A candidata do PT à Presidência, Dilma Roussef, disse hoje discordar das afirmações feitas no passado pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que classificou o PMDB como um 'ajuntamento de assaltantes'. Pouco antes de participar de um comício em Goiânia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma tentou amenizar o mal-estar entre o PMDB e Ciro. 'Às vezes a pessoa exagera um pouco na fala. Não vamos criar um caso pelo que passou, até porque estamos em um outro momento', afirmou a candidata do PT.
Atualmente um dos coordenadores da campanha de Dilma, Ciro chegou a dizer que o candidato a vice-presidente na chapa petista, Michel Temer (PMDB-SP), era o chefe de uma 'turma de pouco escrúpulo'. Dilma defendeu Temer e afirmou que Ciro estava 'magoado' quando fez as declarações porque teve de abdicar de sua candidatura à Presidência. 'Tenho um vice que é motivo de orgulho. Se eu for eleita e se tiver que me afastar do governo, fico tranquila.'
Dilma negou que esteve escondendo Temer dos comícios e da propaganda eleitoral de TV e disse não ter problemas com o PMDB. 'Espero que o Temer apareça nas próximas propagandas', afirmou a petista, ao lado do ex-prefeito da capital goiana, Iris Rezende, hoje candidato do PMDB ao governo do Estado.
Depois do embate com os religiosos por causa da polêmica do aborto, Dilma tem insistido em pronunciar o nome de Deus toda vez que se refere à sua expectativa de vencer a eleição. Hoje não foi diferente. 'Se graças a Deus eu for eleita no dia 31, um dos meus compromissos será a criação de emprego', prometeu a candidata do PT.
Tropa de Elite
Questionada sobre processo aberto contra ela durante o regime militar, Dilma disse que os arquivos estão disponíveis na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 'Estão criando celeuma onde não existe. Não tenho qualquer problema com essa questão', disse.
Dilma também foi indagada sobre a nota do diretor do filme 'Tropa de Elite 2', José Padilha, negando hoje ter assinado manifesto de apoio de intelectuais em apoio à candidatura da petista. Ela disse não ter pedido a adesão de ninguém. 'Se ele não quer assinar, perfeitamente. Ele tem todo o direito de não assinar.'
terça-feira, 19 de outubro de 2010
PT pede investigação de blog que ataca Igreja
O Diretório Estadual do PT fez hoje representações à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público - além de registrar boletim de ocorrência na polícia - para que seja investigado o blog 'Onda Vermelha - PT +20 Anos no Poder', o qual faz ataques à Igreja Católica em nome do partido. Em uma nota divulgada hoje, o presidente do PT paulista, deputado estadual eleito Edinho Silva, afirma que o blog é falso, não representa a posição do partido e informa que a assessoria jurídica da campanha de Dilma Rousseff (PT) foi acionada para tomar medidas judiciais.
Com o título 'A igreja é contra o PT, vamos combatê-la!', a mensagem foi postada ontem no endereço eletrônico http://pt20anos.wordpress.com , e disseminada por meio de e-mails hoje. O blog, que não tem informações sobre o seu autor, defende a intervenção do estado na Igreja Católica e cita uma suposta perda de poder do arcebispo emérito de São Paulo D. Paulo Evaristo Arns sobre outros bispos. 'Está claro que D. Paulo já não tem mais a capacidade de liderar sua Igreja, e uma intervenção se mostra cada vez mais necessária', informa.
O blog aponta que 'a direita reacionária usa aquela mesma parcela da Igreja Católica que apoiou o golpe de 64 para espalhar boatos sobre as posições do nosso partido e de nossa candidata', numa referência às críticas feitas por alguns católicos a Dilma, por meio de panfletos. 'Não iremos nos calar diante de calúnias ditas por padres suspeitos de servir a interesses escusos de nossos adversários', completa o texto.
O texto vai além e defende que a 'Igreja é que deve se submeter ao Estado, e não o contrário' e cobra postura pelo 'estado laico', ou seja, sem pregar religião. No entanto, o blog conclama uma posição semelhante a adotada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. 'Este caminho já foi traçado pelo companheiro Hugo Chávez na Venezuela: depois de sofrer uma campanha sórdida como a que estamos sofrendo agora, decretou a laicidade do Estado, e agora é o governo venezuelano que controla sua própria Igreja', completou.
O texto pede ainda que o comando do partido 'dito moderado' seja pressionado para que defenda 'os valores que historicamente são bandeiras do PT' e defende a liberdade religiosa, 'desde que a fé não seja usada como instrumento de dominação da vontade do povo por parte do Vaticano, como vemos acontecer desde as Cruzadas'. Por fim, o texto pede que 'lideranças progressistas, como Leonardo Boff, ganhem espaço na hierarquia católica' e indaga: 'Do que a Igreja Católica tem tanto medo? Será da nossa proposta de incluir padres na CPI da Pedofilia?'.
Com o título 'A igreja é contra o PT, vamos combatê-la!', a mensagem foi postada ontem no endereço eletrônico http://pt20anos.wordpress.com , e disseminada por meio de e-mails hoje. O blog, que não tem informações sobre o seu autor, defende a intervenção do estado na Igreja Católica e cita uma suposta perda de poder do arcebispo emérito de São Paulo D. Paulo Evaristo Arns sobre outros bispos. 'Está claro que D. Paulo já não tem mais a capacidade de liderar sua Igreja, e uma intervenção se mostra cada vez mais necessária', informa.
O blog aponta que 'a direita reacionária usa aquela mesma parcela da Igreja Católica que apoiou o golpe de 64 para espalhar boatos sobre as posições do nosso partido e de nossa candidata', numa referência às críticas feitas por alguns católicos a Dilma, por meio de panfletos. 'Não iremos nos calar diante de calúnias ditas por padres suspeitos de servir a interesses escusos de nossos adversários', completa o texto.
O texto vai além e defende que a 'Igreja é que deve se submeter ao Estado, e não o contrário' e cobra postura pelo 'estado laico', ou seja, sem pregar religião. No entanto, o blog conclama uma posição semelhante a adotada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. 'Este caminho já foi traçado pelo companheiro Hugo Chávez na Venezuela: depois de sofrer uma campanha sórdida como a que estamos sofrendo agora, decretou a laicidade do Estado, e agora é o governo venezuelano que controla sua própria Igreja', completou.
O texto pede ainda que o comando do partido 'dito moderado' seja pressionado para que defenda 'os valores que historicamente são bandeiras do PT' e defende a liberdade religiosa, 'desde que a fé não seja usada como instrumento de dominação da vontade do povo por parte do Vaticano, como vemos acontecer desde as Cruzadas'. Por fim, o texto pede que 'lideranças progressistas, como Leonardo Boff, ganhem espaço na hierarquia católica' e indaga: 'Do que a Igreja Católica tem tanto medo? Será da nossa proposta de incluir padres na CPI da Pedofilia?'.
No JN, Serra nega desvio de dinheiro em campanha
O candidato do PSDB à sucessão presidencial, José Serra, negou hoje (19) que tenha havido desvio de dinheiro em sua campanha e acusou o PT de trazer o assunto com o intuito de 'nivelar todo mundo'. Em entrevista ao 'Jornal Nacional', da Rede Globo, o tucano afirmou que saberia e, que teria sido vítima, caso o engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, tivesse desviado R$ 4 milhões arrecadados para a campanha do PSDB.
'O fato é que não houve o essencial, que é o desvio de dinheiro da minha campanha, porque eu saberia', afirmou o tucano. 'Em todo o caso, nós seríamos a vítima.' As denúncias de que o engenheiro teria desviado dinheiro para um suposto caixa 2 da campanha tucana foi publicada em reportagem da revista 'IstoÉ'. O ex-diretor da Dersa é investigado pela Polícia Federal (PF) na operação Castelo de Areia.
'O assunto volta, posto inclusive pelo PT, porque o que eles gostam de fazer é vir com ataques para nivelar todo mundo, como os escândalos da Casa Civil', criticou o tucano, em referência às denúncias de tráfico de influência que envolvem a ex-ministra Erenice Guerra. 'Eu não tenho nenhum chefe da Casa Civil que aprontou tudo o que a Erenice aprontou', provocou o candidato.
Serra negou ainda que tivesse conhecimento de que Tatiana Arana Souza Cremonini, contratada como assistente técnica no governo de São Paulo, era filha do ex-diretor da Dersa. 'Essa menina foi contratada, eu nem conhecia, para trabalhar no cerimonial', alegou Serra. 'Eu só vim a saber que ela era a filha de um diretor de empresa muito depois.'
O candidato do PSDB negou ainda que sua campanha tenha explorado o tema do aborto na disputa eleitoral. O candidato argumentou que o assunto surgiu não pela questão em si, mas pelo fato de a candidata do PT, Dilma Rousseff, ter mudado sua posição sobre o tema. 'Eu sempre manifestei que sou contra a mudança da legislação sobre o aborto, eu nunca explorei a posição dela. Só que ela disse uma coisa e depois disse outra', afirmou.
Perguntado sobre o motivo de ter exaltado, nos últimos dias, a sua religiosidade, o candidato refutou que tenha adotado um discurso artificial. Serra alegou que sempre visitou igrejas durante a campanha e reafirmou ser católico. 'Eu sou uma pessoa religiosa, não tem nada de forçado nesse sentido.' De acordo com Serra, foi sua adversária, Dilma, que passou a visitar igrejas.
Perguntado, o candidato do PSDB explicou que pretende cortar cargos de confiança do governo federal, diminuir o investimento em subsídios que não sejam prioritários e reduzir o desvio de dinheiro público para viabilizar o aumento do salário mínimo para R$ 600, uma de suas principais promessas de campanha.
No Rio, Serra afirma que Vox Populi não tem credibilidade
José Serra, durante campanha no Rio, afirmou que Vox Populi maquia resultados
O candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, afirmou, na tarde desta terça-feira (19), que não acredita na pesquisa divulgada pelo instituto Vox Populi nesta manhã. Segundo o tucano, que deu uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro ao lado de Fernando Gabeira (PV), o instituto não é de confiança e maquiou os resultados durante todo o primeiro turno. "Não levo em consideração pela comprovada falta de credibilidade do instituto que maquiou os resultados do primeiro turno inteiro", afirmou.
De acordo com a pesquisa, a candidata petista, Dilma Rousseff, aparece na liderança da corrida presidencial com 51% das intenções de voto contra 39% de Serra. No novo levantamento, os votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 4% não souberam ou não opinaram. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual.
Durante a entrevista, Serra frisou aos jornalistas que queria falar no encontro desta tarde sobre propostas para o Estado do Rio de Janeiro, em detrimento dos assuntos de campanha. Do prédio comercial no qual deu a coletiva, o candidato à presidência foi aos estúdios da Rede Globo, onde concederá uma entrevista para o Jornal Nacional.
O candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, afirmou, na tarde desta terça-feira (19), que não acredita na pesquisa divulgada pelo instituto Vox Populi nesta manhã. Segundo o tucano, que deu uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro ao lado de Fernando Gabeira (PV), o instituto não é de confiança e maquiou os resultados durante todo o primeiro turno. "Não levo em consideração pela comprovada falta de credibilidade do instituto que maquiou os resultados do primeiro turno inteiro", afirmou.
De acordo com a pesquisa, a candidata petista, Dilma Rousseff, aparece na liderança da corrida presidencial com 51% das intenções de voto contra 39% de Serra. No novo levantamento, os votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 4% não souberam ou não opinaram. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual.
Durante a entrevista, Serra frisou aos jornalistas que queria falar no encontro desta tarde sobre propostas para o Estado do Rio de Janeiro, em detrimento dos assuntos de campanha. Do prédio comercial no qual deu a coletiva, o candidato à presidência foi aos estúdios da Rede Globo, onde concederá uma entrevista para o Jornal Nacional.
Guerra chama pesquisa do Vox Populi de 'sem-vergonha'
No dia em que uma nova rodada da Pesquisa Vox Populi apontou 12 pontos de vantagem da petista Dilma Rousseff sobre o candidato tucano José Serra, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, acusou a instituição de trabalhar para o governo e para o PT. Em entrevista à imprensa nesta manhã em São Paulo, o dirigente chamou o levantamento divulgado hoje 'de pesquisa sem-vergonha' e afirmou que o instituto promove uma 'poderosa' ação combinada para interferir na intenção de voto.
De acordo com Guerra, o erro do instituto de pesquisa no primeiro turno (que indicava a vitória de Dilma Rousseff em 3 de outubro) prova que houve uma manipulação dos dados. 'Não dá para acreditar que foi um erro. Foi uma safadeza, uma falta de respeito pelas instituições brasileiras', acusou.
Segundo o dirigente, institutos de pesquisa, como Vox Populi, fizeram um trabalho sistemático contra as campanhas dos aliados do PSDB no primeiro turno e repetem a estratégia do que ele chamou 'de nova conspiração.' Para ele, os 'institutos de pesquisa se tornaram campanhas eleitorais.' A preocupação do partido, enfatizou Guerra, é que a repercussão das pesquisas na imprensa interfira na escolha dos eleitores e afete o ânimo dos militantes. 'É uma ação irresponsável e leviana de uma instituição que não tem neutralidade', afirmou.
Guerra afirmou que o partido não pretende entrar com uma ação judicial para impedir a divulgação de novas pesquisas do instituto Vox Populi, embora tenha alegado que a repercussão desse tipo de pesquisa deixa a democracia brasileira comprometida. 'Não dá para aceitar calado que uma instituição como essa, que trabalha para o governo, que faz a campanha do governo, do PT, atue impunemente', disse. No final, o tucano mandou um recado para o presidente do instituto: 'Marcos Coimbra não vai eleger o presidente da República, ele não é o povo', afirmou.
De acordo com Guerra, o erro do instituto de pesquisa no primeiro turno (que indicava a vitória de Dilma Rousseff em 3 de outubro) prova que houve uma manipulação dos dados. 'Não dá para acreditar que foi um erro. Foi uma safadeza, uma falta de respeito pelas instituições brasileiras', acusou.
Segundo o dirigente, institutos de pesquisa, como Vox Populi, fizeram um trabalho sistemático contra as campanhas dos aliados do PSDB no primeiro turno e repetem a estratégia do que ele chamou 'de nova conspiração.' Para ele, os 'institutos de pesquisa se tornaram campanhas eleitorais.' A preocupação do partido, enfatizou Guerra, é que a repercussão das pesquisas na imprensa interfira na escolha dos eleitores e afete o ânimo dos militantes. 'É uma ação irresponsável e leviana de uma instituição que não tem neutralidade', afirmou.
Guerra afirmou que o partido não pretende entrar com uma ação judicial para impedir a divulgação de novas pesquisas do instituto Vox Populi, embora tenha alegado que a repercussão desse tipo de pesquisa deixa a democracia brasileira comprometida. 'Não dá para aceitar calado que uma instituição como essa, que trabalha para o governo, que faz a campanha do governo, do PT, atue impunemente', disse. No final, o tucano mandou um recado para o presidente do instituto: 'Marcos Coimbra não vai eleger o presidente da República, ele não é o povo', afirmou.
Dilma tem 12 pontos de vantagem sobre Serra, aponta Vox Populi
SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 51 por cento das intenções de voto, contra 39 por cento de seu adversário, José Serra (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira pelo portal IG.
De acordo com o Vox Populi, 4 por cento dos entrevistados se declararam indecisos.
Na pesquisa anterior do instituto, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, Dilma tinha 48 por cento, contra 40 por cento de Serra. Os indecisos somavam 6 por cento.
Se considerados somente os votos válidos --que excluem os brancos, nulos e indecisos-- Dilma tem 57 por cento, contra 43 por cento de Serra. Na sondagem anterior, a petista aparecia com 54 por cento dos válidos, ante 46 por cento do tucano.
O levantamento do Vox Populi analisou ainda o voto religioso. Conforme o instituto, Serra tem 44 por cento das intenções de voto entre o eleitorado evangélico, ante 42 por cento de Dilma. Entre os entrevistados que se declararam ateus, Dilma tem 49 por cento, ante 36 por cento de Serra.
Dilma também aparece à frente de Serra entre os eleitores que se disseram católicos praticantes (54 contra 37 por cento) e não praticantes (55 contra 37 por cento).
O voto religioso foi apontado como um dos fatores que impediram a vitória de Dilma já no primeiro turno da eleição presidencial em 3 de outubro.
O motivo seria uma rejeição dessa classe do eleitorado à suposta posição de Dilma favorável à descriminalização do aborto. Pressionada por setores religiosos, Dilma assinou uma carta na semana passada se comprometendo a não alterar a legislação existente sobre o aborto.
Segundo o Vox Populi, 89 por cento dos entrevistados declararam estarem decididos sobre em quem votarão no dia 31 de outubro, enquanto 9 por cento afirmaram que ainda podem trocar de candidato. A consolidação é maior entre os eleitores de Dilma, 93 por cento, enquanto entre os de Serra 89 por cento estão decididos.
A pesquisa, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, tem margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. O instituto ouviu 3 mil pessoas para o levantamento.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Presidente do PV no Paraná declara apoio a Dilma
Direto de Curitiba
O presidente do PV no Paraná, Antonio Jorge Melo Viana, declarou voto para Dilma Rousseff, presidenciável do PT, apesar da decisão de neutralidade no segundo turno que foi tirada na convenção nacional do PV no último domingo (17). Aliado do PT e do PMDB, partidos que formam a base da coligação de Dilma no Estado, Viana disse que baseou sua decisão na coerência.
"Temos uma história de luta de 24 anos e sempre em uma posição de esquerda. O PV do Paraná nunca se aliou ao PFL ou ao PSDB. Entre o projeto do governo atual e o projeto neoliberal anterior, ficamos com o atual. Se alguém me apontar um brasileiro que esteja vivendo em piores condições do que há 8 anos, talvez eu mude de opinião", justifica Melo Viana, que foi secretário do governo de Roberto Requião (PMDB) no Paraná.
Enquanto o presidente do PV no Paraná anunciou o voto em Dilma, Paulo Salamuni, ex-candidato do partido ao governo do Estado se declarou neutro no processo. Salamuni, que obteve 1,4% dos votos na eleição estadual, disse que coerente é não apoiar nenhum dos candidatos.
"Minha posição acompanha a da Marina (Silva). Fizemos uma belíssima votação e o partido já fala em um projeto para 2014. Então, não teria sentido abraçar essa ou aquela candidatura. Seria como negar oficialmente que havia uma alternativa, uma terceira via, uma outra proposta", defendeu.
O presidente do PV no Paraná, Antonio Jorge Melo Viana, declarou voto para Dilma Rousseff, presidenciável do PT, apesar da decisão de neutralidade no segundo turno que foi tirada na convenção nacional do PV no último domingo (17). Aliado do PT e do PMDB, partidos que formam a base da coligação de Dilma no Estado, Viana disse que baseou sua decisão na coerência.
"Temos uma história de luta de 24 anos e sempre em uma posição de esquerda. O PV do Paraná nunca se aliou ao PFL ou ao PSDB. Entre o projeto do governo atual e o projeto neoliberal anterior, ficamos com o atual. Se alguém me apontar um brasileiro que esteja vivendo em piores condições do que há 8 anos, talvez eu mude de opinião", justifica Melo Viana, que foi secretário do governo de Roberto Requião (PMDB) no Paraná.
Enquanto o presidente do PV no Paraná anunciou o voto em Dilma, Paulo Salamuni, ex-candidato do partido ao governo do Estado se declarou neutro no processo. Salamuni, que obteve 1,4% dos votos na eleição estadual, disse que coerente é não apoiar nenhum dos candidatos.
"Minha posição acompanha a da Marina (Silva). Fizemos uma belíssima votação e o partido já fala em um projeto para 2014. Então, não teria sentido abraçar essa ou aquela candidatura. Seria como negar oficialmente que havia uma alternativa, uma terceira via, uma outra proposta", defendeu.
Evento pró-Serra em SP desrespeita decisão da convenção do PV
O presidente municipal do PV, Carlos Camacho, trajando o broche que, segundo ele, não é um símbolo do partido
Direto de São Paulo
O evento pró-Serra organizado por membros do PV nesta segunda-feira (18) desrespeitou o que foi decidido na convenção nacional do partido no último domingo (17). Na ocasião, foi explicitado que os filiados que discordassem da posição oficial da legenda - independência em relação ao segundo turno da disputa presidencial - poderiam manifestar sua posição desde que não se utilizassem de instrumentos do partido para isso.
Nesta categoria se enquadram camisetas, bandeiras, adesivos e broches do PV. No entanto, os verdes não se sentiram inibidos pelas novas determinações e organizaram um evento na casa onde funcionava o comitê de campanha de Fabio Feldmann, ex-candidato do PV ao governo de São Paulo e ex-integrante do PSDB. Dentre os presentes no evento que oficializou o apoio de Feldmann e Fernando Gabeira - candidato derrotado na disputa pelo governo do Rio de Janeiro - a Serra, ao menos 15 pessoas traziam, eu suas lapelas ou golas, broches com o emblema do PV.
Um desses verdes era o presidente municipal do partdo na capital paulista, Carlos Camacho. Quando questionado se não estaria contrariando a decisão da convenção, ele disse: "isso em latim significa 'eu sou o caminho, a verdade e a vida'".
Como ele trazia dois broches em seu paletó, a reportagem explicou que estava se referindo especificamente àquele que trazia o símbolo do Partido Verde, uma letra "v" estilizada. Camacho manteve sua explicação ainda assim: "isso aqui é 'vita, verita e via', que em latim significa caminho, verdade e vida".
O Terra conseguiu outras respostas para a "ousadia" dos filiados que não tiveram o mesmo grau de erudição de Camacho, mas que são tão inusitadas quanto. Carlos Camargo, também conhecido como Cacá do PV, supervisor na subprefeitura da Lapa, disse que não estava indo contra a deliberação da convenção já que o broche que trazia "é um instrumento do partido, mas está na minha roupa, então é pessoal".
Já o vice-prefeito de Angatuba, município do interior de São Paulo, Pedro das Dores Hergesel, vulgo Pedro Saci, alegou desconhecer a proibição. "Para mim ninguém falou nada, estou aguardando a chegada da turma do partido pra ver isso".
Os pronunciamentos dos verdes no decorrer do encontro saudavam - invariavelmente - as "lideranças do PV" ali presentes, o que também contraria o definido pelo PV. Ao final da convenção de domingo, o vice-presidente da sigla, Alfredo Sirkis, havia dito que as pessoas não poderiam se apresentar como representantes do PV. A manifestação deveria ser feita de maneira individual. "A mensagem deve ser: sou fulando de tal, jornalista, ou economista, sem mencionar o qualitativo partidário", explicou Sirkis.
Dilma cobra apuração de vínculo dos panfletos difamatórios
Direto do Rio de Janeiro
A apreensão de um milhão de panfletos contrários à Dilma Rousseff (PT), numa gráfica paulista pertencente a uma filiada ao PSDB, Arlety Satiko Kobayashi, tem mobilizado a cúpula petista para dissipar os ataques religiosos à campanha. Numa coletiva à imprensa, no Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (18), Dilma cobrou a investigação do financiamento dos panfletos, que trazem a mensagem da regional Sul I da CNBB, com a recomendação de que os eleitores não votem em candidatos favoráveis ao aborto.
"Eu lamento profundamente o uso desses métodos. Até porque, a legislação eleitoral proíbe e configura crime eleitoral esse tipo de prática. Vai ser investigada, e se se caracterizar ligações com o PSDB, eu acho que é lamentável que isso tenha acontecido", afirmou Dilma. A petista se refere ao fato de a irmã de Sérgio Kobayshi, coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra, ser uma das sócias da gráfica.
"Eu acho que houve nessa campanha um processo que a gente deve repudiar. Um processo de publicação de materiais que não tem autoria, com um conteúdo que instaura o ódio, um clima contrário à nossa cultura, aos nossos usos e costumes", acrescentou a candidata, que realiza, nesta segunda, uma entrevista no Jornal Nacional e um encontro com artistas e intelectuais em apoio a sua candidatura.
Nesta segunda, em São Paulo, o coordenador jurídico de Dilma, José Eduardo Cardozo, apontou indícios de que há digitais do PSDB na campanha subterrânea e cobrou a investigação da Polícia Federal. "É um desrespeito à inteligência da sociedade esses panfletos terem sido rodados lá. A Arlete é irmã de um dos coordenadores do Serra. A campanha dele tem uma resposta a ser dada. Queremos saber quem financiou, quem pagou. Cabe à Polícia Federal e à Justiça Eleitoral investigar", disse Cardozo, numa coletiva.
No Rio, Dilma reeditou o tom do debate na Rede TV! e suspeitou das intenções do seu adversário, José Serra (PSDB), em relação ao pré-sal. "Sou contra a privatização do pré-sal. Seja o que diga meu adversário, o fato é que o PSDB votou contra o modelo de partilha", criticou a petista. "Estamos naquela fase em que bezerra está estranhando vaca, e vice-versa, vaca estranhando bezerro. Apesar de negarem que ali é uma personagem importante (David Zylberstajn), foi assim que vocês, jornalistas, o apresentaram (como assessor de Serra na área de energia) quando ele deu uma entrevista sobre privatização do que ele considera que deve ser a forma de exploração do pré-sal", concluiu.
A apreensão de um milhão de panfletos contrários à Dilma Rousseff (PT), numa gráfica paulista pertencente a uma filiada ao PSDB, Arlety Satiko Kobayashi, tem mobilizado a cúpula petista para dissipar os ataques religiosos à campanha. Numa coletiva à imprensa, no Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (18), Dilma cobrou a investigação do financiamento dos panfletos, que trazem a mensagem da regional Sul I da CNBB, com a recomendação de que os eleitores não votem em candidatos favoráveis ao aborto.
"Eu lamento profundamente o uso desses métodos. Até porque, a legislação eleitoral proíbe e configura crime eleitoral esse tipo de prática. Vai ser investigada, e se se caracterizar ligações com o PSDB, eu acho que é lamentável que isso tenha acontecido", afirmou Dilma. A petista se refere ao fato de a irmã de Sérgio Kobayshi, coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra, ser uma das sócias da gráfica.
"Eu acho que houve nessa campanha um processo que a gente deve repudiar. Um processo de publicação de materiais que não tem autoria, com um conteúdo que instaura o ódio, um clima contrário à nossa cultura, aos nossos usos e costumes", acrescentou a candidata, que realiza, nesta segunda, uma entrevista no Jornal Nacional e um encontro com artistas e intelectuais em apoio a sua candidatura.
Nesta segunda, em São Paulo, o coordenador jurídico de Dilma, José Eduardo Cardozo, apontou indícios de que há digitais do PSDB na campanha subterrânea e cobrou a investigação da Polícia Federal. "É um desrespeito à inteligência da sociedade esses panfletos terem sido rodados lá. A Arlete é irmã de um dos coordenadores do Serra. A campanha dele tem uma resposta a ser dada. Queremos saber quem financiou, quem pagou. Cabe à Polícia Federal e à Justiça Eleitoral investigar", disse Cardozo, numa coletiva.
No Rio, Dilma reeditou o tom do debate na Rede TV! e suspeitou das intenções do seu adversário, José Serra (PSDB), em relação ao pré-sal. "Sou contra a privatização do pré-sal. Seja o que diga meu adversário, o fato é que o PSDB votou contra o modelo de partilha", criticou a petista. "Estamos naquela fase em que bezerra está estranhando vaca, e vice-versa, vaca estranhando bezerro. Apesar de negarem que ali é uma personagem importante (David Zylberstajn), foi assim que vocês, jornalistas, o apresentaram (como assessor de Serra na área de energia) quando ele deu uma entrevista sobre privatização do que ele considera que deve ser a forma de exploração do pré-sal", concluiu.
Serra vai um pouco melhor que Dilma em debate morno
Pesquisa qualitativa feita durante o debate da RedeTV! mostrou que, para eleitores indecisos paulistanos, José Serra (PSDB) foi um pouco melhor do que Dilma Rousseff (PT): ele manteve uma média mais alta, embora não muito, durante o confronto, foi melhor em mais blocos e, ao final, virou mais votos a seu favor.
Os resultados não podem ser extrapolados para todo o eleitorado brasileiro. Serve como indicativo dos pontos altos e baixos das falas dos presidenciávels. E dá pistas de quem foi melhor ou pior.
Numa escala que vai de 0 a 100 e 50 é o ponto de partida dos eleitores, Dilma e Serra nunca ficaram abaixo de 40, na média, nem ultrapassaram 75. O tucano passou mais tempo entre 60 e 70, enquanto a petista ficou mais vezes entre 50 e 60.
Ambos bateram em 75, mas Serra o fez mais vezes. Dilma chegou a 40, logo no primeiro bloco, ao enrolar-se em uma resposta sobre educação. Serra nunca teve menos do que 45.
O melhor momento do tucano foi quando falou de como o crack virou uma epidemia. Dilma foi melhor quando disse que o rival queria acabar com o Pro-Uni. Serra teve seu pior momento ao responder à pergunta sobre denúncias contra um membro de sua campanha, Paulo Preto, mas saiu melhor do que entrou na resposta, principalmente quando disse que o apelido dado a Paulo era racista.
Fazer pesquisa qualitativa em uma eleição é sempre difícil, especialmente em um pleito tão polarizado. Dos 27 participantes, 22 se declararam indecisos antes de o debate começar, 2 votaram em Serra e outros 2 em Dilma.
Esse teste é feito sempre, para confirmar que há equilíbrio na amostra e que a maioria está, de fato, indecisa. Como o teste mostrou, 4 eleitores mudaram de opinião entre a seleção e o início da pesquisa.
Uma das razões disso é que o indeciso é mais um eleitor io-iô (apud Memélia Moreira), que vaivém de um candidato para outro, do que alguém que não faz a mínima ideia de em quem vai votar. Ele pode ter mais simpatia por um dos candidatos, mas não está decidido a votar nele. Tem dúvidas.
Isso fica claro no voto de seis dos participantes da pesquisa. Ao final de cada um dos cinco blocos, eles votaram sempre da mesma maneira: favoravelmente a Serra e contrariamente a Dilma. Haviam se declarado indecisos antes da pesquisa. Ao final, votaram em Serra.
Considerando-se a proporção em que os eleitores de Marina Silva (PV) se dividiram até agora entre Serra e Dilma, não seria surpresa se os indecisos remanescentes trilhassem os mesmos caminhos: metade para o tucano, um quarto para a petista e um quarto anulando ou votando em branco. Coincidência ou não, foi como se dividiram, ao final, os indecisos da qualitativa feita durante o debate.
O resultado favorece Serra, mas não é suficiente para elegê-lo. O tucano precisa cooptar eleitores que declaram voto em Dilma para obter a maioria absoluta.
domingo, 17 de outubro de 2010
Apenas 4 do PV votaram a favor de apoio no 2º turno
A votação que definiu hoje a posição de independência do PV para o segundo turno teve apenas quatro votos, de um total de 92, a favor do apoio a um dos presidenciáveis, sem especificar qual. Em três horas de convenção, realizada hoje em São Paulo, nenhum partidário do PV defendeu abertamente a posição de apoio a um dos dois candidatos do PT ou PSDB.
Os quatro votos favoráveis foram o do secretário municipal do Verde da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Jorge, da presidente estadual do PV no Espírito Santos, Sidnéia Fontana, o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo, Marcos Belizário, e um militante do partido que não foi identificado. O candidato derrotado ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, votou pela independência. 'É a sociedade que vai dar o tom e apontar o caminho', disse Gabeira.
Com a decisão de hoje, os militantes que decidirem manifestar apoio à petista Dilma Rousseff ou ao tucano José Serra não poderão utilizar símbolos do PV ou falar em nome do partido. Dirigentes e diretórios nacionais e estaduais do PV estão proibidos de declarar seu voto nessas eleições ou se manifestar a favor ou contra algum candidato. Gabeira, no entanto, que já declarou seu apoio a Serra, pode fazê-lo porque não é dirigente do partido, assim como outros membros que não ocupem posição de liderança - Gilberto Gil e Zequinha Sarney, por exemplo.
Entre os destaques do PV que participaram da convenção hoje, estava o deputado federal eleito pelo Maranhão e filho do presidente do Senado, Zequinha Sarney. Ele também defendeu a posição de não dar apoio oficial a nenhum presidenciável. 'A melhor decisão é a independência'.
Durante os discursos, o vice-presidente nacional do PV, Alfredo Sirkys, deu um parecer sobre o acolhimento das propostas do PV pelo PSDB e pelo PT. Segundo ele, o PT foi o partido que sinalizou maior interesse nos pontos sugeridos pela plataforma de Marina Silva. 'O pessoal da Dilma foi mais completo (na avaliação das propostas do PV)', afirmou. Sirkys criticou a carta encaminhada pelos tucanos e assinada pelo presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, e disse que o texto assinado por Dilma foi mais programático. Segundo ele, a carta do PSDB teve um tom mais político e deu 'a impressão de ter sido feita às pressas'.
O vice-presidente do PV reforçou que o fato das candidaturas terem se comprometido com alguns dos 10 itens propostos pelo PV não significam que esses compromissos serão efetivamente cumpridos. 'É um compromisso que eles estão assumindo perante os eleitores', ressaltou.
Aborto
Em seu discurso na convenção, Gabeira criticou o debate em torno da questão da legalização do aborto e propôs que o PV prepare uma pauta de sugestões sobre o tema e as encaminhe aos partidos que seguem na disputa ao segundo turno das eleições presidenciais. 'No nosso caso, não é uma questão de salvar nossas almas, é salvar as adolescentes e os mais pobres', disse. Segundo ele, essa pauta de sugestões deve ser voltada para campanha de conscientização e melhora da assistência pré-natal.
Outro tema que teve destaque na convenção do PV foi a reforma política, defendida pelo ex-candidato ao Senado por São Paulo Ricardo Young. 'Temos que nos debruçar agora sobre a reforma política', sugeriu.
Em plenária, PV confirma "independência" no segundo turno

Marina Silva fez elogios a Dilma e Serra, mas se negou a abrir seu voto
O Partido Verde (PV) decidiu neste domingo, durante plenária realizada em São Paulo, manter uma postura de independência no segundo turno da eleição presidencial.
No evento, a senadora e candidata do PV à Presidência, Marina Silva, leu uma carta aberta endereçada a Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), na qual faz elogios a ambos e se coloca como "mediadora" entre a sociedade e os partidos que disputarão a Presidência.
"Estou me dirigindo a duas pessoas dignas (...), desde a luta contra a ditadura até a efetividade dos governos de que participaram", afirmou a senadora, que terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com quase 20 milhões de votos. "Somos um veículo de comunicação de ambos com os eleitores. Mantemo-nos na condição de mediadores para contribuir para que este processo alcance melhores resultados", disse Marina.
Em sua carta, a senadora também critica o que define como "dualidade destrutiva" entre PT e PSDB. "Essas duas forças que nasceram inovadoras são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente. É a armadilha em que ambos caem e para a qual levam o país."
A questão da religiosidade, que está no centro dos debates do segundo turno, também marca presença na carta aberta de Marina. Ela disse que as pessoas não podem ter seu voto diminuído devido à religião, e que a sua candidatura representava a diversidade.
"Procurei respeitar a fé que professo sem fazer dela uma arma eleitoral", diz a senadora, que congrega na Igreja Assembleia de Deus. "Voto secreto"
Em entrevista coletiva, Marina se negou a revelar em quem votará. "O voto é secreto, e para manter a minha independência no processo político, vou reservar esse direito de eleitora", afirmou Marina.
Marina também se recusou a dizer se será candidata a presidente em 2014 e descartou ter "ansiedade" para concorrer a outros cargos. "A política não deve ser feita sempre de caso pensado", afirmou a senadora, que descartou assumir um ministério no futuro governo.
Marina Silva disse ainda que não considera a sua saída do Senado, depois de 16 anos, uma "perda". A ex-candidata disse ser uma "militante do partido e uma militante da sociedade", que acredita na relação com os "núcleos vivos da sociedade".
Sobre a apresentação de propostas de governo feita pelo PV às candidaturas de Dilma e Serra, Marina disse acreditar que as proposições de seu partido tiveram um acolhimento maior por parte do PT do que do PSDB. Durante a plenária, o vice-presidente do PV, Alfredo Sirkis, chegou a dizer que a resposta às propostas dada pelos tucanos e assinada pelo presidente do partido, Sérgio Guerra, era "superficial" e parecia ter sido "escrita à pressas". Já o texto do PT, assinado por Dilma, se manteve, na opinião de Sirkis, em um "nível programático", sem fugir às questões. Postura dos filiados
Com sua postura de "independência" no segundo turno, o PV liberou seus filiados para declarar voto em Dilma ou Serra apenas como "eleitores", sem se identificar como membros do partido.
Os donos de cargos institucionais no PV, como o presidente da sigla, José Luiz Penna, o vice-presidente, Alfredo Sirkis, e os presidentes dos diretórios de São Paulo e Rio decidiram seguir o caminho de Marina Silva em não declarar apoio público a nenhum candidato.
Dos 92 convencionais com direito a voto na plenária do PV, apenas quatro se manifestaram contrários à independência no segundo turno.
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Em busca do apoio do PV, candidatos assumem compromissos ambientais
SÃO PAULO - Marina Silva não passou para o segundo turno das eleições presidenciais, mas conseguiu fazer aquilo que muitos esperavam de sua candidatura: inscrever a sustentabilidade na agenda política nacional.
Pressionados pelos 20 milhões de votos obtidos pela candidata do Partido Verde (PV) no primeiro turno, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) não podem mais se dar ao luxo de ignorar questões ambientais consideradas prioritárias pelo eleitorado 'marineiro', como o combate ao desmatamento e a proteção ao Código Florestal.
O Estado enviou aos dois candidatos uma série de perguntas relacionadas a alguns do principais debates ambientais do Brasil. Todas elas, também, abordadas na lista de 42 compromissos essenciais apresentada pelo PV como base para definição de um eventual apoio do partido a uma - ou nenhuma - das candidaturas. A decisão será votada hoje em assembleia do partido.
Um dos temas considerados mais críticos é a reforma do Código Florestal, que estipula regras e limites para a ocupação de áreas de vegetação nativa. Em resposta ao Estado, ambos se disseram contrários à anistia a desmatadores, prevista no relatório de Aldo Rebelo (PC do B), aprovado por uma Comissão Especial da Câmara em julho.
A assessoria da campanha tucana afirmou que Serra considera a anistia 'inaceitável'. 'Mas também não se pode imaginar que áreas de agricultura consolidadas há décadas tenham que ser abandonadas, pois isso vai afetar a produção e o emprego rural', completou. Serra se coloca contra a redução das áreas de preservação obrigatória previstas no código. Propõe o pagamento por serviços ambientais.
O candidato se compromete a resolver o impasse no primeiro semestre de seu governo. 'Ambos os lados, ambientalistas e ruralistas, precisam compor uma posição de consenso que equacione os principais problemas dessa agenda no campo', disse.
'Sou a favor do veto a propostas que reduzam áreas de reserva legal e preservação permanente, embora seja necessário inovar em relação à legislação. Sou favorável ao veto à anistia para desmatadores', afirmou Dilma.
Posições assumidas pelos candidatos:
Desmatamento
Os candidatos expuseram suas estratégias para reduzir o desmatamento, não apenas na Amazônia, mas em todos os biomas - incluindo o Cerrado, principal área de expansão agrícola do País.
Serra defende uma moratória de cinco anos sobre o desmatamento de todos os biomas - tempo que considera 'suficiente para traçar as novas bases que deverão reger o desenvolvimento da agricultura sustentável para o futuro'. 'O setor produtivo aceita essa pausa, necessária para redefinir os marcos legais da relação entre a biodiversidade e o progresso no campo', diz sua assessoria.
Dilma disse que pretende 'continuar e avançar nos programas em curso', como as Operações Arco de Fogo e Arco Verde, voltadas para o combate ao desmatamento e a criação de alternativas econômicas sustentáveis na Amazônia. 'No Cerrado a situação é mais complexa', diz a candidata do PT, lembrando que área de reserva legal, que precisa ser obrigatoriamente preservada com vegetação nativa, no bioma é bem menor do que na Amazônia (20%, comparado a 80%). 'Aqui vale mais atuar na modernização e no uso sustentável do solo e adotar políticas para fazer uso de áreas degradadas para a expansão da agropecuária.'
Ela não faz menção à meta de desmatamento zero para todos os biomas, que é um dos compromissos essenciais listados pelo PV na Agenda por um Brasil Justo e Sustentável.
Energia
Os candidatos opinaram se concordam com o projeto aprovado para a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, e se acham que há espaço para outras grandes hidrelétricas na Amazônia.
'Existem boas possibilidades de aproveitamento do potencial energético da Amazônia, mas será preciso realizar uma avaliação ambiental estratégica da região, para não se ficar apenas na discussão dos licenciamentos isolados de cada hidrelétrica', diz a campanha de Serra. 'Energia renovável é bem melhor do que termoelétricas com fontes fósseis, mas não dá para enfiar goela abaixo das populações locais os efeitos danosos das obras.'
Sobre o licenciamento ambiental de Belo Monte, a campanha afirma que 'num governo Serra o processo teria sido bem mais transparente e participativo', e agora só resta 'exigir o cumprimento das exigências socioambientais do licenciamento do Ibama'.
'Para manter nossa matriz energética como uma das mais limpas do planeta não podemos abrir mão de hidrelétricas', afirma Dilma. Segundo ela, o projeto de Belo Monte - que é uma das peças principais do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) - inclui 40 condicionantes ambientais, que custarão aos investidores R$ 3 bilhões para atendê-las. 'Queremos energia hidrelétrica, mas também preservar nosso patrimônio natural.'
Clima
No combate às mudanças climáticas, os dois candidatos admitem o princípio de reduzir as emissões de gases-estufa, mas demonstram não ter um plano detalhado para colocar em prática.
Dilma considera adequada a meta voluntária estabelecida pelo governo atual e incluída na Lei 12.187 de 2009, que instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima de reduzir entre 36% e 39% o crescimento projetado das emissões brasileiras de gases do efeito estufa até 2020. 'Trata-se de um compromisso nacional', diz a candidata. 'Para efetivar essas metas estão em elaboração vários planos setoriais.'
'Tenho convicção de que temos um conjunto de propostas que nos permitirão alcançar bons resultados e manter o protagonismo brasileiro nesta área', completa Dilma.
Já Serra, quando governador de São Paulo, aprovou a Lei Paulista de Mudanças Climáticas, estabelecendo uma meta compulsória de redução de 20% das emissões de gases do efeito estufa no Estado até 2020, tomando como base as emissões de 2005. 'Serra sempre trabalhou com a ideia de que não se deve temer a agenda ambiental, mas sim fazer dela uma oportunidade de transformar a economia, do atual caráter predatório, para uma economia verde, traçando nova relação da sociedade com a natureza. Avançando, o Brasil pode se tornar uma potência ambiental', diz sua campanha.
sábado, 16 de outubro de 2010
Horário de verão começa hoje à meia-noite
APARTIR DA MEIA NOITE,ADIANTE SEU RELÓGIO EM UMA HORA
O horário de verão começa Hoje e deverá proporcionar uma redução de cerca de 5% no consumo de energia elétrica nos momentos de pico de demanda no Sudeste, Centro-Oeste e Sul do País. A estimativa foi feita ontem pelo secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner. À meia-noite deste sábado, os moradores dessas regiões terão de adiantar os relógios em uma hora. A medida vai valer até zero hora do dia 20 de fevereiro de 2011.
PV e Marina decidem, domingo, com quem vão ficar no segunto turno
Será neste domingo a convenção do PV que decidirá a posição do Partido para este segundo turno no Brasil. Marina Silva estará presente e prometeu obedecer a decisão da maioria. Nos últimos dias, o PV manteve reuniões com Marco Garcia, do PT, e Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, buscando conhecer a posição de Dilma e Serra sobre as teses de Marina, sobretudo em relação ao Plano Amazônia Sustentada e ao Código Florestal, mas PT e PSDB não são muito favoráveis a nenhum dos dois.
. O PV do RS tirou posição favorável a Serra.
Dilma sofreu maior baixa no Datafolha entre os evangélicos
Ao se observar o comportamento dos eleitores divididos por grupos religiosos, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, sofreu sua maior baixa entre os evangélicos não pentecostais. Ela desliza de 40% para 36%, de acordo com pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem.
. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, a oscilação da petista ficou dentro desse limite máximo. Na pesquisa anterior, ela poderia ter no mínimo 38%. Na atual, chegaria a esse patamar no limite positivo da margem. Os evangélicos não pentecostais são 6,3% dos eleitores brasileiros. Nesse grupo, José Serra (PSDB) registrou uma variação positiva, também dentro da margem de erro, indo de 48% para 50%.
. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, a oscilação da petista ficou dentro desse limite máximo. Na pesquisa anterior, ela poderia ter no mínimo 38%. Na atual, chegaria a esse patamar no limite positivo da margem. Os evangélicos não pentecostais são 6,3% dos eleitores brasileiros. Nesse grupo, José Serra (PSDB) registrou uma variação positiva, também dentro da margem de erro, indo de 48% para 50%.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
"Caminho. 'É o embrião do que chamo uma terceira via, não está consolidado', diz Marina sobre seu desempenho na eleição"
O coordenador do programa de governo de Dilma Rousseff (PT), Marco Aurélio Garcia, reuniu-se ontem com responsáveis pelo programa da candidata derrotada do PV, Marina Silva, segundo informou a senadora. Em entrevista ontem ao Portal Terra, Marina afirmou que tanto Dilma quanto José Serra (PSDB) manifestaram interesse de incorporar propostas verdes aos seus planos de governo, e admitiu que a revisão do Código Florestal é o maior obstáculo para a adesão.
Marina Silva defende a revisão da proposta do Código Florestal apresentada ao Congresso pelo deputado Federal Aldo Rebelo (PC do B).
'Foram feitas as primeiras conversas de pessoas sugeridas por mim com o Marco Aurélio Garcia. Não falei com o Sirkis (Alfredo Sirkis, vice-presidente do PV), mas acredito que o outro lado esteja fazendo o mesmo', disse a senadora, que sugeriu que voltará a se candidatar em 2014, ao classificar a disputa de 2010 como um ensaio geral.
'É o embrião do que chamo uma terceira via, não está consolidado. Tínhamos que receber esse resultado (os quase 20 milhões de votos) com alegria.'
Em uma entrevista repleta de menções a Deus, Marina disse esperar que Dilma e Serra 'aproveitem a bênção do segundo turno'. Criticou a satanização do debate sobre o aborto e sugeriu que pode adotar uma postura de independência.
Marina reiterou sua crítica aos dois presidenciáveis que, segundo ela, são muito parecidos. Perguntada se não seria um contrassenso declarar apoio a qualquer um dos dois, a senadora afirmou que o segundo turno é 'uma bênção', porque é a possibilidade que os dois têm de se diferenciar. Ela criticou o conceito de neutralidade no segundo turno. 'Neutralidade não é uma posição, podemos apoiar um ou outro, ou adotarmos a independência, que é diferente da neutralidade', afirmou.
A senadora negou que seu partido esteja demorando para se posicionar. Segundo ela, sua candidatura já influenciou o debate ao apresentar suas propostas aos candidatos que estão na disputa. 'Cabe a eles internalizar ou não essa plataforma', disse, reiterando que o apoio do PV será programático. Ela defendeu seu partido ao dizer que sente grande alegria porque a minoria tem direito de manifestar sua posição. 'Estou formando uma posição que, espero, seja a melhor para o Brasil', contou.
Marina evitou responder se se sente pessoalmente mais próxima a Dilma ou a Serra; afirmou que, para conversar, ambos são 'respeitáveis'. Disse que foi colega de Serra no senado e chamou de 'divergências maduras e nada pessoal' seus confrontos com Dilma no governo Lula.
Perguntada se seus 30 anos de militância no grupo petista não a aproximariam da candidatura do partido, a senadora respondeu que não será pautada por relações de amizades. 'Não é assim que se discute política.'
A senadora disse considerar legítimo que temas de comportamento façam parte da campanha. Segundo Marina, no primeiro turno as perguntas acerca do assunto eram direcionadas quase que exclusivamente a ela, por ser evangélica. Para Marina, porém, não se deve abordar assuntos como aborto e casamento gay de forma preconceituosa 'nem em relação a quem crê como a quem não crê'.
Cargo. A ex-candidata descartou a possibilidade de ocupar um ministério, independentemente do resultado das eleições. 'Já dei minha contribuição como ministra, acho que foi uma contribuição relevante. Agora vou dar um outro tipo de contribuição', disse Marina, que já sugeriu que poderá atuar no terceiro setor.
Pela primeira vez, Marina comentou a vitória apertada de Tião Viana (PT) no Acre - o petista ganhou do adversário, Tião Bocalon (PSDB), por uma diferença de 4,3 mil votos. Viana é do grupo político de Marina, mesmo depois que a ex-candidata mudou de partido. Segundo Marina, a disputa apertada foi um sinal dado pela população que deve ser recebido com humildade.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Serra diz ser favorável à união civil de homossexuais
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse hoje ser favorável à união civil de homossexuais. De acordo com o tucano, a questão envolve o Direito, diferente do casamento, que está ligado às igrejas. 'A união em torno de direitos civis já existe, inclusive na prática, pelo Judiciário. E eu sou a favor para efeito de Direito', afirmou, após se reunir com integrantes do Fórum de ONG Aids do Estado de São Paulo, na capital paulista. 'Outra coisa é o casamento, que tem um componente religioso das igrejas', explicou. 'E aí cada igreja define sua posição.'
Serra foi questionado sobre o que pensava das posições da sua adversária, Dilma Rousseff (PT), que deve divulgar nos próximos dias carta na qual se compromete a vetar, caso seja eleita presidente, a ampliação do direito ao aborto, o casamento de pessoas do mesmo sexo e a mudança no registro civil para transexuais. Serra ironizou as opiniões da petista. 'Ela tem lá os problemas dela. Diz uma coisa e outra hora diz outra. Deixa ela encaminhar os problemas dela', afirmou.
Serra foi questionado sobre o que pensava das posições da sua adversária, Dilma Rousseff (PT), que deve divulgar nos próximos dias carta na qual se compromete a vetar, caso seja eleita presidente, a ampliação do direito ao aborto, o casamento de pessoas do mesmo sexo e a mudança no registro civil para transexuais. Serra ironizou as opiniões da petista. 'Ela tem lá os problemas dela. Diz uma coisa e outra hora diz outra. Deixa ela encaminhar os problemas dela', afirmou.
CNT/Sensus aponta empate técnico entre Dilma e Serra
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, José Serra, estão tecnicamente empatados na corrida para o Palácio do Planalto, de acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta manhã. Segundo o levantamento, Dilma tem 46,8% do total de intenções de voto, enquanto Serra tem 42,7%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, a CNT explicou que essa diferença entre os dois candidatos se configura em empate técnico.
Os votos brancos e nulos somam 4%, enquanto 6,6% dos entrevistados não souberam ou não responderam em quem votar. Considerando-se apenas os votos válidos, o que desconsidera os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, Dilma tem 52,3% e Serra aparece com 47,7% das intenções.
Antes da realização do primeiro turno das eleições, no início deste mês, Dilma aparecia com 53,9% das intenções totais de voto e Serra registrava 34,5%, em uma simulação para um até então eventual segundo turno.
Na indicação espontânea dos eleitores entrevistados, a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, tem 44,5% das intenções de voto enquanto o candidato José Serra (PSDB) tem 40,4%. Na pesquisa espontânea, também se configura o empate técnico entre os dois candidatos já que a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos porcentuais.Nesse tipo de levantamento, 4% dos eleitores disseram que vão votar branco ou nulo e 10,6% disseram não saber ou não responderam em quem irão votar.
A pesquisa CNT/Sensus mostrou ainda que o índice de rejeição da candidata Dilma Rousseff ficou em 35,4%, ante 32,6% na simulação antes do primeiro turno, realizada entre os dias 26 e 28 de setembro. Serra, por sua vez, teve queda na rejeição, passando de 40,2% para 37,5%, no mesmo período.
O levantamento mostra que 43,3% dos entrevistados disseram que Dilma seria o único candidato em que votariam para presidente, enquanto 37% afirmaram que votariam apenas em Serra. A pesquisa também questionou sobre as expectativas de vitória dos eleitores, em que 59,6% disseram acreditar que Dilma irá vencer as eleições, enquanto 29% disseram acreditar que Serra sairá vencedor. Essa pergunta foi feita independente do voto declarado pelo entrevistado.
A pesquisa informa que 72,9% já têm o voto definido para o segundo turno das eleições. O levantamento revela também que 22,9% dos entrevistados ainda não têm o voto definido. Um total de 4,3% disseram não saber ou não responderam se já têm o voto definido e não pretendem mudar essa opção.
O levantamento ainda questionou a intenção de comparecimento às urnas no segundo turno e constatou que 92,7% disseram que certamente vão votar; 3,9% talvez irão vota; e 2,7% disseram que não vão votar.
A pesquisa CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios nas cinco regiões do País e em todos os Estados brasileiros entre os dias 11 e 13 de outubro e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 35.560/2010.
Voto religioso evitou vitória de candidata do PT no 1º turno
A pesquisa Ibope confirma que o voto religioso teve papel decisivo para evitar a vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno, mas o efeito religião parece ser limitado nesta nova fase da campanha. A maioria dos eleitores sensíveis a essas questões já trocou de candidato.
Segundo o Ibope, Dilma teve o voto de metade dos católicos, mas de pouco mais de um terço dos evangélicos. Nesse segmento, ela empatou com José Serra (PSDB). Entre eles, Marina Silva (PV) foi melhor, chegando a um quarto dos votos.
A queda de Dilma na véspera do primeiro turno começou entre os evangélicos e depois se estendeu aos católicos. O principal motivo foi a campanha, em templos e igrejas, contra o voto nela por causa da legalização do aborto, defendida pelo PT. Segundo o Ibope, 80% dos eleitores são contra a mudança da lei.
Agora, a intenção de voto em Dilma se estabilizou tanto entre evangélicos quanto entre católicos, quando se compara com a pesquisa feita na véspera do primeiro turno: ela continua com 41% entre os primeiros, e foi de 50% para 52% entre os outros.
Mas há uma diferença fundamental: agora só restam dois candidatos. Para onde foram os eleitores religiosos de Marina Silva (PV)? Migraram, na proporção de dois para um, para Serra. Como consequência, ele cresceu em todos os segmentos religiosos, mas principalmente entre os evangélicos.
O tucano tem hoje 41% dos eleitores católicos, contra os 29% de antes do primeiro turno. Nesse segmento, que representa 61% do eleitorado nacional, ele ainda tem 11 pontos porcentuais a menos do que Dilma.
Entre os evangélicos, Serra dobrou e virou: tem agora 52% (tinha 25%), ou seja, 11 pontos porcentuais a mais do que a petista. Esse segmento é responsável por 1 em cada 5 eleitores.
Mas nem todos os eleitores de Marina são evangélicos ou católicos. Há 22% de ateus, agnósticos e de eleitores que professam outra religião. Esses racharam: partes iguais migraram para Serra e Dilma, mas ainda restam 20% de sem-candidato (indecisos e os que pretendem anular ou votar em branco).
A disputa pelo voto desses eleitores agnósticos, ateus e adeptos do espiritismo e outras religiões é a mais apertada. Dilma recuperou-se e chegou agora a 47%, contra 41% de Serra.
Para a conta da intenção de voto total fechar, é preciso levar em conta os eleitores que dizem ter votado em Dilma e Serra no primeiro turno e que, pelo menos por enquanto, trocaram de candidato. O saldo é ligeiramente favorável ao tucano.
Dos eleitores da petista no primeiro turno, 7% pularam agora para Serra. E, dos eleitores do tucano, 5% saltaram para o barco de Dilma. Isso ajuda a explicar a diminuição da diferença entre os dois candidatos.
Só eleitores evangélicos afirmam ter acatado orientação de um líder religioso para não votar em um dos candidatos (no caso, em Dilma). Dos que seguem a orientação dos pastores, não sobrou nenhum que ainda pretenda votar na petista. /J.R.T
Segundo o Ibope, Dilma teve o voto de metade dos católicos, mas de pouco mais de um terço dos evangélicos. Nesse segmento, ela empatou com José Serra (PSDB). Entre eles, Marina Silva (PV) foi melhor, chegando a um quarto dos votos.
A queda de Dilma na véspera do primeiro turno começou entre os evangélicos e depois se estendeu aos católicos. O principal motivo foi a campanha, em templos e igrejas, contra o voto nela por causa da legalização do aborto, defendida pelo PT. Segundo o Ibope, 80% dos eleitores são contra a mudança da lei.
Agora, a intenção de voto em Dilma se estabilizou tanto entre evangélicos quanto entre católicos, quando se compara com a pesquisa feita na véspera do primeiro turno: ela continua com 41% entre os primeiros, e foi de 50% para 52% entre os outros.
Mas há uma diferença fundamental: agora só restam dois candidatos. Para onde foram os eleitores religiosos de Marina Silva (PV)? Migraram, na proporção de dois para um, para Serra. Como consequência, ele cresceu em todos os segmentos religiosos, mas principalmente entre os evangélicos.
O tucano tem hoje 41% dos eleitores católicos, contra os 29% de antes do primeiro turno. Nesse segmento, que representa 61% do eleitorado nacional, ele ainda tem 11 pontos porcentuais a menos do que Dilma.
Entre os evangélicos, Serra dobrou e virou: tem agora 52% (tinha 25%), ou seja, 11 pontos porcentuais a mais do que a petista. Esse segmento é responsável por 1 em cada 5 eleitores.
Mas nem todos os eleitores de Marina são evangélicos ou católicos. Há 22% de ateus, agnósticos e de eleitores que professam outra religião. Esses racharam: partes iguais migraram para Serra e Dilma, mas ainda restam 20% de sem-candidato (indecisos e os que pretendem anular ou votar em branco).
A disputa pelo voto desses eleitores agnósticos, ateus e adeptos do espiritismo e outras religiões é a mais apertada. Dilma recuperou-se e chegou agora a 47%, contra 41% de Serra.
Para a conta da intenção de voto total fechar, é preciso levar em conta os eleitores que dizem ter votado em Dilma e Serra no primeiro turno e que, pelo menos por enquanto, trocaram de candidato. O saldo é ligeiramente favorável ao tucano.
Dos eleitores da petista no primeiro turno, 7% pularam agora para Serra. E, dos eleitores do tucano, 5% saltaram para o barco de Dilma. Isso ajuda a explicar a diminuição da diferença entre os dois candidatos.
Só eleitores evangélicos afirmam ter acatado orientação de um líder religioso para não votar em um dos candidatos (no caso, em Dilma). Dos que seguem a orientação dos pastores, não sobrou nenhum que ainda pretenda votar na petista. /J.R.T
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Ibope mostra a menor vantagem de Dilma
Segundo a pesquisa, apenas seis pontos separam a petista de José Serra, candidato do PSDB: 49% a 43%
Ibope: Dilma tem 49% e Serra 43%
SÃO PAULO (Reuters) - Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira indica a candidata Dilma Rousseff (PT) à frente no segundo turno das eleições presidenciais, com 49 por cento das intenções de voto, enquanto José Serra (PSDB) tem 43 por cento.
Considerando apenas os votos válidos (sem contar brancos, nulos e indecisos), Dilma alcança 53 por cento e Serra 47 por cento.
A pesquisa, divulgada pela Rede Globo, foi realizada entre 11 e 13 de outubro junto a 3.010 eleitores, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Considerando apenas os votos válidos (sem contar brancos, nulos e indecisos), Dilma alcança 53 por cento e Serra 47 por cento.
A pesquisa, divulgada pela Rede Globo, foi realizada entre 11 e 13 de outubro junto a 3.010 eleitores, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
No RS, Serra diz que não vai discriminar o Estado por ter governador petista
PORTO ALEGRE - O candidato José Serra (PSDB) prometeu nesta segunda-feira, 13, que não vai discriminar o Estado pelo fato de o petista Tarso Genro ter sido eleito governador. 'Não quer dizer que o governo federal vai ficar distante do Rio Grande do Sul. Governaremos para pessoas e não segundo a carteirinha partidária como eles fazem', afirmou.
Cerca de 300 pessoas, representantes do PSDB, PPS, Democratas, PHS, PP, PTB e PMDB, superlotavam a sala Rio Grande do Sul do hotel.
Destes partidos citados, estão integralmente na campanha de Serra o PSDB, o PPS e o PHS. Os demais estão divididos, com partes apoiando Serra e outras partes apoiando a candidata Dilma Roussef (PT).
No seu discurso, Serra fez diversas promessas aos gaúchos, como a construção de um metrô em Porto Alegre e de uma segunda ponte sobre o rio Guaiba.
Depois do evento, Serra fez uma caminhada acompanhado por apoiadores pelas ruas centrais da cidade. Logo depois, embarca para Rio Grande e Pelotas, onde tem outras atividades políticas.
Serra está em Porto Alegre para uma reunião no Hotel Everest com lideranças políticas que apoiam sua candidatura no Rio Grande do Sul.
Cerca de 300 pessoas, representantes do PSDB, PPS, Democratas, PHS, PP, PTB e PMDB, superlotavam a sala Rio Grande do Sul do hotel.
Destes partidos citados, estão integralmente na campanha de Serra o PSDB, o PPS e o PHS. Os demais estão divididos, com partes apoiando Serra e outras partes apoiando a candidata Dilma Roussef (PT).
No seu discurso, Serra fez diversas promessas aos gaúchos, como a construção de um metrô em Porto Alegre e de uma segunda ponte sobre o rio Guaiba.
Depois do evento, Serra fez uma caminhada acompanhado por apoiadores pelas ruas centrais da cidade. Logo depois, embarca para Rio Grande e Pelotas, onde tem outras atividades políticas.
Serra está em Porto Alegre para uma reunião no Hotel Everest com lideranças políticas que apoiam sua candidatura no Rio Grande do Sul.
Para os religiosos o tempo é muito curto para desmentir polêmicas
Líderes evangélicos que se reuniram hoje com Dilma Rousseff (PT) apontaram a 'falta de tempo' para controlar o impacto das informações sobre a postura da petista em relação a temas como aborto e casamento gay. Eles contestam a pesquisa Datafolha, para quem as denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e a quebra de sigilo de tucanos tiveram peso quase três vezes maior na perda de votos de Dilma que as questões religiosas.
Uma dessas lideranças afirma que as notícias de que a candidata seria favorável ao aborto e à união civil entre homossexuais foram os verdadeiros responsáveis pelo segundo turno. 'O fogo estava lá queimando e não percebemos', lamenta o Pastor Manoel Ferreira (PR-RJ), um dos líderes da Assembleia de Deus, que possui mais de 20 milhões de fiéis em todo o País.
'Achamos que não daria tempo para contaminar o eleitor, mas foi muito rápido. Agora não sei se vai dar tempo de desconstruir tudo isso', afirma, sobre a questão que se alastrou na internet e nas igrejas, por meio de panfletos e cartazes.
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ligado à igreja Sara Nossa Terra no Rio de Janeiro, também teme que o tempo seja curto para desmentir as versões contra petista. Segundo ele, 'a verdade' sobre a candidata chega aos fiéis somente pelo testemunho dos líderes religiosos. 'O posicionamento dela satisfaz os líderes, mas falta contundência para atingir a base. Não sabemos se dá tempo de chegarmos à base', receia.
A palavra de ordem agora é correr contra o tempo. Os líderes evangélicos aguardam a carta-compromisso em que a candidata deve se declarar, de forma veemente, contra o aborto e a união civil entre homossexuais. A expectativa é de que o documento tenha impacto igual ou próximo à 'Carta ao Povo Brasileiro', que diluiu dúvidas sobre o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva e o ajudou a se eleger em 2002.
'Mas tem que ficar pronto amanhã ou depois, senão não dá tempo de distribuir', alerta Manoel Ferreira. O objetivo é divulgar a carta nas igrejas de todo o País, durante os cultos, entre os fiéis. Entretanto, não há garantias de que a estratégia surtirá efeito em tempo hábil. Um pastor lembra que uma mentira se espalha rapidamente, enquanto leva tempo até que a verdade prevaleça.
Uma dessas lideranças afirma que as notícias de que a candidata seria favorável ao aborto e à união civil entre homossexuais foram os verdadeiros responsáveis pelo segundo turno. 'O fogo estava lá queimando e não percebemos', lamenta o Pastor Manoel Ferreira (PR-RJ), um dos líderes da Assembleia de Deus, que possui mais de 20 milhões de fiéis em todo o País.
'Achamos que não daria tempo para contaminar o eleitor, mas foi muito rápido. Agora não sei se vai dar tempo de desconstruir tudo isso', afirma, sobre a questão que se alastrou na internet e nas igrejas, por meio de panfletos e cartazes.
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ligado à igreja Sara Nossa Terra no Rio de Janeiro, também teme que o tempo seja curto para desmentir as versões contra petista. Segundo ele, 'a verdade' sobre a candidata chega aos fiéis somente pelo testemunho dos líderes religiosos. 'O posicionamento dela satisfaz os líderes, mas falta contundência para atingir a base. Não sabemos se dá tempo de chegarmos à base', receia.
A palavra de ordem agora é correr contra o tempo. Os líderes evangélicos aguardam a carta-compromisso em que a candidata deve se declarar, de forma veemente, contra o aborto e a união civil entre homossexuais. A expectativa é de que o documento tenha impacto igual ou próximo à 'Carta ao Povo Brasileiro', que diluiu dúvidas sobre o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva e o ajudou a se eleger em 2002.
'Mas tem que ficar pronto amanhã ou depois, senão não dá tempo de distribuir', alerta Manoel Ferreira. O objetivo é divulgar a carta nas igrejas de todo o País, durante os cultos, entre os fiéis. Entretanto, não há garantias de que a estratégia surtirá efeito em tempo hábil. Um pastor lembra que uma mentira se espalha rapidamente, enquanto leva tempo até que a verdade prevaleça.
O Partido Verde (PV) levará para votação no próximo domingo, em São Paulo, as três possibilidades para a sua atuação no segundo turno da eleição presidencial: apoiar Dilma Rousseff (PT), apoiar José Serra (PSDB), ou ficar neutro. Após quase seis horas de reunião entre a Executiva Nacional do Partido, hoje, em Brasília, o consenso foi de que todas as opiniões serão contempladas. 'O partido assegura o direito da minoria de manifestar sua posição caso não haja unanimidade', resumiu a senadora Marina Silva.
O deputado federal Fernando Gabeira (RJ) explicou que, independentemente da posição oficial a ser adotada pelo partido, os correligionários poderão apoiar quem quiser, contanto que preservem o símbolo do PV. 'A decisão de hoje foi: tudo será feito em paz', disse. Dos 57 membros da Executiva, 53 participaram da reunião de hoje.
Para a reunião plenária de domingo, o partido ampliou o número de pessoas com direito a voto. Entre apoiadores da campanha de Marina e dirigentes do partido, 156 pessoas terão direito a voz e voto, incluindo o candidato a vice, Guilherme Leal, pessoas do Movimento Marina Silva e lideranças religiosas que participaram da campanha. A reunião será às 10 horas, no Espaço Crisantempo, em São Paulo.
Marina Silva conquistou quase 20% dos votos válidos no primeiro turno das eleições, e pode ser a fiel da balança no segundo turno. Em conversa com jornalistas, no fim da tarde de hoje, Marina não quis dar pistas sobre sua posição pessoal e disse apenas que a decisão do partido será 'programática'. Ao comentar pesquisa interna do PV, na qual a maioria indicou preferência em apoiar José Serra, Marina se limitou a dizer que 'consultas informais estão em cada canto, em cada esquina, em cada rua'.
Debate
Marina Silva se disse 'frustrada' por não ter visto, no debate entre Dilma e Serra, no último domingo, na Band, alguma discussão sobre as propostas de sustentabilidade defendidas por ela. 'Lamentavelmente, eu devo dizer com certa frustração, não vi essa referência a essa contribuição sobre a sustentabilidade que colocamos aqui como prioritários', disse.
Ela confirmou que as campanhas petistas e tucanas a procuraram para estabelecer diálogo com o núcleo da campanha verde. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também mandou recado a Marina, por meio de amigos em comum, de que gostaria também de conversar com ela sobre o apoio do PV no segundo turno.
A senadora Marina também comentou o debate sobre o aborto travado nas últimas semanas entre Dilma Rousseff e José Serra. 'É a primeira vez que vejo os temas comportamentais assumindo força tão grande em uma campanha eleitoral', disse, ao lembrar que, no início da campanha, ela chegou a ser taxada de 'conservadora' na internet ao defender posições contrárias ao aborto. 'Eu sempre tratei essas questões com muita coerência e responsabilidade', disse. 'Fui transparente com o eleitor, e espero que este tema seja tratado de forma responsável', completou. Segundo Marina, a militância dela será orientada a não partir para 'ataques pessoais' durante o debate sobre o assunto. 'O debate no Brasil é importante, mas no mérito e não com rótulos'.
Aliados
Candidato derrotado ao governo do Rio, Gabeira declarou apoio a Serra, mas só definirá a forma como apoiará o candidato tucano após a reunião nacional do PV, no próximo domingo. 'É importante para o partido não marchar de forma divergente da candidata, é importante o partido e a Marina terem a mesma posição', afirmou Gabeira.
Os diretórios do Rio, São Paulo e Minas Gerais, os maiores colégios eleitorais do País, apoiam Serra. Marina Silva e o vice, Guilherme Leal, porém, estão mais propensos a manter a neutralidade.
Antes da reunião de hoje, líderes do partido também se mostraram desencontrados na decisão de quem apoiar no segundo turno. 'No Ceará, a tendência é apoiar Dilma, mas há um apoio significativo pela independência, então a posição depende do PV e da Marina, não podemos ter uma posição desagregadora', afirmou Marcelo Silva, presidente do PV do Ceará.
'No Amazonas, por exemplo, o PV apoia o Serra, mas no Pará apoia a Dilma', completa Rubens Gomes, do Amazonas, filiado ao PV na mesma época que Marina Silva ingressou no partido. Para o coordenador da campanha verde na Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, Denis Soares defendeu que o partido se adapte à decisão de Marina. 'Engana-se quem torce pela divisão do PV. Sonhamos e demoramos muito para contar com Marina, e o partido vai apoiar a posição que Marina tiver'.
Vox Populi: Dilma aparece com 48% e Serra, com 40% !! Voçê Acredita Nestas Pesquisas?
A candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, apresenta vantagem de 8 pontos porcentuais sobre seu adversário, José Serra (PSDB), no segundo turno da disputa eleitoral, de acordo com pesquisa Vox Populi encomendada pelo portal iG e divulgada hoje. A petista tem 48% das intenções de voto, enquanto o tucano figura com 40%. O total de votos brancos e nulos somou 6% e o dos eleitores que não sabem ou não responderam em quem vão votar ficou também em 6%. Se levados em conta apenas os votos válidos, Dilma tem 54,5% e Serra, 45,4%.
A pesquisa Vox Populi foi realizada nos dias 10 e 11 de outubro e ouviu 3 mil eleitores em 214 municípios. A margem de erro é de 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo número 35.648/2010.
A mostra também mediu a popularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Consideram o governo do petista ótimo ou bom 78% dos eleitores, enquanto 17% o avaliam como regular e 4% o consideram ruim ou péssimo.
A pesquisa Vox Populi foi realizada nos dias 10 e 11 de outubro e ouviu 3 mil eleitores em 214 municípios. A margem de erro é de 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo número 35.648/2010.
A mostra também mediu a popularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Consideram o governo do petista ótimo ou bom 78% dos eleitores, enquanto 17% o avaliam como regular e 4% o consideram ruim ou péssimo.
Horário de verão começa neste domingo
Começa no primeiro minuto deste domingo o horário de verão. Moradores dos 11 estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, incluindo o Distrito Federal, terão de adiantar seus relógios em uma hora. A medida vale até 20 de fevereiro e não atinge os estados do Norte e do Nordeste.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Tracking da virada.
Convenção definirá posição do PV no segundo turno.
O PV anunciou hoje que fará no dia 17, em São Paulo, a convenção para definir a posição do partido no segundo turno da eleição presidencial. Participarão dessa plenária cerca de 90 pessoas, entre elas cinco representantes do Movimento Marina Silva, cinco colaboradores do plano de governo, cinco delegados religiosos - integrantes de entidades cristãs -, candidatos da legenda que disputaram os pleitos estaduais, a executiva nacional da sigla e a coordenação da campanha da senadora Marina Silva (PV-AC), além de deputados eleitos da agremiação.
O presidente do Diretório Estadual do partido em São Paulo, Maurício Brusadin, adiantou hoje que a postura da minoria da legenda será respeitada e que cada militante terá o direito de ter um ponto de vista contrário ao que será definido. "Isso vale também para Marina", afirmou Brusadin. Amanhã, um grupo formado por 21 cooperadores da campanha se reunirá para definir os dez itens da plataforma de Marina que serão sugeridos aos candidatos a presidente Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
"Vamos ver o quanto eles se comprometem com essas causas, mas também não vamos lidar com isso com a faca na garganta (de Dilma e Serra)." O presidente do Diretório Estadual do PV de São Paulo afirmou que a negociação com petistas e tucanos será baseada no programa a ser apresentado a eles e que está fora de cogitação a discussão de cargos. "Não nos interessa ocupar cargo", avisou.
Brusadin admitiu que existem divergências na sigla sobre qual rumo tomar. "A campanha de Marina é uma diversidade. É difícil dizer que tenha uma tendência porque há uma variedade de cores: há os verdes-verdes (os que pregam a neutralidade), os verdes-vermelhos e os verdes-azuis." De acordo com ele, os entendimentos não podem partir do princípio de acordos da agremiação com o PSDB ou o PT feitos no passado porque o resultado das urnas deu uma nova situação política ao PV. "Hoje, o PV é outro partido. São 20 milhões de votos."
Gabeira
Em defesa do candidato derrotado a governador do Rio Fernando Gabeira (PV), Brusadin disse que a posição dele é um caso excepcional porque a candidatura foi viabilizada com o apoio do PSDB. "A posição dele tem a ver com a aliança estratégica dele. Alguns abriram o voto antes porque não tivemos a agilidade para segurá-los."
O presidente do Diretório Estadual do partido em São Paulo, Maurício Brusadin, adiantou hoje que a postura da minoria da legenda será respeitada e que cada militante terá o direito de ter um ponto de vista contrário ao que será definido. "Isso vale também para Marina", afirmou Brusadin. Amanhã, um grupo formado por 21 cooperadores da campanha se reunirá para definir os dez itens da plataforma de Marina que serão sugeridos aos candidatos a presidente Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
"Vamos ver o quanto eles se comprometem com essas causas, mas também não vamos lidar com isso com a faca na garganta (de Dilma e Serra)." O presidente do Diretório Estadual do PV de São Paulo afirmou que a negociação com petistas e tucanos será baseada no programa a ser apresentado a eles e que está fora de cogitação a discussão de cargos. "Não nos interessa ocupar cargo", avisou.
Brusadin admitiu que existem divergências na sigla sobre qual rumo tomar. "A campanha de Marina é uma diversidade. É difícil dizer que tenha uma tendência porque há uma variedade de cores: há os verdes-verdes (os que pregam a neutralidade), os verdes-vermelhos e os verdes-azuis." De acordo com ele, os entendimentos não podem partir do princípio de acordos da agremiação com o PSDB ou o PT feitos no passado porque o resultado das urnas deu uma nova situação política ao PV. "Hoje, o PV é outro partido. São 20 milhões de votos."
Gabeira
Em defesa do candidato derrotado a governador do Rio Fernando Gabeira (PV), Brusadin disse que a posição dele é um caso excepcional porque a candidatura foi viabilizada com o apoio do PSDB. "A posição dele tem a ver com a aliança estratégica dele. Alguns abriram o voto antes porque não tivemos a agilidade para segurá-los."
José "El Cordobés" Serra cravou as primeiras "banderillas" no dorso exposto de Dilma Roussef
Nem de longe o local do primeiro debate de segunda-feira a noite na Band, pareceu um estúdio de TV, porque desde a primeira fala deu para perceber que a candidata do PT transformaria o local numa arena de touros. Quem já esteve numa tarde domingueira na Plaza de Toros de los Ventos, de Madrid, sabe do que fala o editor.
. Enfurecida, ciscando a areia, olhos esbugalhados, têmporas latejando o tempo todo, a candidata Dilma Roussef botou os bofes para fora, apareceu pela primeira vez como verdadeiramente é e lançou-se em destrambelhada correria rumo ao alvo que desejava destruir.
. Ainda com a espada escondida sob o capote vdermelho, José "El Cordobés" Serra preferiu apenas esquivar-se, sem deixar de espetar suas "banderillas",minando as forças do adversário feroz. O público percebeu isto ao longo das tres sessões de enfrentamento. Faltaram apenas os tradicionais "olés".
. A espada fatal sairá de trás do capote e será brandida quando o toureiro tiver seu contendor prostrado sob seus pés.
- Se os marqueteiros estão certos, Duda Mendonça à frente, Dilma Roussef assinou nesta segunda-feira sua sentença de morte eleitoral, porque atacou o tempo todo de maneira furiosa e destrambelhada, enquanto seu adversário manteve-se sereno, apenas esquivou-se das estocadas, não aceitou o jogo, reafirmou as denúncias como quem não quer nada e insistiu com propostas de governo. A estratégia lulo-petista seguida à risca, porém sem brilho, por Dilma Roussef, é retomar o surrado mote das privatizações (Lula e o PT estiveram oito anos no governo e não desprivatizaram nada) e adotar a posição de vítima de calúnias (as verdades sobre as mentiras de Dilma, do PT e do governo, viraram calúnias para a can didata). O jogo de debates do segundo turno está apenas começando e Dilma Roussef já perdeu a cabeça, motivada pelo insucesso eleitoral do primeiro turno (ela e seus companheiros davam como certa a consagração lulo-petista no primeiro turno), a mudança de clima nestes primeiros dez dias de campanha e os ataques massivos que lhe movem a imprensa e as Igrejas.
. Enfurecida, ciscando a areia, olhos esbugalhados, têmporas latejando o tempo todo, a candidata Dilma Roussef botou os bofes para fora, apareceu pela primeira vez como verdadeiramente é e lançou-se em destrambelhada correria rumo ao alvo que desejava destruir.
. Ainda com a espada escondida sob o capote vdermelho, José "El Cordobés" Serra preferiu apenas esquivar-se, sem deixar de espetar suas "banderillas",minando as forças do adversário feroz. O público percebeu isto ao longo das tres sessões de enfrentamento. Faltaram apenas os tradicionais "olés".
. A espada fatal sairá de trás do capote e será brandida quando o toureiro tiver seu contendor prostrado sob seus pés.
- Se os marqueteiros estão certos, Duda Mendonça à frente, Dilma Roussef assinou nesta segunda-feira sua sentença de morte eleitoral, porque atacou o tempo todo de maneira furiosa e destrambelhada, enquanto seu adversário manteve-se sereno, apenas esquivou-se das estocadas, não aceitou o jogo, reafirmou as denúncias como quem não quer nada e insistiu com propostas de governo. A estratégia lulo-petista seguida à risca, porém sem brilho, por Dilma Roussef, é retomar o surrado mote das privatizações (Lula e o PT estiveram oito anos no governo e não desprivatizaram nada) e adotar a posição de vítima de calúnias (as verdades sobre as mentiras de Dilma, do PT e do governo, viraram calúnias para a can didata). O jogo de debates do segundo turno está apenas começando e Dilma Roussef já perdeu a cabeça, motivada pelo insucesso eleitoral do primeiro turno (ela e seus companheiros davam como certa a consagração lulo-petista no primeiro turno), a mudança de clima nestes primeiros dez dias de campanha e os ataques massivos que lhe movem a imprensa e as Igrejas.
Debate na TV eleva temperatura entre Dilma e Serra
SÃO PAULO (Reuters) - Dilma Rousseff (PT) surpreendeu no domingo ao partir para o ataque contra José Serra (PSDB) no primeiro debate da campanha presidencial do segundo turno.
Mas enquanto o tucano procurou fustigar a adversária em temas de interesse geral, como saúde, segurança e educação, a petista insistiu na discussão das privatizações e no que chamou de campanha caluniosa patrocinada pelo tucano.
"Estou surpreso com essa agressividade e esse treinamento da Dilma Rousseff," fez questão de ressaltar o tucano, já no final do debate promovido pela Rede Bandeirantes, aproveitando para alfinetar a adversária: "Está se mostrando como é na realidade."
Dilma, por sua vez, aproveitou uma frase de Serra no debate -quando disse que "ouviu dizer", na ocasião da negociação da venda da Nossa Caixa, banco estatal paulista, ao Banco do Brasil, que ela seria contra a operação- para exemplificar suas reclamações contra a campanha do adversário.
"Ou se tem prova ou não se acusa as pessoas. É por essa prática de ouvir dizer que o candidato Serra é réu num processo de calunia e difamação. O que não é possível é ficar assacando contra as pessoas, porque aí vão ser vários processos", disparou.
Serra provocou ao questionar porque a candidata do PT é contra a criação do Ministério da Segurança Pública, proposto por ele, e ao apontar para a difícil situação econômica das Santas Casas e para a demora na aprovação de novos medicamentos genéricos, uma das suas principais marcas como ministro da Saúde. E prometeu investir pesado nos ensinos fundamental, técnico e profissionalizante.
Já Dilma atacou o viés privatista do PSDB de Serra e a ideia que teria sido apresentada por um assessor, David Zylbersztajn, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no governo FHC, de privatizar o pré-sal.
"A questão de privatização volta sempre na época de eleição", disse o tucano. "Não vou fazer privatização nenhuma do pré-sal. Eu tenho cabeça própria e tenho as minhas ideias."
E usou uma metáfora para resumir sua ideia. "Qual seria o Brasil do PT? O Brasil do PT seria o Brasil do orelhão." Mas levou o troco da petista. "O meu Brasil não é o Brasil do orelhão, é o Brasil da banda larga, mas é a banda larga para todos."
Dilma também aproveitou uma deixa quando foi questionada sobre os problemas e falta de investimentos em infraestrutura, como portos e aeroportos. Ao justificar o porquê dos aeroportos estarem lotados, Dilma argumentou que "o povo está viajando de avião", o que, segundo ela, só os ricos faziam no tempo do governo FHC, do qual foi ministro Serra.
A tática mais agressiva usada por Dilma repete, com papéis trocados o que ocorreu há quatro anos. Em 2006, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, partiu para o ataque contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Muitos analistas consideraram que ele exagerou no tom, o que acabou se voltando contra ele.
A diferença é que Alckmin estava atrás de Lula e Dilma, segundo pesquisa do Datafolha divulgada no sábado, ela tem 48 por cento das intenções de voto contra 41 por cento de Serra.
CORRUPÇÃO E ABORTO
O escândalo que derrubou Erenice Guerra, ex-auxiliar de Dilma, da chefia da Casa Civil foi mencionado no debate assim como o polêmico tema do aborto, que teria custado votos de Dilma junto ao eleitorado religioso.
Serra acusou as mudanças de posição da candidata sobre o assunto, enquanto ela procurou devolver dizendo que, quando ministro da Saúde, ele definiu uma normatização sobre o atendimento nos casos previstos na lei, ressaltando que concordava com a ação dele.
Dilma chegou a mencionar ainda o que a esposa do candidato tucano, Monica Serra, teria dito durante a campanha, de que a petista seria a favor de matar criancinhas.
Serra também aproveitou para lembrar que enquanto ele tem o apoio de dois ex-presidentes respeitados pela população -Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco-ela é apoiada por Fernando Collor de Mello e José Sarney.
No final, os dois candidatos pediram votos aos telespectadores, com Dilma dizendo que será uma "presidenta com olhar social" e Serra repetindo o que fez no último debate do primeiro turno, um apelo para que seus eleitores consigam mais um voto.
Num debate que não lembrou em nada o modorrento embate final da primeira fase da campanha, tanto Dilma como Serra evitaram muitas vezes responder as perguntas feitas pelo adversário. Ou, para usar o mesmo verbo repetido inúmeras vezes pela petista durante o debate: tergiversaram.
(Por Alexandre Caverni)
domingo, 10 de outubro de 2010
Aborto ilegal mata uma mulher a cada dois dias no Brasil
Aborto ilegal mata uma mulher a cada dois dias
Jornal O Globo - 10 de outubro de 2010
Enquanto religião e política se misturam na campanha presidencial, reportagem de O GLOBO deste domingo revela que uma mulher aborta a cada 33 segundos e a prática insegura mata uma brasileira a cada dois dias, sendo que um abortamento é feito para cada 3,5 nascidos vivos.
Tema polêmico, desde que o aborto passou a ser assunto central da campanha, sendo responsável, segundo pesquisas, por ajudar a levar a eleição para o segundo turno, os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) têm se esforçado para manter a discussão vinculada ao viés moral e religioso. Dilma, por exemplo, já disse em vídeo na Folha, que é a favor do aborto. Agora que é candidata, no horário eleitoral, diz que é contra o aborto.
De acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS), 183,6 mil atendimentos de mulheres que abortaram, sofreram complicações e precisaram passar por uma curetagem foram feitos em 2009.
Segundo as estimativas dos médicos, para cada caso que acaba no hospital, outros quatro abortos foram feitos no mais absoluto silêncio.
Só em 2009, 942.713 abortamentos induzidos foram realizados no país. A conta, feita pelo pesquisador Mario Monteiro, da Uerj, a partir de dados do SUS, não leva em conta os abortos espontâneos e as mulheres que abortaram em clínicas particulares ou em casa e não precisaram recorrer ao sistema público.
Feito às escuras e das mais variadas formas - desde o uso de medicamentos, chás e até com objetos perfurantes -, o aborto é, de acordo com o Ministério da Saúde, responsável por 15% das mortes maternas, sendo a quarta causa de mortalidade de mães no Brasil.
Em média, 200 brasileiras morrem por ano. Os únicos tipos permitidos são o "humanitário" (quando a mulher sofre violência sexual) e o "terapêutico" (para mulheres em risco de vida).
O aborto em caso de anencefalia (o bebê, se nascer, não terá cérebro) ainda é polêmico no Supremo Tribunal Federal (STF). Para os outros casos, a mulher que abortar pode ser condenada a até três anos de prisão.
Jornal O Globo - 10 de outubro de 2010
Enquanto religião e política se misturam na campanha presidencial, reportagem de O GLOBO deste domingo revela que uma mulher aborta a cada 33 segundos e a prática insegura mata uma brasileira a cada dois dias, sendo que um abortamento é feito para cada 3,5 nascidos vivos.
Tema polêmico, desde que o aborto passou a ser assunto central da campanha, sendo responsável, segundo pesquisas, por ajudar a levar a eleição para o segundo turno, os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) têm se esforçado para manter a discussão vinculada ao viés moral e religioso. Dilma, por exemplo, já disse em vídeo na Folha, que é a favor do aborto. Agora que é candidata, no horário eleitoral, diz que é contra o aborto.
De acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS), 183,6 mil atendimentos de mulheres que abortaram, sofreram complicações e precisaram passar por uma curetagem foram feitos em 2009.
Segundo as estimativas dos médicos, para cada caso que acaba no hospital, outros quatro abortos foram feitos no mais absoluto silêncio.
Só em 2009, 942.713 abortamentos induzidos foram realizados no país. A conta, feita pelo pesquisador Mario Monteiro, da Uerj, a partir de dados do SUS, não leva em conta os abortos espontâneos e as mulheres que abortaram em clínicas particulares ou em casa e não precisaram recorrer ao sistema público.
Feito às escuras e das mais variadas formas - desde o uso de medicamentos, chás e até com objetos perfurantes -, o aborto é, de acordo com o Ministério da Saúde, responsável por 15% das mortes maternas, sendo a quarta causa de mortalidade de mães no Brasil.
Em média, 200 brasileiras morrem por ano. Os únicos tipos permitidos são o "humanitário" (quando a mulher sofre violência sexual) e o "terapêutico" (para mulheres em risco de vida).
O aborto em caso de anencefalia (o bebê, se nascer, não terá cérebro) ainda é polêmico no Supremo Tribunal Federal (STF). Para os outros casos, a mulher que abortar pode ser condenada a até três anos de prisão.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Blog feito por militantes do PT chama Marina de 'traíra'
A direção nacional do PV não quer esperar pelo dia 17 para proclamar apoio a Serra. Dominado por líderes paulistas que integram os governos do PSDB e do DEM, eles decidiram atropelar e desautorizar Marina Santos.
O "Blog da Dilma", feito por militantes do PT e que se define como "o maior portal da Dilma Rousseff na internet", postou na véspera da eleição um texto com ataques a Marina Silva. O arrependimento veio rápido e o texto saiu do ar tão logo a candidata do PV, com 20 milhões de votos, passou a ser assediada para dar o seu apoio aos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições. O post, com o título "Marina Silva, a traíra", a chamava de "ecochata", e afirmava que sua candidatura era uma vingança contra Dilma e Lula. O texto ainda dizia que Marina não tem "conhecimento" e "caráter" para governar o Brasil. O artigo foi publicado no dia 30 de setembro e retirado do ar no dia 4 de outubro, dia seguinte às votações do primeiro turno, quando ficou claro que era necessário tentar pescar a preferência de 19% dos eleitores que escolheram a candidata do PV no primeiro turno.
O "Blog da Dilma", feito por militantes do PT e que se define como "o maior portal da Dilma Rousseff na internet", postou na véspera da eleição um texto com ataques a Marina Silva. O arrependimento veio rápido e o texto saiu do ar tão logo a candidata do PV, com 20 milhões de votos, passou a ser assediada para dar o seu apoio aos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições. O post, com o título "Marina Silva, a traíra", a chamava de "ecochata", e afirmava que sua candidatura era uma vingança contra Dilma e Lula. O texto ainda dizia que Marina não tem "conhecimento" e "caráter" para governar o Brasil. O artigo foi publicado no dia 30 de setembro e retirado do ar no dia 4 de outubro, dia seguinte às votações do primeiro turno, quando ficou claro que era necessário tentar pescar a preferência de 19% dos eleitores que escolheram a candidata do PV no primeiro turno.
Dilma abriu na defensiva seu primeiro programa eleitoral na TV
Recomeçaram nesta sexta-feira as propagandas da campanha eleitoral presidencial. No rádio, o material dos dois lados foi ao ar as 7h, mas outra carga sairá ao meio dia. Será assim até o dia 29. Na TV, a estréia de Serra e Dilma já ocorreu, porque os dois Partidos têm direito a 7min30s por dia para inserções de até 30 segundos cada vez. O ponto alto serão os programas das 13h e das 20h30m, porque cada candidato terá 10 minutos para disponibilizar o que quiserem.
. Caso se confirmem nos horários principais de TV o que já saiu de manhã nos comerciais de 30 segundos, Dilma continuará se defendendo dos ataques que vem recebedo sobre suas posições e do PT relativamente ao aborto. A questão dos valores religiosos, no fundo uma posição sobre valores morais, éticos e legais, também constou da propaganda de Serra.
- No domingo a noite, os dois candidatos participarão do primeiro debate do segundo turno, na Band.
. Caso se confirmem nos horários principais de TV o que já saiu de manhã nos comerciais de 30 segundos, Dilma continuará se defendendo dos ataques que vem recebedo sobre suas posições e do PT relativamente ao aborto. A questão dos valores religiosos, no fundo uma posição sobre valores morais, éticos e legais, também constou da propaganda de Serra.
- No domingo a noite, os dois candidatos participarão do primeiro debate do segundo turno, na Band.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Marina está CRESCENDO nas Pesquisas
Estamos a menos de vinte dias do primeiro turno e o cenário para a candidatura Marina Silva melhorou significativamente. Há um novo momento no processo eleitoral e ele nos é favorável.
Como vocês devem ter visto na pesquisa Rede TV/Folha de S.Paulo, Marina foi a vencedora do debate de ontem à noite. O fato é inusitado pois, como todos sabem, em geral as preferências nos debates tendem a ser equivalentes às intenções de voto.
Mais ainda, estamos subindo nas pesquisas! A polarização parece que finalmente, foi quebrada. Os treckings da campanha indicam crescimento de Marina e a curva é ascendente. Saímos de 9 para 13 em duas semanas.
No último Data Folha crescemos 4 pontos entre os mais escolarizados e 6 entre os eleitores com maior renda. No Nordeste onde tínhamos caído, crescemos 2 pontos e na região Norte e Cento Oeste crescemos 4. No DF já passamos Serra.
Estamos trabalhando para que esse crescimento nos ajude a melhorar nosso desempenho em captação, o que será bom para todos.
Precisamos espalhar as boas novas a todo o Partido e mobilizar nossas lideranças, nosso simpatizantes e amigos em todo o país.
domingo, 15 de agosto de 2010
PV pede a demissão de todos os assessores
Estância Velha - Membros do Partido Verde protocolaram, na tarde de quarta-feira, junto a Promotoria Pública, o pedido de demissão dos assessores nomeados, o afastamento do presidente da Câmara, Tomé Foscarini, e, ainda, o ressarcimento dos cofres públicos dos assessores que participaram de recente curso de aperfeiçoamento. Rodrigo Kirschner, presidente da comissão provisória do PV,e Simone Maroso,vice Presidente esclarecem que casos como esse maculam a imagem do município e dos políticos do bem.
fonte Jornal O Diário
(http://www2.odiario.net/noticia/reader/noticia/26558)
fonte Jornal O Diário
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PV na Promotoria contra assessores e diárias
O primeiro ato político do recém-criado Partido Verde de Estância Velha, representado por seu presidente provisório, Rodrigo Kirschner, aconteceu nesta quarta-feira, 11 de agosto, com um pedido de providências no Ministério Público, em função das denúncias apresentadas no programa Fantástico, da Rede Globo, no último domingo.
“O Partido Verde, por seu presidente, neste ato representando a indignação e os anseios da comunidade estanciense, requer providências cabíveis quanto ao uso indevido do dinheiro público por vereadores e assessores da Câmara Municipal de Estância Velha, mais precisamente o ressarcimento dos cofres públicos e a demissão imediata de todos os assessores parlamentares, bem como o afastamento do vereador Tomé Foscarini e o posterior pedido de cassação do mandato do mesmo.
CONFIRA A SEGUIR O DOCUMENTO NA ÍNTEGRA
(http://jornalominuano.net/?p=341&cpage=1#comment-5)
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Executiva do PV Estância Velha
Presidência
Rodrigo Kirschner
Vice Presidência
Simone Maroso de Oliveira
Secretaria de comunicação
Paulo E.Longaray de ávila
Secretaria da mulher
Elizete Marisa Kroetz Kafer
Secretaria Finanças
Inês Lucia Sack da Silva
Secretaria de Formação
Celeste dos Santos Lopes
Secretaria de Comunicação
Marcos Daniel Tisian
Secretaria da Juventude
Marlene A. de Souza
Presidência
Rodrigo Kirschner
Vice Presidência
Simone Maroso de Oliveira
Secretaria de comunicação
Paulo E.Longaray de ávila
Secretaria da mulher
Elizete Marisa Kroetz Kafer
Secretaria Finanças
Inês Lucia Sack da Silva
Secretaria de Formação
Celeste dos Santos Lopes
Secretaria de Comunicação
Marcos Daniel Tisian
Secretaria da Juventude
Marlene A. de Souza
Candidatos prestigiam o ato que formalizou as atividades do PV de Estância Velha
Estância Velha é a cidade mais recente onde foi fundada a Executiva Municipal do Partido Verde. Nesta Terça-feira 03 de agosto Rodrigo Kirschner presidente da sigla na cidade recepcionou lideranças locais que prestigiaram o ato que formalizou as atividades do PV no município. Os candidatos do PV ao goveno do RS Montserrat Martins, senador Marcos Monteiro , deputado federal Marco Santos (Mikonga) e deputado estadual Rogério Lavarda prestigiaram o evento. Nos discursos a tônica foi a candidatura de Marina Silva a presidência da República e a importância das propostas de desenvolvimento do Brasil com olhar verde, a vida, as presentes e futuras gerações.
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