as embalagens de vidro para conservar alimento no frigorífico, na geladeira ou no freezer.
2. Uma só pilha contamina o solo durante 50 anos. As pilhas incorporam metais pesados tóxicos.
3. Prefira eletrodomésticos recentes e de qualidade, pois gastam menos energia.
4. Regue as plantas de manhã cedo ou ao cair da noite. Quando o sol está alto e forte, grande parte da água perde-se por evaporação.
5. Uma torneira a pingar significa 190 litros de água por dia que vão pelo cano abaixo.
6. Desligue o fogão elétrico, antes de terminado o cozimento, a placa mantém-se quente por muito tempo.
7. Desligue o ferro um pouco antes de acabar de passar a roupa - ele vai se manter quente durante o tempo necessário para acabar a tarefa.
8. Seja econômico: poupe papel, usando o outro lado para tomar notas ou fazer rascunhos; os pratos e copos de papel são ótimos para piqueniques.
9. Em vez de reciclar, tente preciclar (evitar o consumo de materiais nocivos e o desperdício).
10. Um terço do consumo de papel destina-se a embalagens. E alguns têm um período de uso inferior a 30 segundos. Contribua para a redução do consumo dos recursos naturais.
11. Regule o seu carro e poupará combustível. Use gasolina sem chumbo.
12. Sempre que possível, reduza o uso do carro. Para pequenas distâncias, vá a pé. Partilhe o carro com outras pessoas. Sempre que puder opte pelos transportes coletivos.
13. Prefira lâmpadas fluorescentes compactas para as salas cujo índice de ocupação é maior - são mais eficazes se estiverem acesas durante algumas horas. Embora mais caras, duram mais e gastam um quarto da energia consumida pelas lâmpadas incandescentes. Você vai evitar que meia tonelada de dióxido de carbono seja expelida para a atmosfera.
14. Os transportes públicos consomem 1/13 da energia necessária para transportar o mesmo número de passageiros por carro. Implemente uma política de transportes para os empregados.
15. As fotocopiadoras e as impressoras a laser utilizam cassetes de toner de plástico, que freqüentemente têm de ser substituídas. Contate uma empresa que recicle esse plástico ou que o use novamente.
16. Um estudo desenvolvido pela NASA mostra que as plantas conseguem remover 87% dos elementos tóxicos do ambiente de uma casa no espaço de 24 horas. Distribua plantas profusamente por todas as instalações. Recomenda-se, pelo menos, uma planta de 1,2 a 1,5 metros por cerca de 10 metros quadrados. Escolha espécies de plantas que se dêem bem com pouca luz natural.
17. Instale lâmpadas fluorescentes. Substituir-se uma lâmpada tradicional por uma fluorescente evita o consumo de energia equivalente a cerca de um barril de petróleo ou 317 quilogramas de carvão, que produziria 1 tonelada de dióxido de carbono (o maior gás de estufa) e 6 quilogramas de dióxido de enxofre, que contribui para a chuva ácida. As lâmpadas fluorescentes, além disso, duram em média, 13 vezes mais do que uma lâmpada incandescente. São bons motivos para escolher.
18. Desligue as luzes e os equipamentos (computadores fotocopiadoras, etc.) quando sair do escritório. Está provado que, se durante um ano desligarem-se dez computadores pessoais, à noite e durante os fins-de-semana, vai se poupar em energia o equivalente ao preço do computador. Instale sensores de presença que desliguem as luzes sempre que a sala fique vazia.
19. Antes de decidir comprar equipamentos para o escritório, saiba que as impressoras a jato de tinta usam 99% menos energia que as impressoras a laser, durante a impressão, e 87% menos quando inativas; os computadores portáteis consomem 1% da energia de um computador de escritório. Se for possível, opte por esses equipamentos.
20. Calcula-se que um em cada quatro documentos enviados por FAX são posteriormente fotocopiados porque o original tende a perder visibilidade. Desta forma gasta-se não só o papel de FAX (normalmente não reciclável porque é revestido com produtos químicos que são aquecidos para a impressão) mas também o de fotocópia. Compre um aparelho de fax que use papel normal. Funcionam como fotocopiadoras ou impressoras em papel vulgar.
21. Roupas usadas podem ser dadas a outras pessoas ou a bazares de caridade.
22. Brinquedos velhos, livros e jogos que você não quer mais podem ser aproveitados por outros; portanto, não os jogue fora.
23. Descubra se há locais apropriados para o recolhimento de papel velho. Normalmente, esses locais são organizados pelas autoridades locais ou instituições de caridade.
Reduzir, Reutilizar e Reciclar são as palavras da hora.
1. Recicle o vidro. Calcula-se que a reciclagem de 1 tonelada de vidro poupa 65% da energia necessária à produção da mesma quantidade. Aproveite as embalagens de vidro para conservar alimento no frigorífico, na geladeira ou no freezer.
2. Uma só pilha contamina o solo durante 50 anos. As pilhas incorporam metais pesados tóxicos.
3. Prefira eletrodomésticos recentes e de qualidade, pois gastam menos energia.
4. Regue as plantas de manhã cedo ou ao cair da noite. Quando o sol está alto e forte, grande parte da água perde-se por evaporação.
5. Uma torneira a pingar significa 190 litros de água por dia que vão pelo cano abaixo.
6. Desligue o fogão elétrico, antes de terminado o cozimento, a placa mantém-se quente por muito tempo.
7. Desligue o ferro um pouco antes de acabar de passar a roupa - ele vai se manter quente durante o tempo necessário para acabar a tarefa.
8. Seja econômico: poupe papel, usando o outro lado para tomar notas ou fazer rascunhos; os pratos e copos de papel são ótimos para piqueniques.
9. Em vez de reciclar, tente preciclar (evitar o consumo de materiais nocivos e o desperdício).
10. Um terço do consumo de papel destina-se a embalagens. E alguns têm um período de uso inferior a 30 segundos. Contribua para a redução do consumo dos recursos naturais.
11. Regule o seu carro e poupará combustível. Use gasolina sem chumbo.
12. Sempre que possível, reduza o uso do carro. Para pequenas distâncias, vá a pé. Partilhe o carro com outras pessoas. Sempre que puder opte pelos transportes coletivos.
13. Prefira lâmpadas fluorescentes compactas para as salas cujo índice de ocupação é maior - são mais eficazes se estiverem acesas durante algumas horas. Embora mais caras, duram mais e gastam um quarto da energia consumida pelas lâmpadas incandescentes. Você vai evitar que meia tonelada de dióxido de carbono seja expelida para a atmosfera.
14. Os transportes públicos consomem 1/13 da energia necessária para transportar o mesmo número de passageiros por carro. Implemente uma política de transportes para os empregados.
15. As fotocopiadoras e as impressoras a laser utilizam cassetes de toner de plástico, que freqüentemente têm de ser substituídas. Contate uma empresa que recicle esse plástico ou que o use novamente.
16. Um estudo desenvolvido pela NASA mostra que as plantas conseguem remover 87% dos elementos tóxicos do ambiente de uma casa no espaço de 24 horas. Distribua plantas profusamente por todas as instalações. Recomenda-se, pelo menos, uma planta de 1,2 a 1,5 metros por cerca de 10 metros quadrados. Escolha espécies de plantas que se dêem bem com pouca luz natural.
17. Instale lâmpadas fluorescentes. Substituir-se uma lâmpada tradicional por uma fluorescente evita o consumo de energia equivalente a cerca de um barril de petróleo ou 317 quilogramas de carvão, que produziria 1 tonelada de dióxido de carbono (o maior gás de estufa) e 6 quilogramas de dióxido de enxofre, que contribui para a chuva ácida. As lâmpadas fluorescentes, além disso, duram em média, 13 vezes mais do que uma lâmpada incandescente. São bons motivos para escolher.
18. Desligue as luzes e os equipamentos (computadores fotocopiadoras, etc.) quando sair do escritório. Está provado que, se durante um ano desligarem-se dez computadores pessoais, à noite e durante os fins-de-semana, vai se poupar em energia o equivalente ao preço do computador. Instale sensores de presença que desliguem as luzes sempre que a sala fique vazia.
19. Antes de decidir comprar equipamentos para o escritório, saiba que as impressoras a jato de tinta usam 99% menos energia que as impressoras a laser, durante a impressão, e 87% menos quando inativas; os computadores portáteis consomem 1% da energia de um computador de escritório. Se for possível, opte por esses equipamentos.
20. Calcula-se que um em cada quatro documentos enviados por FAX são posteriormente fotocopiados porque o original tende a perder visibilidade. Desta forma gasta-se não só o papel de FAX (normalmente não reciclável porque é revestido com produtos químicos que são aquecidos para a impressão) mas também o de fotocópia. Compre um aparelho de fax que use papel normal. Funcionam como fotocopiadoras ou impressoras em papel vulgar.
21. Roupas usadas podem ser dadas a outras pessoas ou a bazares de caridade.
22. Brinquedos velhos, livros e jogos que você não quer mais podem ser aproveitados por outros; portanto, não os jogue fora.
23. Descubra se há locais apropriados para o recolhimento de papel velho. Normalmente, esses locais são organizados pelas autoridades locais ou instituições de caridade.
Reduzir, Reutilizar e Reciclar são as palavras da hora.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Muitos sabem que as árvores e outras plantas são responsáveis pelo processo de filtração do gás carbônico em oxigênio, logo, chamar a Amazônia de pulmão do planeta não é um exagero, muito menos lutar para protegê-la. No entanto, não são apenas as plantas terrestres que prestam esse serviço vital ao ecossistema. Debaixo da água do mar ou das águas doces, as algas - ou fitoplâncton - também produzem a fotossíntese, e são essenciais para a, digamos, ‘manutenção’ da nossa atmosfera.
Contudo, mesmo lidando diariamente com as consequências geradas pelo efeito estufa, aquecimento global e poluição, há quem ainda não entenda a importância da preservação do meio-ambiente como uma cadeia, um processo cíclico de vida vulnerável a qualquer alteração.
Atividades como a pesca predatória, o despejo de lixo e material químico nas águas acabarão por comprometer o equilíbrio vital do planeta, já que a superfície da Terra é 70% água (desse montante apenas 1% é potável, os outros 2% são as geleiras).
Não adianta sonhar com um desenvolvimento e progresso fazendo ambos acontecerem à custa da natureza. A construção de pontes, portos, túneis subterrâneos e arranha-céus pode ser gloriosa, mas não vamos nos esquecer que desrespeitar as leis naturais faz com que um belo dia venha um tsunami, um terremoto ou ainda um tornado e os derrube todos.
O Greenpeace Brasil elaborou um relatório muito importante sobre a preservação dos mares chamado À Deriva - Um Panorama dos Mares Brasileiros, dividido em quatro temas prioritários: Áreas Marinhas Protegidas, Estoques Pesqueiros, Clima e Política Nacional. Tal relatório deveria ser lido por todos, pois visa à conscientização de que os mares são um legado das pessoas e que devemos exigir sua preservação como um direito.
Abaixo estão detalhes dos capítulos do relatório divulgado no site do Greenpeace Brasil:
Mares desprotegidos
O mar quando quebra na praia é bonito, mas também poluído e degradado em termos de biodiversidade e recursos pesqueiros. Os oceanos, que cobrem mais de 70% da superfície do planeta e são fundamentais para o seu equilíbrio climático, estão agonizando em praia pública. E apesar de todos os sinais do iminente colapso, pouco ou nada se faz para evitar essa catástrofe
Ilusão da fartura infinita
A imensidão do mar sempre nos deu a sensação de que temos uma fonte inesgotável de comida logo ali, no litoral. Não é bem assim. Apenas 10% dos oceanos são produtivos em termos de pesca, os 90% restantes são quase desérticos. Mas ainda assim deles retiramos boa parte de nosso sustento alimentar. O problema é que tiramos e tiramos recursos do mar, sem dar tempo para ele se recompor. E de onde tudo se colhe e nada se planta, tudo pode acabar.
Amortecedor climático do planeta
Não se fala de outra coisa: o aquecimento global está aí e tem causado inúmeros problemas no planeta. Mas o que não se comenta é o papel fundamental dos oceanos nessa história toda. São eles o grande amortecedor climático do planeta e vêm acomodando a variação da temperatura desde os tempos da Revolução Industrial (século 18). Mas para tudo há um limite e este chegou também para os oceanos.
Prioridade Nacional
O Brasil tem uma Secretaria de Pesca (Seap), um Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), um Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Marinha, mas... quem cuida do mar, afinal? Ninguém sabe, nem os integrantes dos órgãos citados. O descaso brasileiro em relação ao mar é por falta de uma organização na gestão, ausência de governança e falta de prioridade. São vários setores do governo cuidando da mesma questão e deixando várias outras à deriva.
Baixe o relatório À Deriva - Um Panorama dos Mares Brasileiros
Fonte e imagem: Divulgação/ Greenpeace Brasil
Contudo, mesmo lidando diariamente com as consequências geradas pelo efeito estufa, aquecimento global e poluição, há quem ainda não entenda a importância da preservação do meio-ambiente como uma cadeia, um processo cíclico de vida vulnerável a qualquer alteração.
Atividades como a pesca predatória, o despejo de lixo e material químico nas águas acabarão por comprometer o equilíbrio vital do planeta, já que a superfície da Terra é 70% água (desse montante apenas 1% é potável, os outros 2% são as geleiras).
Não adianta sonhar com um desenvolvimento e progresso fazendo ambos acontecerem à custa da natureza. A construção de pontes, portos, túneis subterrâneos e arranha-céus pode ser gloriosa, mas não vamos nos esquecer que desrespeitar as leis naturais faz com que um belo dia venha um tsunami, um terremoto ou ainda um tornado e os derrube todos.
O Greenpeace Brasil elaborou um relatório muito importante sobre a preservação dos mares chamado À Deriva - Um Panorama dos Mares Brasileiros, dividido em quatro temas prioritários: Áreas Marinhas Protegidas, Estoques Pesqueiros, Clima e Política Nacional. Tal relatório deveria ser lido por todos, pois visa à conscientização de que os mares são um legado das pessoas e que devemos exigir sua preservação como um direito.
Abaixo estão detalhes dos capítulos do relatório divulgado no site do Greenpeace Brasil:
Mares desprotegidos
O mar quando quebra na praia é bonito, mas também poluído e degradado em termos de biodiversidade e recursos pesqueiros. Os oceanos, que cobrem mais de 70% da superfície do planeta e são fundamentais para o seu equilíbrio climático, estão agonizando em praia pública. E apesar de todos os sinais do iminente colapso, pouco ou nada se faz para evitar essa catástrofe
Ilusão da fartura infinita
A imensidão do mar sempre nos deu a sensação de que temos uma fonte inesgotável de comida logo ali, no litoral. Não é bem assim. Apenas 10% dos oceanos são produtivos em termos de pesca, os 90% restantes são quase desérticos. Mas ainda assim deles retiramos boa parte de nosso sustento alimentar. O problema é que tiramos e tiramos recursos do mar, sem dar tempo para ele se recompor. E de onde tudo se colhe e nada se planta, tudo pode acabar.
Amortecedor climático do planeta
Não se fala de outra coisa: o aquecimento global está aí e tem causado inúmeros problemas no planeta. Mas o que não se comenta é o papel fundamental dos oceanos nessa história toda. São eles o grande amortecedor climático do planeta e vêm acomodando a variação da temperatura desde os tempos da Revolução Industrial (século 18). Mas para tudo há um limite e este chegou também para os oceanos.
Prioridade Nacional
O Brasil tem uma Secretaria de Pesca (Seap), um Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), um Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Marinha, mas... quem cuida do mar, afinal? Ninguém sabe, nem os integrantes dos órgãos citados. O descaso brasileiro em relação ao mar é por falta de uma organização na gestão, ausência de governança e falta de prioridade. São vários setores do governo cuidando da mesma questão e deixando várias outras à deriva.
Baixe o relatório À Deriva - Um Panorama dos Mares Brasileiros
Fonte e imagem: Divulgação/ Greenpeace Brasil
Quadrilha atraía estrangeiros para caça ilegal no Pantanal
É doloroso saber que o Pantanal está se tornando local clandestino de caça criminosa a animais de grande porte, entre eles a onça pintada. A Polícia Federal prendeu oito suspeitos durante a operação Jaguar nessa semana. Argentinos, norte-americanos e outros estrangeiros estavam frequentando a região para abater os animais, como é realizado em parques de caça em países como o Canadá, Estados Unidos, entre outros. Contudo, o mais chocante está em saber que essa agressão à fauna brasileira estava sendo comandada por três brasileiros, entre eles um policial militar do Mato Grosso, e acobertada por um integrante do Ibama.
Dentre as onças mortas, várias eram animais monitorados pelo Ibama, na intenção de salvar a espécie da extinção. De acordo com a PF, os “turistas” chegavam a pagar até 15 mil dólares para participar durante as caças. As carcaças dos animais eram, depois, levadas para serem empalhadas.
Trata-se de prática criminosa cuja gravidade deve ser multiplicada, enquanto diversas Ong’s e o Ibama se esforçam para proteger os animais ameaçados, há ainda quem consiga abater um animal e chamar tal prática de “esporte”.
É importante ressaltar que a Polícia Federal obteve êxito graças às denúncias de habitantes da região. Quem presencia tal crueldade tem a obrigação de denunciar. Enquanto o brasileiro não respeitar e valorizar seu próprio país, não haverá segurança para ninguém, do animal silvestre à totalidade da nação.
Fonte: Folha Online
Dentre as onças mortas, várias eram animais monitorados pelo Ibama, na intenção de salvar a espécie da extinção. De acordo com a PF, os “turistas” chegavam a pagar até 15 mil dólares para participar durante as caças. As carcaças dos animais eram, depois, levadas para serem empalhadas.
Trata-se de prática criminosa cuja gravidade deve ser multiplicada, enquanto diversas Ong’s e o Ibama se esforçam para proteger os animais ameaçados, há ainda quem consiga abater um animal e chamar tal prática de “esporte”.
É importante ressaltar que a Polícia Federal obteve êxito graças às denúncias de habitantes da região. Quem presencia tal crueldade tem a obrigação de denunciar. Enquanto o brasileiro não respeitar e valorizar seu próprio país, não haverá segurança para ninguém, do animal silvestre à totalidade da nação.
Fonte: Folha Online
Crueldade sem limites
A crueldade com os animais infelizmente parece não ter limite. Na semana passada, durante a checagem de raio-X no aeroporto de Bancoc, na Tailândia, a polícia descobriu um filhote de tigre amordaçado dentro da mala de uma mulher. O filhote estava praticamente sufocado entre a bagagem no interior da mala fechada. Junto ao animal, estavam bichos de pelúcia, numa inábil tentativa de enganar a segurança.
A criminosa ignorava que no raio-X bichos de pelúcia não exibem ossos...
De acordo com as fotografias divulgadas pela Folha Online, o filhote sobreviveu.
É hora de punir mais efetivamente quem comete tal crueldade contra os animais. E também aqueles que incentivam o tráfico deles. Quem não tem respeito pela vida de seres inocentes certamente não pode ser considerado menos que um criminoso cruel.
Denuncie:
IBAMA – Linha Verde: 0800-61-8080
Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais - http://www.renctas.org.br/pt/informese/denuncie.asp
A criminosa ignorava que no raio-X bichos de pelúcia não exibem ossos...
De acordo com as fotografias divulgadas pela Folha Online, o filhote sobreviveu.
É hora de punir mais efetivamente quem comete tal crueldade contra os animais. E também aqueles que incentivam o tráfico deles. Quem não tem respeito pela vida de seres inocentes certamente não pode ser considerado menos que um criminoso cruel.
Denuncie:
IBAMA – Linha Verde: 0800-61-8080
Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais - http://www.renctas.org.br/pt/informese/denuncie.asp
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
DIREITO AMBIENTAL
Democracia doente
Não podemos deixar que transformem em propriedade o que é legado da humanidade, A clara manipulação que está ocorrendo no Congresso Nacional para que o relatório da reforma do Código Florestal do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) seja a provado é maiexemplo de conduta vergonhosa em nosso Legislativo. Uma proposta que mal pretende disfarçar os interesses daminoria agricultora no país, passando por cima da mínima noção de responsabilidade ambiental.
O relatório já foi aprovado no Congresso por 13 votos a cinco e vai aguardar aprovação no plenário após as eleições. É interessante observar como essas propostas aparecem em período de transição de mandatos, quando as atenções estão mais esparsas.
Mais uma vez, os membros do Legislativo, cujo papel é representar a vontade do povo brasileiro, estão agindo em favor de seus próprios interesses ou protegidos, arrastando nossa democracia de volta aos tempos do coronelismo. A remoção do deputado ambientalista Ricardo Trípoli (PSDB) da comissão especial dois dias antes da votação é um visível exemplo disso.
Um tema de importância vital – e que o termo ‘vital’ seja entendido no sentido literal – não pode ser conduzido da forma como está acontecendo. Parece ser necessário explicar mais uma vez a esses políticos que o meio-ambiente não é propriedade, é legado. E de todos.
Tal assertiva sugere que seria muito mais justo que uma reforma no Código Florestal fosse posta a referendo (art. 14, CF), para que o povo – real legitimador do governo – se expressasse sobre o assunto. Obviamente que não é do interesse daqueles que não representam a vontade popular que isso ocorra. Principalmente se a opinião dos que perderam tudo com as enchentes do ano passado e do atual forem ouvidos. Ou aqueles que sofreram com as doenças potencializadas pelas altas temperaturas e chuvas constantes, ou pela seca cada vez pior.
Num momento em que o mundo todo discute formas de assumir medidas que impeçam o desmatamento, o Brasil, tão alardeado nas conferências mundiais, vai permitir que tantos passos sejam dados para trás.
A saída é, além de tomar muito cuidado na hora de votar neste ano, exigir que um assunto tão importante como as leis florestais seja discutido por meio de um mecanismo de representação popular direta, já que o Congresso está do lado da moto-serra.
TRAGÉDIA AMBIENTAL
Uma mancha na indústria petrolífera
Mais de quarenta dias depois do naufrágio da plataforma Deepwater Horizon, da British Petroleum, ter ocorrido no Golfo do México, e depois de uma tentativa frustrada de conter o vazamento de petróleo, uma nova solução ainda está por vir. O que muitas pessoas devem estar se perguntado durante todo esse ‘longo’ e penoso tempo, no qual, 1,9 milhões de litros diários de óleo se espalham no mar é “por que a demora em deter o vazamento”?
Todos nós estamos cientes dos desafios que envolvem vedar o fluxo de óleo e gás de um poço a 1.600m de profundidade, porém, nos sentimos totalmente inseguros em constatar que não existe um plano B no caso de uma plataforma afundar. Afinal, se existisse de fato um plano, ele teria sido colocado em ação imediatamente, após o ‘acidente’. Os dispersantes utilizados no mar, para conter o óleo, não são 100% eficientes e seguros. Imagens aéreas mostram manchas fragmentadas de óleo que continuam poluindo o mar. Após o fracasso da operação para selar o poço defeituoso do dia 26 de maio chamada ‘top kill’, engenheiros da British Petroleum buscam uma outra ‘alternativa’ para reter o vazamento. E, os novos procedimentos não são garantidos, segundo informa a própria empresa.
Consequências - A tragédia deixa um saldo de 11 mortes, 17 feridos, além da mancha negra que se estende por mais de nove mil quilômetros quadrados da costa litorânea americana e compromete o frágil ecossistema marinho da região. Como, por exemplo, as delicadas restingas no delta do Mississipi. As consequências do maior desastre ambiental dos EUA ainda não podem ser avaliadas, mas o vazamento de óleo já superou o acidente provocado pelo petroleiro Exxon Valdez no Alasca, em 1989. Além de colocar em risco a fauna e a flora dos estados do Mississipi, Louisiana, Flórida e Alabama, Cuba e México também estão ameaçados pela mancha de óleo que continua vagando, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
Prevenção – O desastre no Golfo do México deixou evidente a falta de estrutura diante de um problema tão caótico que é o derramamento de petróleo: a falta de um item de segurança, que pouparia vidas humanas e marinhas. Segundo informa a revista IPS - Petróleo & Energia, a poderosa indústria petroleira dos EUA e seus contratados dispensaram o uso obrigatório do ‘switch acústico’ – um dispositivo por controle remoto que detém a extração de petróleo em caso de algum contratempo. No Brasil e na Noruega o dispositivo é usado e custa cerca de U$ 500 mil. Preocupante saber que uma compania o ignorou, especialmente porque, só na área norte-americana operam cerca de 3.900 plataformas submarinas.
A extração de petróleo em águas cada vez mais profundas coloca em risco operações complexas e arriscadas tanto para o homem como para o meio ambiente. A riqueza de um planeta não se mede apenas pelo valor econômico, mas de reservas ambientas que estão cada vez mais escassas. A natureza vive sem o homem, mas o homem dificilmente viverá sem a natureza.
Fontes:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/06/eua-abrem-investigacao-criminal-sobre-vazamento-no-golfo-do-mexico.html
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100531/not_imp559239,0.php
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2010/05/31/vazamento-de-oleo-nos-eua-pode-durar-ate-agosto-dizem-tecnicos.jhtm
Marketing Ecológico - O que é negócio também pode se tornar exemplo
.
Várias empresas estão adotando o ‘marketing ecológico’ para divulgarem seus produtos ao consumidor. As campanhas publicitárias vão além de vincular o conceito de sustentabilidade à marca, elas ‘incentivam’ o consumidor a participar ou se comprometer a uma causa ambiental
A Danone, por exemplo, com o slogan “Danoninho pra Plantar” oferece um sachê com sementes, anexo à bandeja de iogurte, para plantar no próprio potinho após o consumo do produto. A criança também pode ‘cultivar’ uma árvore virtual na “Floresta do Dino” ao acessar o site da marca. Para cada árvore virtual cultivada, o consumidor contribui para o reflorestamento de um metro quadrado de floresta por meio da parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas. A Avon começou um projeto parecido chamado “Viva o amanhã mais verde” – cada $ 2,00 doados representam a vida de uma nova árvore. A empresa de cosméticos doou, inicialmente, um milhão de dólares para plantar um milhão de árvores na Mata Atlântica. A campanha é feita junto com a UNEP – Programa Nações Unidas para o Meio Ambiente. O Sport Club Corinthians e o Banco Cruzeiro do Sul adotaram o slogan: “Jogando pelo meio ambiente”, que promete plantar 100 espécies de plantas nativas por gol feito. As mudas serão cedidas ao governo estadual paulista, que irá disponibilizar a área para o plantio.
Em 2007, a Ypê saiu na frente com o marketing: “Ypê plantando árvores para você”, com a ONG SOS Mata Atlântica, no qual plantou 200 mil árvores em Campinas, SP. Além de impulsionar as vendas do ‘detergente’, que contém tensoativo biodegradável, a marca foi vencedora do prêmio Folha Top of Mind, na categoria Top Meio Ambiente, de 2009.
Investir na preservação da natureza é um ótimo negócio, pois só traz benefícios – ninguém perde, todos ganham, além de agregar valor positivo à marca. Nenhuma corporação quer ter seu nome relacionado a um produto que desrespeita o meio ambiente e não valoriza o consumidor. Esta é uma das razões pela qual se combate tanto o comércio pirata, que passa longe de qualquer controle de qualidade. Os preços baixos não compensam os prejuízos materiais e ambientais que causam. Por isso, apesar da iniciativa de ‘plantar’ ser boa, ela não é suficiente para compensar as emissões de CO2 na atmosfera, se as empresas não controlam ou evitam que outros poluentes cheguem ao ar. De acordo com o Instituto Ecoar, em média cada árvore absorve 180 kg de CO2 em 30 anos.
Logística Reversa – Algumas empresas fazem ações mais efetivas para amenizar futuros danos na natureza como, por exemplo, evitar o descarte do lixo eletrônico em lugares inadequados. A indústria eletrônica e entidades das mais variadas áreas engajadas nesse mesmo objetivo disponibilizam postos de coleta. A empresa HP brasileira recebe baterias e impressoras descartadas pelos clientes, nas lojas de serviços autorizados. Após a coleta, o material é encaminhado para dois centros próprios da HP para reciclagem nos EUA. A fabricante de celulares americana Motorola, assim como a Apple e Sony, recolhe os próprios equipamentos usados para serem reaproveitados na linha de produção. O banco Santander oferece aos clientes que possuem o cartão Van Gogh o serviço “Descarte Certo” de coleta e transporte do lixo eletrônico. O caminho inverso do consumidor de volta à empresa é conhecido como ‘logística reversa’, ou seja, a reciclagem de equipamentos usados. A Natura e o Boticário investem na reciclagem de suas embalagens, que podem ser devolvidas por meio de consultores ou nas lojas, respectivamente.
A Natura, por exemplo, vai mais além, ela mantém um controle rigoroso de cada etapa da cadeia de produção. A empresa dispõe, em seu site, relatórios anuais detalhados do desempenho ambiental. A linha de sabonetes Ekos é feita por 263 famílias de diferentes comunidades na Amazônia, utilizando sistemas que conservam cerca de 100 km de floresta, e mantêm três mil árvores nativas em pé. Em 2009, a Natura foi eleita a ‘empresa mais admirada do Brasil’, no item responsabilidade social, da revista Carta Capital.
Quando o marketing ecológico se torna um compromisso com a sociedade e com o planeta, sem alvejar apenas o lucro, ele supera as expectativas e firma parceria com o consumidor, que é seu maior beneficiário. Porque cuidar do planeta é responsabilidade de todos.
Para consultar empresas e produtos amigos da natureza:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI8493-15224,00.html
.
Várias empresas estão adotando o ‘marketing ecológico’ para divulgarem seus produtos ao consumidor. As campanhas publicitárias vão além de vincular o conceito de sustentabilidade à marca, elas ‘incentivam’ o consumidor a participar ou se comprometer a uma causa ambiental
A Danone, por exemplo, com o slogan “Danoninho pra Plantar” oferece um sachê com sementes, anexo à bandeja de iogurte, para plantar no próprio potinho após o consumo do produto. A criança também pode ‘cultivar’ uma árvore virtual na “Floresta do Dino” ao acessar o site da marca. Para cada árvore virtual cultivada, o consumidor contribui para o reflorestamento de um metro quadrado de floresta por meio da parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas. A Avon começou um projeto parecido chamado “Viva o amanhã mais verde” – cada $ 2,00 doados representam a vida de uma nova árvore. A empresa de cosméticos doou, inicialmente, um milhão de dólares para plantar um milhão de árvores na Mata Atlântica. A campanha é feita junto com a UNEP – Programa Nações Unidas para o Meio Ambiente. O Sport Club Corinthians e o Banco Cruzeiro do Sul adotaram o slogan: “Jogando pelo meio ambiente”, que promete plantar 100 espécies de plantas nativas por gol feito. As mudas serão cedidas ao governo estadual paulista, que irá disponibilizar a área para o plantio.
Em 2007, a Ypê saiu na frente com o marketing: “Ypê plantando árvores para você”, com a ONG SOS Mata Atlântica, no qual plantou 200 mil árvores em Campinas, SP. Além de impulsionar as vendas do ‘detergente’, que contém tensoativo biodegradável, a marca foi vencedora do prêmio Folha Top of Mind, na categoria Top Meio Ambiente, de 2009.
Investir na preservação da natureza é um ótimo negócio, pois só traz benefícios – ninguém perde, todos ganham, além de agregar valor positivo à marca. Nenhuma corporação quer ter seu nome relacionado a um produto que desrespeita o meio ambiente e não valoriza o consumidor. Esta é uma das razões pela qual se combate tanto o comércio pirata, que passa longe de qualquer controle de qualidade. Os preços baixos não compensam os prejuízos materiais e ambientais que causam. Por isso, apesar da iniciativa de ‘plantar’ ser boa, ela não é suficiente para compensar as emissões de CO2 na atmosfera, se as empresas não controlam ou evitam que outros poluentes cheguem ao ar. De acordo com o Instituto Ecoar, em média cada árvore absorve 180 kg de CO2 em 30 anos.
Logística Reversa – Algumas empresas fazem ações mais efetivas para amenizar futuros danos na natureza como, por exemplo, evitar o descarte do lixo eletrônico em lugares inadequados. A indústria eletrônica e entidades das mais variadas áreas engajadas nesse mesmo objetivo disponibilizam postos de coleta. A empresa HP brasileira recebe baterias e impressoras descartadas pelos clientes, nas lojas de serviços autorizados. Após a coleta, o material é encaminhado para dois centros próprios da HP para reciclagem nos EUA. A fabricante de celulares americana Motorola, assim como a Apple e Sony, recolhe os próprios equipamentos usados para serem reaproveitados na linha de produção. O banco Santander oferece aos clientes que possuem o cartão Van Gogh o serviço “Descarte Certo” de coleta e transporte do lixo eletrônico. O caminho inverso do consumidor de volta à empresa é conhecido como ‘logística reversa’, ou seja, a reciclagem de equipamentos usados. A Natura e o Boticário investem na reciclagem de suas embalagens, que podem ser devolvidas por meio de consultores ou nas lojas, respectivamente.
A Natura, por exemplo, vai mais além, ela mantém um controle rigoroso de cada etapa da cadeia de produção. A empresa dispõe, em seu site, relatórios anuais detalhados do desempenho ambiental. A linha de sabonetes Ekos é feita por 263 famílias de diferentes comunidades na Amazônia, utilizando sistemas que conservam cerca de 100 km de floresta, e mantêm três mil árvores nativas em pé. Em 2009, a Natura foi eleita a ‘empresa mais admirada do Brasil’, no item responsabilidade social, da revista Carta Capital.
Quando o marketing ecológico se torna um compromisso com a sociedade e com o planeta, sem alvejar apenas o lucro, ele supera as expectativas e firma parceria com o consumidor, que é seu maior beneficiário. Porque cuidar do planeta é responsabilidade de todos.
Para consultar empresas e produtos amigos da natureza:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI8493-15224,00.html
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